quarta-feira, 21 de junho de 2017

#DiaDeSporting (dia de memórias do coração)

(imagem retirada de: https://twitter.com/Sporting_CP)


Dia 26 de Março de 2015. Lançamento da 1ª pedra do novo Pavilhão João Rocha, a futura casa das modalidades do Sporting Clube de Portugal.
No meio daqueles que testemunharam este acto simbólico, está o meu pai (acompanhado pelo meu tio, companheiro de tantas viagens e sofrimento leonino...). Foi a última vez que visitou o Estádio José de Alvalade, casa do (seu) Sporting e sua "casa" também. 
Não deixa de ser simbólico que o último local, associado ao Sporting, onde esteve seja num espaço onde passou muito do seu tempo, o "velhinho" Estádio José de Alvalade.

Hoje é um dia bom para o nosso Clube. É um dia feliz para todos os leões que, sendo atletas, dirigentes, técnicos ou simples anónimos sócios e adeptos, deram muito para a História e Grandeza desta centenária Instituição.
Por isso, é também um dia de Memória e Saudade (muita..).

Parabéns a todos aqueles que permitiram que esta obra fosse possível. Era, claramente, uma parte que faltava no nosso Património.
Que seja um espaço onde se viva Sporting, das suas Modalidades, Ecletismo, de Vitórias e de Desporto. E que todos aqueles que ali entrarem sejam, acima de tudo, dignos da sua utilização. 

Infelizmente, não pude acompanhar o meu pai no dia do lançamento da 1ª pedra nem estarei, hoje, na sua inauguração.
Mas fica aqui a promessa: no 1º jogo que for ali assistir, levarei a sua camisola da "Missão Pavilhão".

  

domingo, 14 de maio de 2017

Ide em paz (e quem quiser que vos acompanhe)


Que o Sporting não tem treinador (para mim, acabou depois do jogo em Tondela, quando não quis ver a solução e o futuro), já todos percebemos. Veremos é se ainda temos Presidente...

À saída de mais uma época desastrosa e a escassas semanas de entrar numa nova (que não augura nada de diferente ao que estamos habituados), gostava que me esclarecessem umas dúvidas:

- qual a diferença entre um Bojinov e um Castaignos?
- qual a diferença entre um Gauld e um Rubio?
- qual a diferença entre um Onyewu e um Sarr?
- qual a diferença entre um Boulahrouz e um Douglas?
- qual a diferença entre um Xandão e um Ciani?
- qual a diferença entre um Miguel Lopes e um Schelotto?
- qual a diferença entre a má venda do Carriço e a má dispensa do André Martins?
- qual a diferença entre um Ventura e um Jug?
- qual a diferença entre um Joãozinho e um Marvin?
- qual a diferença entre um Elias e um... Elias?
- qual a diferença entre o gasto cego e despropositado num Pongolle e num Alan Ruiz?
- qual a diferença entre a insistência cega num Capel ou num Bryan Ruiz?
- qual a diferença entre um Pranjic e um Markovic?
- qual a diferença entre um Gelson Fernandes e um Petrovic?
- qual a diferença entre um desterro para Israel do Adrien e 3 empréstimos (sem justificação) de Iuri?
- qual a diferença entre a má venda de João Pereira em 2012 e a péssima dispensa em 2017?
- qual a diferença entre ter um Dier preso só por 5M ou vender um Cédric por 5M?

Até ver, a diferença é só uma: um vergonhoso 7º lugar...
É isso que segura esta Direcção e é isso que ainda se usa para argumentar a favor de quem tem feito tão pouco pelo sucesso desportivo deste clube.
Ah... e também há um Pavilhão, mas esse foi pago pelos sportinguistas, por isso não deveria contar.

É tempo da Direcção dirigir, a sério, o clube. Um clube que é histórico mas que (já) não é Grande.
#MaldiçãoJoãoRocha

Espero sinceramente que Luís Martins já esteja a preparar a próxima época (com Jesualdo Ferreira, se fosse possível). 
Não peço um Sporting campeão. Peço Respeito, Humildade e Trabalho. Não deve ser assim tão difícil.


ps: em quase 25 anos de sócio e 30 como adepto, o Sporting já me deu quase todas as "alegrias" possíveis: 
- derrotas e eliminações humilhantes contra equipas do 3º mundo futebolístico; 
- derrotas e goleadas contra rivais históricos; 
- perder final da Taça com a Académica; 
- perder final europeia em casa, apesar de estar a vencer; 
- perder a Liga a duas jornadas do fim; 
- eliminações da Taça, em Alvalade, contra equipas de escalões inferiores; 
- derrotas consecutivas; 
- 7º lugar;

Como adepto, poderia pensar que já vivi de tudo. O pior é que o Sporting tem sempre a capacidade para nos surpreender. E um dia virá algo pior do que tudo isto que mencionei. É esperar, eles conseguem...

segunda-feira, 8 de maio de 2017

(Re)Comece a festa...


Sinceramente, o que haverá mais para dizer?
Creio que não é preciso que se diga alguma coisa. Aquilo que se viu ontem, em Alvalade, é o retrato deste clube:
- Estádio (mais uma vez) cheio;
- Apoio enorme;
- Jogar para nada (a não ser Orgulho, mas isso é uma coisa banal que não passa da bancada para o relvado, onde todos são imunes a esse tipo de valores);
- Futebol de merda;
- Utilização de jogadores que todos sabem que são uma merda;
- Oferecer golos ao adversário (todo o lance que dá o penalti é uma falta respeito pela profissão; um gozo...);
- Reabilitação de clubes e treinadores moribundos (que há 5 dias estavam a ser apertados por 70 adeptos... e perdiam há 7 jogos...);
- Possibilitar aos sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal mais uma humilhação. Sim, mais uma...

