domingo, 23 de agosto de 2015

In dubio pro reo? Népia... É mais "Eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas"


O árbitro, na dúvida, esteve para a dúvida que lhe interessava.


Esta frase de ontem de Jorge Jesus é um sinal claro que o actual treinador leonino ainda vive um período de adaptação aquilo que se chama a realidade do Sporting Clube de Portugal

Da mesma forma que há jogadores que precisam de tempo para se integrarem a novos colegas, processos de treino, país e dimensão do novo clube, o mesmo se passa, por vezes, com os treinadores (ainda mais no caso de Jesus, visto que vem de um contexto totalmente oposto e onde esteve 6 anos).

Meu caro Jorge Jesus, os árbitros em jogos do Sporting NUNCA têm dúvidas. Têm, sim, CERTEZAS.
O sr. Manoel Oliveira não teve dúvidas que Slimani não foi empurrado, aos 44 minutos (já com 1-0 a nosso favor).
O sr. Manoel Oliveira não teve dúvidas que as sucessivas faltas dos jogadores do Paços de Ferreira, até ao minuto 81 nunca foram merecedoras de acção disciplinar.
O sr. Manoel Oliveira não teve dúvidas que Slimani não foi travado, aos 64 minutos (com 1-0 a nosso favor, num lance em que ficaria isolado.
O sr. Manoel Oliveira não teve dúvidas que João Pereira fez penalty aos 77 minutos. 
O sr. Manoel Oliveira não teve dúvidas que  a falta de João Pereira é merecedora de cartão vermelho directo.
O sr. Manoel Oliveira não teve dúvidas em começar a mostrar cartões aos jogadores do Paços somente quando já havia empate no marcador podendo, desta forma, queimar mais algum tempo em anotar essas ocorrências.
O sr. Manoel Oliveira não teve dúvidas que 5 substituições, penalty assinalado, expulsão, marcar penalty mais assistência médica a vários jogadores do Paços, só dá direito a 3 minutos de compensação.
O sr. Manoel Oliveira não teve dúvidas que uma falta assinalada no meio-campo do Paços, à beira dos 93 minutos (mas não ultrapassados), já não é merecedora de ser marcada, terminando, aí, o jogo.
O sr. Manoel Oliveira não tem dúvidas que esta sua exibição será levada em conta pelos responsáveis máximos da arbitragem nacional, sendo determinante na sua evolução curricular.


O Sporting jogou pouco. Jogou lento e muitas vezes mal. Teve muitos (mesmo muitos) jogadores ausentes mas que constaram da ficha de jogo. Mas jogou melhor, teve mais oportunidades e mereceu ganhar. Eu tenho a CERTEZA que assim foi. 
Mas, também, não tenho DÚVIDAS que os acontecimentos acima descritos condicionaram, e muito, a exibição da equipa, bastando que o Sporting beneficiasse de 1/3 das CERTEZAS do sr. Manoel Oliveira para ter uma tarde mais descansada e, como se esperava, vitoriosa.

Mas parece que, na nossa Liga, só o Sporting não pode ganhar por 1-0, mesmo jogando mal.
E como isso, no caso do Sporting, é considerado um crime, toma lá de seres castigado com um empate (não importando como este é alcançado). Assim sim, é justo.

Jogar mal e ganhar é para os outros. Apelidam essas ocorrências (bem comuns) de "pragmatismo", um elogio, portanto. No caso do Sporting, nas raras vezes que deixam que isso aconteça, é "crime" ou "sorte".
 
Jorge Jesus, para o Sporting merecer vencer tem de ser sempre com "nota artística", mesmo que venhas de 4 jogos em 14 dias (com o Campeão Nacional e líder da Liga russa), com cerca de 1 mês e meio de preparação e com entraves óbvios vindos da 3ª equipa em campo.

Não há dúvidas em relação a isso e tenho a certeza que aquilo que se viu nestes primeiros 4 jogos (ainda nem se saiu de Agosto) vai-se repetir.

3 comentários:

nonameslb disse...

Espero que se repita ao longo da epoca.

Anónimo disse...

Cantinho, limpa este cagalhão lampião, por favor. Já basta a merda lampiónica nos outros sítios. Nem disfarçam.

Valdemar Iglésias disse...

Mas é claro que esperas, caríssimo e merdoso lampião.

Porque a jogar à bola, no confronto directo, nem com golo limpo anulado ao Sporting.

Levaram banho de bola. E só o vosso amigo Vitor Pereira vos pode manter na corrida, aliás, como no vosso ultimo jogo, onde até ao minuto 73, o herói era o Júlio César.

Depois?

Depois veio o empurrãozinho amigo da APAF.

É por coisas destas, mas também pelo regozijo que o meu merdoso amigo ostenta, cujos seus camaradas ainda tentam disfarçar, que não encontram respeito em pessoas de bem, nomeadamente nos sportinguistas.

Vá pela sombra, no name palhaço.