terça-feira, 21 de maio de 2013

"O Sporting é nosso outra vez!"


Bruno Carvalho autoproclamou-se o 3º elemento da "estrutura" (ou lá o que isso é), juntamente com Inácio e Virgílio.
Se for numa óptica de contenção de custos, aceita-se (ou compreende-se), embora se desconheça a sua capacidade para dirigir e trabalhar em mais um posto, dentro do Sporting (recordo que ele é o Presidente de TODO o Clube). Temo que as 20h em que, diz ele, se ocupa com o Sporting não cheguem...

E, já que se mostra apto para tantas tarefas, veremos se não será Bruno Carvalho o lider da Preparação Física do futebol leonino, temática que tanto falou e que, aparentemente, vai levar para frente.

Leonardo Jardim é que tremeu (por agora safou-se, mas tem de ter cautela), é que Bruno Carvalho também tem 1 ou 2 níveis do curso de Treinador. Teve quase a ser ele a assumir essa pasta (também).

O alvo de chacota, a quem se expõe desta maneira, será normal (a comunicação social fará isso melhor que ninguém). Olho para isto tudo e apetece-me dizer que, com tantos talentos e aptidão, o Presidente do meu clube mais parece a mala do Sport Bily.

Afinal, sempre se confirma que a frase proferida no dia das eleições continha um erro gramatical. O Sporting não é nosso (outra vez). O Sporting é de Bruno Carvalho (veremos por quanto tempo, esperando que não seja de vez).

segunda-feira, 22 de abril de 2013

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pai (desculpa), não leias isto




Lembro-me do dia em que fomos apresentados oficialmente. Tinha cerca de 4 anos e fui à tua casa visitar-te. Havia uma festa em homenagem a um ex-jogador teu. Não posso precisar mas sei que houve um jogo entre uma equipa júnior tua e uma outra do teu eterno rival. 

É óbvio que eu já sabia quem tu eras. O meu pai e os meus tios já me tinham falado de ti. Nessa altura o meu quarto já tinha reservado um espaço na parede para ti. Junto com os pósteres da saudosa equipa do Liverpool dos finais da década 70 e inícios de 80, lá estavas tu, encabeçado por Manuel Fernandes, Vítor Damas, Meszaros, Jordão, Carlos Xavier, Virgílio, Oliveira, entre outros, sempre prontos a dizer-me boa noite, e a proteger-me para uma mais noite de sono tranquilo e feliz.


A minha relação contigo era bonita. Acreditava que eras Grande e Único. Toda a tua História era-me contada, de forma pormenorizada e sempre com grande orgulho (a singularidade de uma Taça das Taças; o feito único de 4 campeonatos seguidos; o record de golos de Yazalde). Precisava de saber tudo para me começar a defender na escola, contra o Benfica de um, outrora, Eusébio e que, nesse tempo ia fazendo algo que tu tinhas deixado de fazer há 3 anos, vencer campeonatos. O meu pai contava-me tudo. Mas mesmo tudo. O que era bom e, também, o que era mau.  Enquanto eu ficava maravilhado com as acrobacias de um tal Futre, ele contava-me a sua história. O seu surgimento na 1ª equipa, o pretenso empréstimo à Académica e a fuga para o Porto. 


Um dia voltei à tua casa. Promessa de Pai e Mãe. “Vamos comer à Toca do Leão [creio que era assim o nome do restaurante em baixo da Bancada Central] e ver o Museu!”. Lá fui, todo contente. Lembro-me de ver as taças dos campeonatos de futebol, as taças do hóquei e do atletismo (“mais ninguém tem”, dizia o meu pai, orgulhoso), as vitórias de Joaquim Agostinho e, com destaque, o pequenino troféu que simbolizava a Taça das Taças, a do célebre Cantinho do Morais.

O Museu localizava-se junto à antiga sala de reuniões da Direcção. Na parede, haviam retratos de todos os teus presidentes (estávamos no tempo de Amado Freitas). Ao ver a foto de João Rocha virei-me para o meu pai e perguntei: “Foi este que mandou embora o Futre?”. O meu pai diz que o funcionário que nos acompanhava ficou branco. E, ainda hoje, ao falar deste episódio, recorda-o como o dia em Alvalade abanou, perante a minha inocência e audácia.