Não vale a pena reflectir ou tentar explicar o que, mais uma vez, se passou. Há algo muito estranho, venenoso até, que ainda nos move a seguir e acreditar no Sporting.
Ninguém pode ter ficado surpreendido por ver este Bryan Ruiz a titular.
Ninguém se surpreendeu por ver Schelotto todo "roto" aos 5m e a cometer erros e mais erros (vejam o lance do penalti, por favor...).
Ninguém se espantou por ver que Bruno César é um bom suplente e não um bom titular (e sem pé direito...).
Ninguém levou as mãos à cabeça quando viu uma 1ª parte banal, sem rasgo e velocidade, jogo interior e zero ocasiões.
Quem ficou surpreendido por ver que Matheus foi o primeiro a ser substituído? Ninguém...
Alguém teve dúvidas que Campbell e Castaignos estavam à frente de Francisco Geraldes nas opções? E que as suas exibições iriam roçar o ridículo? Ninguém...
E quem é que, ao ouvir/ler as justificações do treinador, ficou surpreendido pelo "sacudir a água do capote" e pela justificação da humilhação por via da "juventude", "inexperiência" e "mau plantel"? Ninguém...
Por fim, haverá alguém que nunca pensou que o Presidente, uma vez mais e perante tamanha humilhação, fizesse uma comunicação sem qualquer nível (que devia ser interna), iniciando mais uma "caça às bruxas" mas sem nunca assumir que é o PRINCIPAL RESPONSÁVEL desta época humilhante (estamos mais perto do 4º lugar do que do 2º... ainda vamos rezar para que o tetra-campeão "empate" o Vitória na próxima jornada... ao que chegámos...).
Ontem, Bruno Carvalho deu o mote para a pré-temporada. A crise está instalada, os egos vão defrontar-se mas ninguém vai olhar ou cuidar do verdadeiro doente, o Sporting.

Todos já toparam o que é o Sporting. Por isso o apelidaram de "Comédia de Portugal". Só nós não conseguimos (ou não queremos) ver isso, mas foi no que ele se tornou. Só que neste Circo em que este clube se tornou, os palhaços não estão no palco, estão na bancada.
Até quando?

Caros jovens leões que, ontem, visitaram Alvalade pela primeira vez,
apresento-vos o Sporting Clube de Portugal. Um clube que nos vende Ilusões mas que teima escrever a sua História por via de repetidas Desilusões.

Não há quem acabe de vez com o buraco psicológico (e que já é genético), em que este Clube mergulhou. Cada vez tenho mais dúvidas que volte a ser aquilo pelo qual me venderam - um Vencedor (e que, em 36 anos, eu nunca vi).

Não é justo pedir a alguém que apoie o Sporting.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Números de equipa Grande (uma ajuda do grande Podence)


Não sou muito de usar números e percentagens quando falo de futebol. Não é porque não considere válida a sua aplicação, mas sim porque percebo pouco de futebol, correndo o risco de estar analisar dados parciais, ou por não estar a considerar, correctamente, todas as variáveis. Há cerca de 3 meses fiz um pequeno exercício desses (ver aqui), para tentar mostrar que tanto Esgaio como Jefferson eram os mais fiáveis laterais que o Sporting tinha no plantel (continuo a pensar assim).

Hoje trago um pequeno resumo (estatístico) da presença de Podence no 11 do Sporting. Não fui "picado" por mais uma excelente exibição sua, ontem em Braga. Quem por aqui passa sabe que sou fã deste jovem jogador e, acima de tudo, considero que é melhor jogador do que muitos que estão no plantel (e que jogam mais tempo que ele), assim como acho que a sua presença em campo oferece outro tipo de soluções e de jogo ao nosso ataque (técnica, velocidade, 1º toque, inteligência e muita dinâmica).

É comum ouvir Jorge Jesus a elogiar Dost e Alan Ruiz. Se os elogios ao holandês são mais que naturais, já ao argentino... são, no mínimo, um pouco forçados. Mas considero normal, nem que seja para motivar. O problema é que se os elogios são para motivar, seria importante ouvir o mesmo registo para outros jogadores. 

No meio dessas loas, Jorge Jesus afirmou mesmo que Dost e Alan Ruiz eram a melhor dupla atacante da Liga. Talvez seja, não sei (se alguém quiser fazer uma estatística para Alan Ruiz, eu gostava de comparar).
O que eu sei é que sempre que Podence esteve mais de 45m em campo (e isso só aconteceu por 3 vezes...), Dost marcou 10 golos e o Sporting marcou 11. Foi assim em Tondela, com o Boavista em Alvalade e, ontem com o Braga. O Podence fez 224m no total desses 3 jogos. Aí, Dost marcou 1 golo por cada 22,4m. Já o Sporting, nesses 3 jogos, marcou 1 golo por cada 20,4m. Nada mau..
Coincidência ou não, o que é certo que os resultados em Tondela e com o Boavista correspondem, nesta época, às maiores goleadas do Sporting na Liga (curiosamente nos jogos onde Podence jogou mais de 75m - nunca completou os 90m).

Desde que regressou ao Sporting, Podence participou em 11 jogos na Liga, com os seguinte resultados:
- 9 Vitórias
- 1 Empate (1-1 com o SLB, onde entrou aos 80m, já com o resultado feito)
- 1 Derrota (1-2 no Dragão com o FCP, onde entrou aos 81m, já com o resultado feito)

Pelo meio daquilo que parece ser uma 2ª volta boa em termos de resultados, há o empate em casa com o Vitória de Guimarães (1-1), onde Podence, estando no banco, não foi utilizado.
Resumindo, com Podence em campo, o Sporting venceu 82% dos jogos, empatou 9% e perdeu 9%.

Podence completou, até agora, 348m, divididos por 11 jogos, o que dá uma média de 31,6m/jogo. É o 22º jogador mais utilizado nesta época. A título de exemplo, e só para se ter uma ideia da sua utilização/rendimento, Podence tem:
- cerca do dobro dos minutos de Slimani (que ainda jogou 2 jogos);
- mais ou menos o mesmo que Castaignos (352m);
- quase metade do tempo de Douglas, André, Elias e Markovic;
- menos 900m que Campbell (o equivalente a 10 jogos);
- menos 1300m que A. Ruiz (o equivalente a 14 jogos);

Mas como é o comportamento defensivo com Podence em campo? Convém recordar o alerta de Jorge Jesus para a "falta de cultura táctica defensiva" dos jovens formados em Alcochete. Bem, nesses 348m que Podence esteve em campo, o Sporting sofreu 2 golos (Murillo - Tondela; do inevitável Rui Fonte, o 2º golo de ontem do Braga), e marcou, nesse mesmo período, 13 golos. Com Podence a jogar, o Sporting tem uma média de 1 golo sofrido a cada 174m, marcando 1 golo por cada 27m (se isto estiver mal, alguém que me avise, sff..).