À saída, o melhor estava para vir. Junto dos carros do ciclismo que eu admirava, aparecem vindos de um treino dois capitães, Vítor Damas e Manuel Fernandes. Duas fotos obrigatórias, sendo que uma delas foi ao colo do grande “Manelito”. Estava nas nuvens… Lembro-me de ficar admirado a ver o meu pai a falar com eles (a pedir se dava para tirar foto) e pensar que ele os conhecia!!


A partir desse dia, se dúvidas houvesse, fazias parte de mim, da minha vida. 


Comecei a ir ao estádio ver-te. Lembro-me das primeiras lágrimas que verti por ti. Aqueles 0-5 na Luz… que dor… (recuperei essas lágrimas em Salzburgo, muitos anos mais tarde). Lembro-me dos 7-1 (fui eu quem avisou o meu pai de tal fenómeno). Lembro-me de gravar o jogo que deu, numa repetição à noite, narrado pelo Rui Tovar. As vezes que revi essa cassete. Como posso esquecer essa tarde? Tinha 6 anos de idade.

Lembro-me de, meses depois, desiludires-me no Jamor. De nada valeu o golo do Marlon. Vi esse jogo sozinho, em casa, enquanto o meu pai estava, ao vivo, a ver-te perder.


Lembro-me da 1ª vez que te vi, ao vivo, perder. Senti um vazio enorme. Até então, ao vivo eram só vitórias!! Foi numa eliminatória da Taça de Portugal, contra o Marítimo. Douglas marca um golão mas falha um penalty e o Carlos Manuel dá uma “casa” tão grande que nos leva à derrota. Lembro-me que nada daquilo fazia sentido.


Estive ao pé de ti quando foste às meias-finais da UEFA, no início da década de 90. Estive lá sempre! Na chuva com o Malines, no penalty falhado do Litos, no golo do Cadete. E na 2ª mão? Como me posso esquecer? O relato na cozinha… O chapéu do Cadete, o manguito do Marinho Peres e a sua camisola negra. Timisoara, Vitesse, Bolonha e Inter, sempre lá, a viver, ao vivo, contigo, o sonho (desfeito nos pés do Oceano e num árbitro manhoso em Milão).


Lembro-me dos anos passarem e tu sem ganhares nada. Começava a ser difícil defender-te na escola, mas não me vergava. Acreditava em ti. O teu lema era o meu: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.


Fui a jantares de Stromp com o meu pai e mãe. Ia à Nave antes e depois dos jogos. Coleccionava cadernetas e sabia todos aqueles que faziam parte de ti. Defendia os teus mesmo quando não jogavam por ti. Torcia pela Jugoslávia porque jogava lá o Ivkovic, era da Bulgária porque estava lá o Iordanov e o Balakov (e aquele desmancha-prazeres do Kostadinov…).

Onde houvesse algo teu, imediatamente acolhia-o como sendo meu.


Estive lá no primeiro título após o jejum. Jamor, contra o Marítimo. Na tarde de glória do Iordanov e na despedida do Figo, Peixe e Balakov. Já antes, tinha lá estado com o Porto, num 0-0 de um 10 de Junho, onde a água acabou e partilhei barras de gelo com os companheiros do lado. Meses antes desse jogo, tinha estado ao teu lado no dilúvio dos 3-6. Levei o meu cachecol e o do meu pai (não foi ver o jogo). Lembro-me que nesse dia o nervosismo era enorme. Será que ia ver-te, finalmente, vencer? Tinha chegado a minha vez de entrar, triunfante, na escola perante os meus colegas benfiquistas e portistas? A desilusão foi maior e só, a meio da noite, é que as lágrimas (de raiva) se soltaram.


Vi-te na noite em que foste maior que o Real Madrid. Mas já antes tinha-te visto a seres gozado por uns gafanhotos suíços. Mas também fiz parte daquela noite em que vergámos o Celtic num Alvalade sobrelotado. 


Estive lá no golo do Afonso Martins que derrotou o Porto de nos devolveu ao Jamor. Na bancada Norte, junto aos dragões que, orgulhosamente, mandava “ir andar de Metro” (que bairrismo infantil). Meses depois via rebentar, a poucos metros de mim, um very-light que nos tornou mais pobres e sem sentido nenhum. Porquê? Não consigo entender.


Vi-te, finalmente, ser Campeão. Alegria maior julgava não poder assistir. Revivi-a dois anos depois e, a partir daí, até hoje, foi voltar aos primeiros 18 anos da nossa relação.