Ontem fiquei, como é óbvio, feliz com a nossa vitória em Braga. Após o jogo pouco conseguido de Bruno César, Alan Ruiz (e Schelotto, e B. Ruiz), com o SLB, dizia o bom senso que existissem alterações no 11 titular. Não. Só Marvin recuperou o seu lugar. Até à lesão de A.Ruiz, só Gelson acelerou o jogo. Depois, entrou Podence e o jogo do Sporting viu a luz. 
Preocupa-me esta "teimosia" de Jesus. A insistência nos mesmos, apesar do seu fraco rendimento.
Como será contra o Belenenses? Sem Gelson, Podence e Alan? Voltarão Matheus e Francisco Geraldes? Ou serão B.Ruiz e o desmotivado e dispensado Campbell?
Jorge Jesus tem mais uma oportunidade para demonstrar que futuro quer para o Sporting.


Duas notas finais:
1. O 3º golo de ontem é tudo o que uma equipa grande pode e deve fazer. O entendimento da dupla Podence/Dost foi muito bom, virando Dost para o jogo que, por sua vez, serviu muito bem Gelson. Este, entrou e temporizou, esperando que Schelotto fizesse de Maxi Pereira (às vezes faz isso), o italo-argentino olhou para a área e encontrou isto:


Soluções na área, além do sempre tão isolado Dost. Desta vez, os centrais adversários não puderam ir só ao Dost e este, solto, atacou o espaço e o cruzamento. Golo! O trabalho de B. Ruiz e Podence é muito bom e Schelotto fez, muito bem, o que tinha de ser feito. Até Adrien está no sítio certo. Isto é uma equipa grande a atacar como tal.
Imaginem os lances de Gelson contra o SLB. Quantas opções havia na área? Só Dost? Dost e Alan? Quantos lances de perigo se perderam durante a época por falta de gente na área?
A nossa ineficácia e insucesso nesta temporada passou muito por isto...


2. Futsal do Sporting. Foi doloroso para todos nós ver a vossa/nossa derrota. Mas conhecendo esta equipa (liderados exemplarmente por Miguel Albuquerque e Nuno Dias), sabemos que a vontade de Vencer está sempre presente. E isso deixa-nos descansados e, sempre, Orgulhosos.
Vocês são vice-Campeões Europeus. Nunca se esqueçam disso (é que não é para todos).

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Preparar o Futuro


Em abaixo, apresento duas sugestões daquilo que considero que deveriam ser os 11s titulares do Sporting até ao final da presente época. De igual modo, acrescenta-se os restantes elementos que devem constar na convocatória oficial de 18 jogadores.
A ideia, ao surgir nesta fase, não tem origem naqueles lugares-comuns como, "já que a época está perdida" ou "agora devia-se dar oportunidade aos miúdos". Não, nada disso. A sugestão resulta da tentativa de se começar a resolver duas questões que, creio, serem muito importantes:

- preparar o futuro imediato (próxima época);
- jogar bom futebol (marcar mais, controlar mais, defender melhor);


Uma vez que acredito que tanto Adrien como William devem sair  no final da época, essas posições devem sofrer mais rotação, a fim de se procurar alternativas internas. No mesmo sentido, as laterais devem ser profundamente reformuladas mas seria importante, nesta fase, testar (definitivamente) o André Geraldes e Esgaio, assim como dar uma última oportunidade ao Marvin (só porque foi o último lateral contratado). Visto que Spalvis tem vindo a treinar com a equipa principal, se estiver fisicamente apto, creio que deveria constar das convocatórias para ir tendo minutos. Se não for o caso, então que se troque por Gelson Dala que tem estado em destaque na, bem orientada, Equipa B.

Os 11s correspondem, igualmente, a dois dispositivos tácticos diferentes, tentando tirar maior rendimento dos melhores atributos dos jogadores seleccionados.

Para mim, todos os elementos que não figurem nos 19 (e que fazem parte do plantel principal actual), devem ser, no final da época, vendidos ou dispensados.


 suplentes. Beto; Semedo; Marvin; Adrien; B.César; Matheus; Spalvis  


suplentes. Beto; Semedo; William; A. Geraldes; Gauld; F. Geraldes; Spalvis 

domingo, 23 de abril de 2017

Não se vislumbra qualquer luz


Se quiserem uma crónica curta, incisiva e que consegue espelhar o que se passou no derby de ontem, sugiro um salto a este post do blog És a nossa Fé. Está aí tudo.
 
Se optarem por uma visão mais longa (mas duvido que seja mais acertada), então convido-vos a ler o que vem a seguir.


Vamos iniciar pelo óbvio. Do nosso 11 titular, quantos é que encaixariam no 11 do SLB?
Num dia normal do SLB: William, Gelson e Dost.
Num dia mau do SLB: Coates, William, Gelson e Dost (Adrien é excelente para nós mas, neste momento, não é melhor que Pizzi).

Temos de começar por aqui. A nossa equipa tem menos excelentes jogadores que o adversário (não há Jonas, joga Mitroglou. Cansa-se o grego, entre Jimenez. Qualquer um seria bem-vindo ao nosso plantel). Estamos logo em desvantagem. E pior ficamos quando nem sequer usamos os melhores. 
Ontem, Jorge Jesus voltou a insistir em duas nulidades: Schelotto e Jefferson.
Se um nem sequer é jogador de futebol, o outro já há muito que desistiu de tal ofício. É o típico caso de um funcionário que está de baixa mas que tem de ir trabalhar só por um dia para, assim, poder renovar a baixa. E é o que acontecerá com Jefferson.
 
Depois, uma vez mais, ficou provado que Bruno César é uma excelente opção (mas é só isso), fazendo um jogo péssimo (ausente na 1ª parte; horrível na 2ª), e que Alan Ruiz serve para os Feirenses e Boavistas desta vida. Uma total inutilidade (na 2ª parte esteve um pouco melhor, mas já tinha estado 45m parado na 1ª, e sabemos como isso cansa... teve sair quando já participava no jogo). A isso acresce-se uma total incompetência na hora e na forma como foram feitas as substituições.
JJ resolveu dar o jogo aqueles que "sabem tudo sobre futebol" e que devem ter "cultura táctica defensiva". O resultado foi um jogo medíocre, o pior contra o SLB na era JJ, em que fomos melhores durante os primeiros 15m de cada parte. E é só.

Se colocar em jogo Bryan Ruiz é, neste momento, um gozo, colocar (este) Campbell é um insulto (ao restante plantel e adeptos). Se adicionarmos a entrada de Podence a, somente,10m do fim... então o desastre foi completo. 
Podence tem lugar de caras neste Sporting e ontem, principalmente na 2ª parte, teria sido muito importante, numa altura em que tivemos espaço para matar o jogo. B.César não conseguiu ultrapassar Semedo por uma única vez. Depender unicamente de Gelson para desequilibrar não chega... Podence, em 10m, fez aquilo que os Ruizes e B.César nunca conseguiram fazer - jogar à bola. Jogou entre linhas, ultrapassou adversários, fazendo tudo aquilo que precisávamos para contornar um adversário que sabe (sempre) defender muito bem.

Se este Sporting sofresse um golo de penalti aos 4m e ficasse, aí, em desvantagem no marcador, dificilmente não perderia o jogo. E isso aconteceria-lhe em qualquer estádio desta nossa Liga.

É preciso perceber que, uma vez mais, os nossos melhores jogadores foram os defesas-centrais. Isto quer dizer muito... Gelson e Adrien também estiveram muito bem (mas o físico ressente-se). Os outros excelentes jogadores que o Sporting tem (William e Dost), estiveram muitos furos abaixo e a equipa sentiu a sua falta. Como é tradição, Patrício também esteve bem, num jogo com pouco trabalho... mas sofreu mais um grande golo, numa bola parada (até isto é tradição).

Pois é, as bolas paradas... Foi assim que o SLB empatou. O Sporting não sabe o que isso é. Ninguém sabe marcar um livre, um canto, um livre lateral ou, até mesmo, um lançamento de linha lateral. Os cantos de B.César foram deprimentes e não há palavras para o balão que William enviou na última jogada do jogo. Uma total banalidade que, em muitas alturas, custa pontos e campeonatos.


Uma nota adicional para Soares Dias. Esteve à altura do derby: uma valente bosta.
Avisou tudo e todos, para a porcaria que ia fazer, quando não admoestou Ederson no lance do penalty. Não havia mais ninguém na área. No mínimo, cartão amarelo. Relembro que, na época passada, Patrício foi expulso, na 1ª parte, contra o Tondela por um lance onde tocou na bola, com defesas por perto, e em que a bola não ficou jogável. Critérios..
Depois, perdoou um penalty a um burro italiano sobre Grimaldo e um outro a B.César, em mais um lance de grande incompetência. 
Na 2ª parte, empurrou o Sporting para a sua área e ajudou a defender o empate do SLB. Deixou de ver faltas no meio-campo do SLB e marcou tudo o que caía de vermelho (no estádio, o lance que dá o empate não me pareceu falta. Na Tv, só dá livre).
Uma incompetência total, naquilo que é o "melhor árbitro português". Está tudo dito.


Um plantel mal construído, uma pré-época cheia de equívocos, dispensas em Janeiro sem sentido (meu querido João Pereira...), o abusar fisicamente de jogadores que, agora, não conseguem dar tudo (Adrien, William, Gelson, B. César - até contra o Praiense ou Famalicão tiveram de jogar..), a recorrente utilização e insistência em jogadores que são claramente inferiores a outros que existem nos nossos quadros, e o desprezo revelado por jogadores da formação que jogam muito e que teriam sido úteis na gestão física da equipa (Matheus, Palhinha, Geraldes, Gauld e, até, Podence), correndo o risco de lhe conferir mais qualidade, são as causas para uma época perdida e sem qualquer objectivo atingindo.
 
Não sei o que se trabalha, diariamente, em Alcochete. Não sei o que se prepara para a próxima época (e isso preocupa-me... e muito).
Em tempos, tivemos um treinador com garra, vontade, determinação e que venceu muitos jogos pela sua qualidade maior face aos seus pares e pela leitura excelente que fazia a partir do banco. Não sei se lembram dele:


Sinceramente, gostava de o ter de volta...

domingo, 16 de abril de 2017

Não vi o jogo...


... por isso só posso "falar" do que me contaram:



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Falar do quê? E para quem?


Segunda-feira.
O normal seria escrever algumas coisas sobre a jornada que findou. Deveria vir para aqui dizer que, com a vitória sobre o Boavista, estamos cada vez mais perto de garantir o 3º lugar (mas ainda falta... Setúbal, SLB e Braga - temos tudo para perder pontos.. para Braga e Vitória de Guimarães). Deveria igualmente recordar que, com Podence em campo a equipa tende a ser mais rápida, criativa e imprevisível. Elogiaria a estreia de Geraldes em Alvalade, e rendia-me (novamente) a Dost, à sua qualidade como jogador e ao alto compromisso que tem com o clube e, acima de tudo, com a sua profissão.
De igual modo, seria expectável que voltasse a "bater" em Schelotto e na sua incapacidade para jogar futebol de alto nível (apesar da assistência no 1º golo). Guardaria algumas palavras para a surpreendente exibição (defensiva) de Marvin e, até, alguma esperança em ver em Alan Ruiz um jogador de futuro (quem sabe?). Por fim, os elogios reverteriam para grande utilidade em se ter Bruno César no plantel, para a sorte que temos por existir um jogador de classe mundial como o William Carvalho, e para dizer que Adrien acrescenta muito à nossa equipa.
E sendo quem sou - exigente - no final lamentaria uma goleada que ficou por acontecer, questionava Jorge Jesus por ter excluído Matheus em troca de um (caso) perdido Campbell e o porquê de não se ter forçado o Gelson para levar o 5º amarelo em Arouca.
Tudo isto aconteceria, se houvesse interesse em discutir futebol, só futebol.