Tentei acompanhar-te sempre. Fazes parte de mim, não há como fugir. No estrangeiro, longe de Lisboa, tentei sempre saber de ti. Nos telefonemas para casa, a primeira preocupação era saber como estavas. Assisti a jogos fora, vi-te na internet e procuro, constantemente, todas as notícias para saber como estás. 


Os últimos 10 anos foram muito difíceis. Os mais difíceis. Embora sempre presente desde que tens uma casa nova, foi a partir daí que se tornou mais complicado proteger-te. As derrotas consecutivas (sendo a mais dolorosa aquela contra o CSKA – eu estive lá), a forma como te vejo (mal) representado, a inexistência de rumo, a ausência de qualidade técnica nos treinadores que escolheste, a falência do ecletismo (não há basquetebol, não há voleibol, és banal em hóquei, em andebol e, até no atletismo estás a perder a liderança) e a forma como vejo que enfrentas o Futuro são o espelho da tua imagem. Estás a morrer mas não dás conta.

Mas, desta vez, não quero ir contigo. 

Questiono-me se valeu a pena estar contigo já há quase 30 anos. Privei-me de conhecimento para estar contigo. Privei-me de muito dinheiro para te ver. Quantas foram as vezes que não convivi com pessoas (realmente) importantes da minha vida, porque te coloquei em primeiro lugar? Quantas discussões tive para te defender? Quantas vezes modificaste o meu humor (para pior), que depois se viria a reflectir no bem-estar de outros, sem culpa? Quantas horas de sono perdi? Quanto chuva, frio e calor apanhei para não te deixar só? Quantos filmes ou livros não li? Quanto tempo de estudo abdiquei? Não sei contabilizar, mas foi muito.


E para quê? O que é que me deste em troca nestes 30 anos? 2 Campeonatos, 4 Taças e 6 Supertaças!! Algumas vitórias em derbys? Algumas vitórias em jornadas europeias? Medalhas Olímpicas (aqui ainda não há como tu)? Sempre que me davas algo tiravas logo a seguir a dobrar! Por cada Campeonato ganho desfazias-te logo de metade da equipa!


Hoje vejo-te a ser gozado e humilhado por todos. Vem de fora e de dentro de ti. Desde órgãos directivos do futebol nacional (FPF, APAF, LIGA), a adversários, a órgãos de Comunicação Social e pessoas que, supostamente, te representam (dirigentes, comentadores e ex-jogadores ou ex-dirigentes). Todos te pisam. E, agora, até já têm pena de ti e quando se dirigem a ti, já te tratam como um “coitadinho”.


Caminhas para um Fim triste. Jamais serás o mesmo. Estás constantemente a dar tiros no pé. Até pode ser que um dia, por breves momentos, voltes a andar de cabeça erguida, mas será por pouco tempo. Não tens base para te manter em pé, direito.


Custa-me dizer isto, mas a verdade é que, também eu, já estou farto, cansado. Revejo tudo o que vivemos e já não consigo acreditar que fiz o correcto ao ter-te escolhido (e pensava que sim – mas se não fosses tu, também não era mais ninguém!).



Se pudesse mudar só um dia da nossa história em comum, mudava o primeiro dia. Queria não te ter conhecido. Tudo aquilo que sofri e vivi por ti, afinal, foi em vão. Queria não ter tido essa desilusão.


E se me dessem um único desejo, digo-te, com algum egoísmo, que gostava que desaparecesses, para sempre.


Até um dia.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

sábado, 1 de dezembro de 2012

(Coitadinhas das) Virgens


"Seria bom que deixassem de falar dos árbitros, principalmente quando têm um resultado menos positivo. Os árbitros são seres humanos que podem errar como qualquer outro." Lucho González, 7/10/2012, após o Porto-Sporting onde o seu clube foi brindado com dois penaltys inexistentes.
 
"Deu a sensação que nos empurraram para trás e não pelo mérito do rival. São coisas que acontecem no futebol. Às vezes culpam os árbitros e têm sucesso com essa estratégia. O problema é que com cada falta era sempre amarelo e mostraram muitos, algo que não é típico".  Lucho González, 30/11/2012, em declarações à SportTV, após o Braga-Porto.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Tenho pena de ti


E compreenderei que, um dia, te vás embora (sem olhar para trás, arrependido).

Nem sei como é que (ainda) consegues aguentar tudo o que te fazem passar durante, somente, 90 minutos.

O próximo jogo já não será uma surpresa para ti.