Mas o futebol (nomeadamente em Portugal), já não é táctica, jogadores, treino, criatividade, sorte e azar.

O Futebol (português) é isto:

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E é isto que vale. É isto que Vence. Foi sempre este o "trabalho táctico" de eleição.
Um país que idolatra símbolos de merda e que nos "impõe" um só clube, uma só cor. Uma impunidade total, à vista de todos, elogiada como um sendo ilustre sinal de "Competência", "Organização" e "Estrutura". No fundo, não passam de uns criminosos. Todos, quem pratica e quem assiste feliz, contente e, especialmente, consciente. 

Esta merda nunca terá fim, pelo menos neste país.

Escolhi o país errado para gostar de Futebol..

segunda-feira, 3 de abril de 2017

De costas voltadas à Ambição (e ao Futuro)


Caro Jorge Jesus, já que não te posso pedir para que uses os melhores jogadores, que lhes tentes incutir o mínimo de respeito pelo Sporting Clube de Portugal (adeptos e História), e porque não, à sua própria profissão, peço-te que não nos consideres iguais aos adeptos do teu anterior clube. Nós não somos nenhuns acéfalos. Não nos tornes por parvos, pode ser?

É preciso destacar três pormenores fundamentais. Primeiro, a vitória. Segundo, de uma série sete jogos conseguimos seis vitórias e um empate. Terceiro, o Arouca no seu terreno é difícil e começamos a perder. - Jorge Jesus

Vamos lá ver. Ok, a vitória é sempre muito importante. Se é oficial que renunciámos ao Futebol, então que venham as vitórias. Ao menos isso. 
Uau, que registo impressionante. 6 vitórias em 7 jogos. Moreirense, Rio Ave, Estoril, Guimarães, Tondela, Nacional e Arouca. Nunca pensei... Isto era de uma exigência brutal... Adversários poderosíssimos. Claro que foi impossível vencer o Vitória de Guimarães, em casa. Eu compreendo, é uma equipa que sabe fazer 2 passes seguidos e está, minimamente, bem orientada. Faz toda a diferença.
É verdade. O Arouca em casa é terrível. Contando com o jogo de ontem, os últimos 5 jogos em casa, venceu 1 e perdeu 4... Impressionante. Aliás, todo o registo actual do Arouca é brutal. Nos últimos 10 jogos, venceu 1 e empatou outro. Imagina qual terá sido o resultado obtido nos restantes 8 jogos...

Entrámos com pouca competência defensiva e sofremos um golo. Depois, foram 30 minutos de grande qualidade, com dois golos e boas jogadas. 

Isso nem parece nosso. Entrar com "pouca competência defensiva" e sofrer logo um golo na 1ª jogada (e na pequena área)? Deve ser inédito. 
Sim, reagimos. O nosso avançado (com números ao nível dos melhores da Europa) teve uma única oportunidade. Houve outra do Gelson e... os golos. Avassalador. E na 2ª parte?

Após o intervalo, o Sporting regressou a vencer e poderia dar alguma segurança em termo emocionais, mas era preciso ter mais bola. (...) A segunda parte foi sofrível, mas fico satisfeito por ter ganho, só que queria que a equipa tivesse revelado na segunda parte o mesmo comportamento da primeira.

Bola? Então mas o Alan, Bryan, e Bruno César não são jogadores feitos, com enorme cultura táctica, com um momento defensivo brutal? 2ª parte sofrível? Nem parece nosso... Pelo segundo jogo consecutivo, o nosso melhor jogador foi o Coates. Contra o Arouca, que fez todos os remates enquadrados da 2ª parte. Sabes quantos fizemos? ZERO. A única "oportunidade" ocorreu aos 90m, num lance em Gelson quase chega à bola... Um rolo compressor autêntico.

O Sporting não está a lutar pelo título, mas pressão do título ainda está nestes jogadores, porque parece que têm medo de ganhar.

Jorge, Jorge. Não gozes com um gajo... Mas qual título? Aquele que deixámos de disputar em Dezembro? Medo de ganhar? Não foi isso que eu vi em Tondela. Não é isso que vejo, agora, na equipa B, que estava em posição de descida há cerca de 1 mês. Na equipa não há medo de ganhar. O que tu tens no plantel, é jogadores que não sabem jogar e/ou estão-se a cagar.

Em Tondela jogaste com miúdos com grande qualidade e, acima de tudo, motivados. A bola circulou com rapidez, houve movimentações, imprevisibilidade e a exploração de todos os espaços do terreno. Os que entraram na 2ª parte desse jogo, não foram já acomodados com o resulto feito. Foram atrás de mais futebol e golos.

O 11 de ontem é uma vergonha e é um insulto para quem trabalhou bem em Tondela. Esse foi o nosso melhor jogo em meses!! E tu voltaste a colocar o entulho que só tu achas que serve para o Sporting. Não há razão desportiva que tenha levado à saída de Podence e Matheus da equipa. Não há razão desportiva que leve a que Schelotto e Marvin continuem a vestir a nossa camisola (ontem foi mais uma exibição enorme destas pérolas). Não há razão desportiva para não se dê oportunidades reais a Geraldes e Gauld. Não há substituto para Adrien porque tu não queres.

Quem tem medo de ganhar não são os jovens "sem cultura táctica defensiva" (o Alan defende "pa caralho"). Quem tem medo de ganhar, és tu!!

Nós somos muito, mas mesmo muito tolerantes. Em Janeiro, apesar da vergonha que foi esta época (altamente dispendiosa e que vai demorar muito tempo a equilibrar), nós metemos na cabeça que já se devia preparar a próxima época. Voltaram alguns dos que não deviam ter saído e saiu parte que não devia, nunca, ter entrado. Mas o marasmo é o mesmo e o tempo vai-se esgotando sem qualquer sinal que se está a preparar o futuro. Tondela foi uma excepção. Foi um doce que nos deste, mas ficaste com medo que virássemos diabéticos e voltaste a tirar da nossa boca. Tondela aconteceu porque Adrien, Alan e B. César estavam impedidos de jogar. Só por isso.

O Sporting (e eu) quer que tu sejas o seu treinador. Mas, e isso custa-me muito, eu acho que tu não queres ser o treinador do Sporting.


ps: na próxima jornada o Boavista vem a Alvalade. Espero que deixem o Iuri Medeiros jogar. Tenho saudades de ver futebol.


domingo, 19 de março de 2017

Falamos de Dost ou inventamos algo para falar


Calhou no calendário que Sporting recebesse o Nacional da Madeira à 26º jornada, um adversário que vinha de uma onda de resultados positivos e de excelentes exibições (atingindo o auge no Dragão, há 2 semanas atrás), impondo o normal respeito aos leões, ainda mais quando apresentavam, antes deste jogo, a maravilhosa contabilidade de 17 golos marcados e 41 sofridos (em 25 jogos).
Acrescido deste incontestável poderio do seu adversário, impunha-se uma dificuldade adicional ao Sporting, uma vez que vinha de mais uma jornada europeia, a meio da semana, prática comum às grandes equipas a que este clube e jogadores estão mais que habituados. Se a experiência desta equipa tranquiliza qualquer adepto, a verdade é que já estamos em Março e as competições e sucessivos jogos já se vão acumulando nas pernas dos jogadores.
Mas o Sporting, ao saber que ia ser assim, dotou o plantel de variadas e válidas soluções para fazer face a estes calendários sobrecarregados. Como dizem outros sábios: "tomara muitos chegarem aqui".

Jorge Jesus, para dar o necessário descanso aos mais utilizados, gerir a equipa e manter os níveis de confiança e de compromisso de todos perante os objectivos do clube, resolveu fazer algumas alterações face ao jogo de quarta-feira. Alan Ruiz e Schelotto, muito pouco utilizados nesta época, tiveram nova oportunidade, ocupando as vagas normalmente utilizadas por Podence e Esgaio (este último com merecida folga, nem ao banco foi). Francisco Geraldes, que tem surpreendido no lugar do lesionado Adrien, por precaução também acabou por ficar a descansar, levando JJ a ir ao baú, reabilitando Bryan Ruiz que, normalmente, só joga (e muito pontualmente), nas ressacas europeias no sentindo de gerir o 11 titular.

Perante este cenário (cansaço, gestão do 11, qualidade do adversário), havia por isso algumas condicionantes que podiam dificultar o jogo e a obtenção da vitória. No entanto, aqui sabe-se o que se faz. Dizem as "leis do futebolês" que, nestes casos, a melhor táctica consiste em entrar forte e resolver o jogo bem cedo para, depois, descansar. E o Sporting levou isso à letra. Aos 35 minutos já vencia por 2-0, graças aos golos do inevitável Dost, garantindo os 3 pontos. De destacar as "jogadas de laboratório" que dão origem aos golos - as grandes equipas são assim. Ao longo dos jogos Bas Dost é tantas vez servido com bolas de golo que os números que apresenta só surpreendem por serem tão poucos.

Como seria de esperar, a entrada de jogadores que, habitualmente, não jogam fez-se notar. Alan Ruiz andou um pouco perdido, sem o óbvio entrosamento perante as dinâmicas mais que batidas de Matheus, Gelson e Dost, assim como Schelotto que, raramente, conseguiu combinar com o seu parceiro de ala, quer a atacar quer a defender. Desta forma, foi com naturalidade que, passado um quarto de hora do início do jogo, tanto Alan como Schelotto já acusavam algumas debilidade físicas (o ritmo que os titulares impõem não é para qualquer um). No meio-campo, a alta rotação de William e Bryan não deixava o jogo morrer e o adversário respirar, empurrando-o sempre para o seu último terço.

Com o jogo resolvido e controlado, a 2ª parte foi mais calma. Jogou-se muito longe das balizas, com o Sporting a "descansar com bola" (dizem que nossa % de posse foi de 51%; é óbvio que isso está errado). Acusando a falta de ritmo, Alan Ruiz teve de ser o primeiro a sair, dando entrada a Podence. Poucos minutos depois, sai Matheus, um dos mais utilizados nesta época, não se entendendo como é que JJ o deixou lá tanto tempo, pois é dos jogadores mais "exprimidos" fisicamente. Para o seu lugar, entrou Bruno César. Se a entrada deste último serviu para ter minutos, já a entrada de Podence e, depois, Palhinha, foram na lógica de fazerem um treino de recuperação, mas jogando. Ao longe, vê-se que são jogadores que estão no limite das suas forças. Neste capítulo, Jesus tem sido excelente na sua gestão, pois são elementos essenciais para as duras batalhas que se advinham até Maio.

O Sporting soube escrever a sua história num jogo potencialmente perigoso. A confiança e qualidade do plantel é contagiante e até o mais incómodo adversário sucumbe perante tamanha superioridade, demonstração de bom futebol e grande controlo táctico (e físico) do jogo.
É incrível como esta equipa, com tantos objectivos para concretizar, e com cerca de 72h de descanso entre jogos, consegue manter níveis de intensidade altíssimos, sempre na busca de mais um golo, como que a querer retribuir, de forma incessante, a presença dos mais de 40 mil adeptos que, altamente motivados, continuam a rumar a Alvalade, a cada 15 dias. Tenham calma rapazes! Não têm de nos agradecer. Nós é que temos de dizer "Obrigado", por tudo o que nos têm oferecido. O nosso "Obrigado" e presença constante será sempre pouco para tanta demonstração de respeito da vossa parte. Nós entenderemos se vocês, nesta fase, tiverem de "levantar o pé".