Mereces uma carreira, não um calvário.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sem título (mas 3 pontos)

(fota Lusa)


Algumas questões e notas após a 2ª vitória na Liga:

- A vitória resulta de uma evolução da nossa qualidade e trabalho técnico e táctico? 
- Fomos muito melhores do que temos sido? Onde residiu a diferença para os outros jogos?
- Quanto nos vai custar o suposto erro de arbitragem de Proença, na jogada em que Alan chega a introduzir a bola na nossa baliza?
- Porquê que o Sporting tem de ser o único clube a se sentir culpado por ter sido, supostamente, beneficiado? Até nisto obrigam-nos a ser diferentes.
- Quantos livres (que para nós são como penaltys) arranjou Proença nas imediações da nossa área?
- Porquê que Micael não levou amarelo?
- Antes do jogo, o Sporting estava em antepenúltimo (algo impensável). Ainda assim, estiveram cerca de 25 000 pessoas em Alvalade, o apoio das bancadas foi constante e Capel foi aplaudido de pé (quando nada estava decidido). Em que outro clube (com a obrigação histórica de vencer, sempre) é que isto acontece? De onde vem a nossa Crença e Dedicação? Isto devia ser motivo de reflexão.
- (Mais uma) Grande noite de Patrício.
- Excelente trabalho de Capel (não sou grande apreciador, mas percebo a sua utilidade e louvo a, constante, dedicação).
- Excelente o profissionalismo de Pranjic.
- Como é que Alan ainda é um grande jogador?
- Porra, o Éder vai (muito) longe. Que jogador...

Elias, aquela tem de ser golo, sempre, não há como justificar.

Vitória importante que fará mais sentido se for seguida de uma outra em Moreira de Cónegos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Pergunta que se impõe

(imagem retirada de http://500px.com/)


O que é que ainda me leva a ir a Alvalade?


domingo, 7 de outubro de 2012

Factos e consequências

O Sporting não joga nada.
O Sporting foi a pior de todas as equipas que jogaram no Dragão nos últimos meses.
O 1º golo do Porto só existe em jogos de rua, contra putos com menos 10 anos e menos 10 kg.
O Sporting estava todo borrado.
O Sporting não fez duas jogadas de Futebol.
Os jogadores do Sporting não são incapazes, são, sim, maus profissionais e não têm brio nenhum pela profissão que tiveram o privilégio de ter.
Os jogadores do Sporting não percebem que, além de prejudicar a instituição que os emprega, com exibições destas estão a desperdiçar uma carreira.
O resultado não é justo. Devia ter existido, pelo menos, mais um golo para o adversário.

A arbitragem prejudicou, claramente, o Sporting com duas penalidades mal assinaladas (e consequentes amarelos) e com uma expulsão perdoada ao Fernando (se deu amarelo é porque viu o que se passou). Se juntarmos a esses lances aquelas "faltinhas de merda" que só se marcam contra o Sporting (jogador do Porto no chão é falta - vem nas leis)...

O objectivo é claro: a extinção do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL.

Cabe aos sportinguistas deixarem que assim seja, ou não. Está nas nossas mãos.

sábado, 29 de setembro de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A meio de Setembro... Falta ainda muito, ou já passou tempo demais?


Voltaremos a este espaço quando o Sporting decidir jogar à bola (ou pelo haja vontade para tal - já nem exigimos muito).


ps: eu não conseguia ser treinador do Sporting. Já tinha cortado os pulsos. É que só vejo o Capel jogar de 4 em 4 dias e fico pasmado com tantas limitações. Se tivesse que o ver treinar todos os dias já estava internado.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Obrigado Zenit


A sério, obrigado. 

Não por teres contratado dois dos melhores jogadores que militavam na 1ª Liga. 
Não por pensar que, desta forma, FC Porto e SL Benfica ficam mais fracos desportivamente (já vi sair Baía, Couto, Jardel, Domingos, Lucho, Lisandro, Deco, Maniche, Carvalho, Quaresma e Falcão e não foi por aí...).

Obrigado porque, devido a vocês, ouvi hoje, pela primeira vez o Vítor Pereira e o Jorge Jesus a queixarem-se de Ética Desportiva (falta dela, entenda-se).

Custou 80 milhões de euros, mas valeu a pena. Priceless.

sábado, 18 de agosto de 2012

Razões para Confiar. Razões para Acreditar


Este Sábado começa a época 2012/2013. Mais uma vez, partimos com esperanças renovadas (e redobradas) com o objectivo máximo de atingir a Glória (títulos).
Este é o pensamento número 1 de quem  vive o Sporting. Lutar (sempre) para Vencer, mas nunca a qualquer custo.