Mais uma jornada que passou e o sonho continua vivo. Venham as selecções, as merecidas viagens para outros continentes bem distantes e regressos a 2 dias do próximo jogo. O descanso está aí e, mais importante de tudo, os objectivos estão intactos. 

Sem dúvida, uma época para não esquecer...

domingo, 12 de março de 2017

O elixir da eterna juventude


A "coisa" hoje é simples e directa:

- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting marcar tantos golos num jogo esta época.
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting criar tantas situações de golo.
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Dost ter tido mais bolas de golo do que é "normal".
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting ter conseguido pressionar melhor na frente, logo jogar mais no campo adversário e, mais importante, ter defendido melhor e mais longe da sua baliza.
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting ter tido menos cartões do que é normal.
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting não ter dependido tanto da presença dos "laterais" (ou lá o que aquilo é), no momento ofensivo.
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting ter conseguido controlar o jogo, na última meia-hora. Mas controlar mesmo, no meio-campo contrário.


Num plantel muito mal construído, e sem que houvesse razões (técnicas) para isso, o Sporting apresentou um 11 mais próximo daquilo que considero ser o melhor. A equipa teve aquilo que já não tinha desde da 2ª parte em Moreira de Cónegos: velocidade, intensidade, dinâmica, jogo interior, qualidade técnica e jogadores de cabeça levantada. E mais, teve algo que até nem dou muito valor, mas é importante também, tinha jogadores com disponibilidade física para encurtar o campo ao adversário e pressioná-lo. 

A vitória de ontem não resulta da fragilidade do adversário. Já esta época empatámos com o Tondela, Nacional, Chaves, Marítimo e Vitória, perdendo com Rio Ave. O resultado surge da qualidade dos jogadores, independentemente da sua idade.

Na época passada, os melhores foram J. Mário, Adrien, William e Patrício, aos quais se juntou um enorme Slimani. Esta época, já sentimos muita falta de Adrien, vivemos ao ritmo da forma de Gelson e Patrício já nos tirou de vários buracos. Se hoje não há Slimani, há um grande Dost.
Na época de Marco Silva, os melhores foram Nani, Cédric, Patrício, J. Mário, ao qual se juntou Carrillo, no Sporting desde dos 18 anos.

Há aqui um padrão. Só não vê quem não quer. Matheus, Podence, Gelson (quem achar que foi por acaso que a sua exibição foi inferior à de Podence e Matheus, ainda tem muito futebol para ver), Palhinha e Francisco Geraldes são muito melhores que Castaignos, André, Markovic, Alan Ruiz (sim, deste também), deste Campbell, Petrovic, Paulista e Elias (já para não falar de Esgaio face a qualquer lateral do plantel...).

Ontem não houve surpresa. Houve uma constatação. Ontem, o único risco que se correu, foi de ser feliz e vencer.

Se, no próximo sábado, Podence e Matheus não forem titulares e Geraldes/Palhinha voltarem para a bancada, então Jorge Jesus não faz parte da nossa solução. E isso custa-me muito (mais do que esta época totalmente desperdiçada).


ps: 7 portugueses usados, 10 na convocatória. 10 jogadores da formação nos 18 convocados. E surpresa das surpresas, vencemos! Este é o Sporting!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Férias, por favor...


Esta época, devido às alterações introduzidas pela Liga que projectaram a decisão de quem será o campeão num único jogo (disputado na Luz, no início de Abril - a escolha do campo é um pouco tendenciosa, não?), faz com que grande parte da temporada se assemelhe mais como uma pré-época ou como aquelas tournées de final de época, que visam, essencialmente, a angariação de mais uns recursos financeiros para os clubes e que fazem com que os jogadores não tenham 2 a 3 meses de férias. Sem motivação para se conquistar algo de concreto, tudo converge para uma valente seca.

Se SLB e FCP estão em modo "preparação" para o grande jogo (é bonito como tudo e todos tentam manter os níveis motivacionais em alta, levando a que ganhem sempre: golos precedidos de falta, penaltis contra por marcar, comportamentos intimidantes sobre os árbitros, agressões e expulsões poupadas ,etc), já o Sporting optou pela tournée de final de época.

Pessoalmente, teria preferido que se fizesse já uma pré-pré-época. Começava já a testar jogadores emprestados, dava minutos a apostas futuras, ensaiavam novos modelos de jogo (para se ter alternativas ao plano A), tentando ver as limitações do plantel para, desta vez, se atacar bem o mercado. De igual modo, aproveitava estes jogos como treinos, elemento determinante na evolução táctica da equipa.

Ao optar pela tournée, Jorge Jesus oferece-nos mais do mesmo. Uma equipa com pouca garra, muito presa e lenta, poucos movimentos interiores, pouco rasgo e, acima de tudo, a manutenção de jogadores no 11 que deveriam estar de saída, mas que ainda se mantêm como estivessem numa montra, expostos à (escassa) clientela. Só assim se entende que Schelotto, Jefferson, Bryan Ruiz, Alan Ruiz e Castaignos se mantenham a jogar, em detrimento de outros que deviam ser, reais e boas, apostas.
A verdade é que, olhando o nosso jogo, continuam lá as nossas "virtudes": demasiados passes falhados; um jogo controlado mas sem estar "morto", tal é o desperdício de jogadas; a eminência de sofrer um golo a qualquer momento, apesar das limitações óbvias do adversário.