O Sporting está mais forte. É inquestionável. Tem Presente e, muito importante, tem uma ideia de Futuro
Esta época, dando seguimento ao paradigma que norteou a época transacta, reuniu-se um conjunto de jogadores de grande experiência aliado a um outro mais novo que, por se encontrar em menor número, não tem a pressão acrescida de, sozinho, carregar a responsabilidade de representar o Sporting, os seus valores e atingir os seus objectivos.
Mas não se pense que estão desprovidos de qualquer obrigação. A verdade é que são parte determinante no sucesso do clube. Além de possuírem valor para jogarem ao mais alto nível, estão a preparar-se para serem o futuro desportivo do clube e uma das principais fontes de rendimento financeiro. O Espaço para crescer (que não foi dado a Moutinho, Nani, Veloso, Djaló, Patrício, Carriço e Pereirinha) só não é maior porque a necessidade de Vencer é superior.
Por outro lado, voltámos a ter a Equipa B que será o inequívoco espelho de que a formação ainda é a base do nosso clube. Local ideal para consolidar a nossa Identidade. Os seus resultados serão recolhidos na lógica de Futuro que o clube busca. Um clube que volta a olhar e valorizar quem foi crescer em espaços distantes e que regressa mais forte (Cedric, Adrien e Wilson), demonstrando aos outros na mesma posição que o regresso à casa-mãe é um objectivo tanto do jogador, como do clube. 

Não sei se esta época marcará o nosso regresso à Glória desportiva. Num ano de eleições no Benfica, num período em que as fontes de receitas provenientes das vendas de jogadores caiu em pique, a luta pelo 1º lugar e pelos lugares da Champions será, ainda, mais acesa e, seguramente, menos leal. Ainda assim, o conjunto liderado por Sá Pinto fornece todas as garantias de sucesso. 
Além de um plantel forte e equilibrado, com opções credíveis em todos os sectores (exceptuando, talvez, na posição 9), a equipa trabalha um modelo de jogo que só tem espaço para crescer. Embora não pareça cativar à primeira vista, Sá Pinto pretenderá controlar o jogo e rentabilizar ao máximo as principais virtudes dos nossos jogadores. Se, na época passada, o Sporting de Sá Pinto foi um Sporting de reacção (ao momento, ao adversário e às adversidades das múltiplas lesões e castigos), este Sporting (em construção) retrata uma equipa se quer controladora e manipuladora de todas as fases do jogo. E olhando para a pré-época, percebemos que, jogo a jogo, a equipa foi crescendo, demonstrando sempre um pouco mais do que o jogo anterior. E isso, por si só, representa Evolução e uma confiança de que ainda vai crescer mais.

No entanto, isto é o Sporting Clube de Portugal. Até quando se pode esperar (mais) para Vencer? Já teremos esperado o suficiente? Ainda haverá, em nós, tempo e espaço para esperar? 

Estas são as perguntas que todos os sportinguistas terão de responder para, depois, adoptar a melhor forma de apoiar o seu clube. Pois é na maneira como vivemos o clube que o fazemos Crescer. Ser do Sporting não é para qualquer um. Não se estuda, não se trabalha, não se compra nada para se ser Sporting. Foi uma dádiva. Não somos melhores nem piores que ninguém, somos Sporting. E os nossos valores são especiais porque só nós os entendemos e adoptamos. Elevar o Sporting, proteger a sua História e Património, é saber distinguir os nossos adversários. É saber avaliar quem nos quer bem e/ou mal. Não peço um discurso a uma só voz. Não peço seguidismo bacoco e acrítico. Não peço que se particularize posições (anti-Godinho, anti-Roquetismo, anti-Bruno Carvalho, etc). Peço, sim, uma responsabilidade acrescida a cada sportinguista, de, dia a dia, revelar um comportamento que só procure a valorização do Sporting e não o seu enfraquecimento. Se assim for, acredito que seremos, sempre, mais fortes, e nenhum órgão de comunicação social, nenhum paineleiro/comentador desportivo, nenhum dirigente adversário, nenhum dirigente federativo ou nenhum outro adversário, fora de um estádio de futebol, nos poderá diminuir e enfraquecer. 

EM FRENTE!!

sábado, 4 de agosto de 2012

Alguns pensamentos (negativos) a duas semanas da Liga


Ponto prévio: 
Não sou a favor da transmissão televisiva dos jogos de pré-época. Não traduzem a realidade futebolística de uma equipa profissional em competição (preparação dos jogos com treinos específicos, análise do adversário, sobrecarga de treinos e muitas experiências), e resultam, muitas vezes, em euforias ou dramas exagerados e ilusórios (nos adeptos e associados), resultando numa pressão acrescida sobre jogadores e técnicos que, nesta fase da [pré-]época, estão, simplesmente, a prepararem-se.
No entanto, quando esses jogos são realizados a, somente, duas semanas do arranque da Liga, já há espaço e base para formular pensamentos, opiniões e avaliar o trabalho produzido pela equipa técnica.


Com poucas mexidas no plantel, quer em entradas e em saídas, prevê-se uma linha de Continuidade face à época que cessou em Maio passado. E essa continuidade, por si só, não é, necessariamente, má. Só que tem de ser acrescida de Evolução. E, sinceramente, não vejo, para já, evolução desde dos últimos jogos de Maio até ao jogo de ontem. 
Se, por um lado, o mesmo ADN positivo se mantém (posse de bola; circulação em blocos baixos; construção desde trás com a presença de um 6 capaz de iniciar o processo ofensivo), na verdade é que os problemas identificados há meses atrás também se continuam a revelar, o que é preocupante. A dificuldade em criar oportunidades, a lentidão de processos, só ultrapassada com a demasiada dependência da individualização [Capel à cabeça] (o que é muito mau e desvirtua o conceito de Equipa), a presença de centrais confortáveis a defender bem atrás em detrimento de outros que permitiriam encurtar o campo (com capacidade física para recuperar as bolas nas costas), a demasiada lateralização do jogo aliada a um vazio na posição 10, com apoios e tabelas, bem como a inexistência de treino para situações com 2 avançados, elevam para índices negativos as expectativas para a longa temporada que está prestes a iniciar-se.

Desta forma, creio que houve acontecimentos na planificação desta temporada que urge questionar, pois os dias de treino, a experimentação e a evolução gradual que se espera construir desde do primeiro dia de pré-temporada já estão para trás, não se podendo voltar a repetir esses processos.
Neste sentido, deixo algumas interrogações e pensamentos que não são mais que preocupações, pois temo que o Tempo (bem tão escasso em Futebol) não tenha sido, totalmente, bem aproveitado:

- Charlton, Sheffield e Getafe; 3 jogos em péssimos relvados; cerca de 50% dos jogos de preparação foram realizados em campos impraticáveis, onde a principal preocupação terá sido não haver lesões (num clube que tem Rinaudo, Jeffren, Izmailov e, somente, um avançado). Estavam inseridos na preparação para futuras deslocações à Mata Real ou Moreira de Cónegos? O que é se pode treinar/praticar nestes jogos?
- Se a ideia é ter Elias e Schaars e não existir um trinco puro (não estou a criticar esta estratégia), então porquê que se contratou Gelson? E, pelo que vi, tanto o suíço como Rinaudo, em Portugal, deverão dar lugar muitas vezes a Carriço. Se em Rinaudo vejo qualidades, no suíço ainda não encontrei. Será que o seu salário e prémio de assinatura não dariam para renovar com Adrien e Pereirinha, ou Adrien e Carriço?
- Não existindo alternativa a Wolfs, nem tempo para a colocar preparada para o início da época (caso seja contratada), porquê que Bojinov não fez parte da pré-época? Faz sentindo, até numa lógica de valorização e de credibilização do jogador junto de eventuais interessados.
- Não há Matías e, pelos vistos, não há Izmailov (mais uma vez...). Então, de repente, tem ser André Martins a acelerar um processo de afirmação e evolução que se iniciou na época passada? Onde nunca jogou nessa posição? É que tem resultado numa onde de críticas (enfim...) a um jogador do melhor que a nossa Academia produziu. Era esta a estratégia? Ou a alternativa é Labyad que tem 19 anos e vai começar, agora, a treinar com a equipa? Parece-me arriscado.
- Se, no final da época, se identificou que o problema de Jeffren vinha da sua dentição, porquê que se esperou pelo início da nova época para resolver essa questão? De Maio a Julho/Agosto ainda vai muito tempo.

O Sporting não pode entrar "engasgado" na nova época. E, nesta fase, é o que a equipa demonstra.

Mas acredito que há um melhor Sporting para o futuro. E será aí, nos muitos aspectos positivos que esta pré-época também revelou, que versará a nossa próxima abordagem.