Por outro lado, estes jogos geralmente trazem dois aspectos muito positivos: a continuada presença de uma massa adepta que apoia sempre (geralmente, jogos com os Grandes na Amoreira só acontecem na Taça de Portugal, logo é de aproveitar); os jogadores às vezes soltam-se e exploram locais e modos de jogar que julgavam totalmente inacessíveis.
Este último ponto ficou bem evidente no 1º golo do Sporting, neste particular contra o Estoril. Boa circulação de bola, esta entra em Gelson que está junto à linha, e Schelotto, pela primeira vez na vida, deixa a linha branca que o orienta em campo e pisa terrenos interiores. Bola segue para Alan Ruiz que se movimentou (??) e descaiu para a direita, cruzamento para Schelotto, num digno movimento à Maxi Pereira ou Dani Alves, superioridade na área, remate falhado, bola em Bryan Ruiz que, uma vez que é um jogo particular, a 1m da linha de golo não falhou.
Em poucos segundos, tudo aquilo que esta equipa não ofereceu nesta época (principalmente com os jogadores envolvidos), apareceu. Parecia até que tinha sido treinado. No 2º golo, algo semelhante aconteceu. Apesar da presença em campo de Bruno César, Jefferson e William (neste, estou a brincar...), foi Bas Dost quem marcou o penalti, algo que já não fazia há muito tempo... Só mesmo em treino é que isto é possível.

O resto do jogo, que andou à volta de uma letargia que não quero que se estenda para este post, não é digno de crónica.

Resta só dizer que ainda há 11 jogos até ao final da tournée. Parece que não, mas há um prémio envolvido (mais de cariz monetário, mas também com algum prestígio). Caso o Sporting vença 8 e empate 2 desses jogos, encaixará, de certeza, cerca de 3M de euros e vai jogar mais 2 jogos que podem valer cerca de 20M. Vale o esforço.
Esperemos que este ambiente de final de época em que nos encontramos desde Janeiro, aliado ao circo triste que tem sido a(s) campanha(s) para as eleições no clube, não condicionem o nosso destino.

Domingo há mais um jogo, e logo contra um adversário treinado por alguém que, mesmo num treino, tudo faz para nos vergar. Um dia ainda vou descobrir que mal é que fizemos ao Pedro Martins.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Isto hoje é só para ti


Esta pausa na Liga veio mesmo em boa hora. Deu para os dois melhores árbitros lusos - Jorge Sousa e Soares Dias - irem arbitrar para o Qatar, permitindo, também, para que o Cebola Mole tenha falado, pela primeira vez, de arbitragem, algo que nunca aconteceria em plena competição ou em vésperas de um jogo importante, uma vez que ele é a pessoa mais boa do Mundo e que só quer ajudar tudo e todos (é que não há igual; tanta bondade só faz com que abusem dele; até eu fico incomodado).
Mas, para nós sportinguistas, esta pausa serviu, particularmente, para fazer uma justa homenagem ao Rui Patrício, o nosso guarda-redes titular, há 10 épocas consecutivas.

O Sporting esteve à altura do evento. Convidou uma das equipas mais fortes do Mundo, também conhecida por ter uma massa adepta tão fiel e emotiva à imagem do que, semanalmente, se observa em Alvalade, ou nos outros espaços (campos e pavilhões), onde o Sporting joga. Aliás, o Sporting ao saber que tem adeptos tão dedicados, mesmo quando eles não comparecem, faz questão de denunciar a sua presença (porque, no fundo, sabe que eles "estão lá"), permitindo com que, ontem, estivessem presentes cerca de 40 mil adeptos quando, na verdade, fisicamente, estariam lá bastante menos.
Depois, na 1ª parte, junto à baliza Vítor Damas, além de possibilitar que Rui recebesse o carinho dos seus adeptos, os seus colegas de equipa foram de uma generosidade imensa, passando 45m a oferecer-lhe prendas. Coates, Jefferson, William, Schelotto (este como o mais generoso de todos, um verdadeiro "mãos largas" nestas, sucessivas, situações), foram enormes. As vezes que deixaram Aubameyang, Reus e Dembélé aproximarem-se da nossa baliza, quer isolados ou bem enquadrados para rematar, só para que o Rui brilhasse, foi muito emocionante, sinal de uma grande admiração que têm pelo companheiro. Eles claramente sabiam: aquela era a noite do Rui, só dele. Não era o sítio, nem o momento, para estarem bem posicionados, não perderem bolas comprometedoras, saírem bem para o ataque, controlar o espaço, etc. Não, nada disso. A festa era do Rui. Não falharam.

E quem não falhou mesmo, foi, como é óbvio, o Rui Patrício. Pelo menos por 4 vezes, negou o "normal" golo do Dortmund (que dinâmica, que ataque demolidor - só com sorte é que os adversários não são goleados). Patrício parecia que estava num déjà vu daquela enorme noite contra o Chelsea, onde evitou um score (e num jogo oficial, não era brincadeira), que ameaçava chegar à dezena.
Mas ontem era festa. E uma festa ao Rui, é uma festa ao Sporting. Por isso, a equipa alemã também ajudou um pouco. Sentido que os leões tinham poucas possibilidades em chegar à frente (é que o dia deve ter sido todo a festejar o jogo 400 do Rui, pois nenhum jogador conseguia correr mais que os adversários - que vieram da pausa de Inverno, o que explica uma melhor preparação física), aligeirou as marcações e, do nada, Gelson estava isolado, falhava o golo fácil da praxe e, na recarga, Alan Ruiz oferecia a sua prenda ao Rui, uma vitória. Que azar dos alemães. Em cima o jogo todo e, numa única ocasião, sofrem e perdem o jogo. Imaginem que isto seria numa competição oficial?

A festa praticamente terminou aí. Na 2ª parte, sentido que o Sporting, à falta de melhores recursos, começava a ser mais agressivo junto das pernas dos seus jogadores, Tuchel mandou a sua equipa abrandar. A festa já estava feita, o Rui já tinha brilhado e o Sporting até conseguia estar a vencer.
O jogo perdeu todo o interesse, só voltando a ameaçar alguma emoção quando Schelotto, sempre ele, tentava oferecer uma nova prenda ao homenageado. Mas o Rui já estava saciado e o italo-argentino compreendeu, mas prometeu continuar a dar prendas, numa próxima ocasião...


Grande Rui Patrício!! 
Parabéns pelo excelente número, junto daquele que é o Clube mais solidário e altruísta do Mundo, que não se importa de Não Vencer, deixando essa futilidade para outros (embora esses sejam sempre os mesmos, tendo já a barriga cheia).