sexta-feira, 9 de março de 2012

Sim, é Possível


Ontem, um Grande Clube defrontou uma Grande Equipa. O Sporting ganhou, porque também foi uma Grande Equipa.

Já tudo foi dito sobre a excelente vitória alcançada pelo nosso clube frente ao poderoso Manchester City. Se chega para passar a eliminatória? É difícil... Mas o momento é de saborear.

As minhas breves notas sobre ontem:

- Excelente ambiente em Alvalade. Quase 35 mil adeptos, que não olharam a horários anti-Troika, a um 5º lugar na Liga e a exibições desastrosas, foram a Alvalade mostrar mais uma das faces da grandeza desta instituição. A vitória começou aí.
- Alguma displicência de Mancini na construção do 11 inicial. Clichy na direita em detrimento de Richards, Touré a titular quando tem Lescott e Savic, Milner quando podia colocar Adam Johnson (uma poupança que garante mais qualidade e perigo para o adversário).
- Sistema defensivo. Quase perfeito. Resultou. Primeira linha defensiva com Wolfs e Matias. Linha de 4 no meio e os sectores muito juntos não deixando espaço entre linhas e bolas nas costas. Só não foi perfeito porque praticamente todos os lances de bola parada do City foram ocasiões de golo (cabeceamento de Touré, remate de Barry, livre de Kolarov e cabeceamento de Balotelli). Atenção para a 2ª mão.
- Oferecer a saída para o ataque a Touré, Lescott e Kolarov. O veneno que Onyewu e Polga tantas vezes provaram e, já sabemos, não resulta. Tantas vezes Touré se viu incapaz de saber o que fazer com a bola, não conseguindo dá-la a Silva (que raramente a recebeu de frente para a nossa baliza), acabando as suas subidas com a bola perdida na nossa área.
A forma como todos defenderam, deixaram menos expostos os nossos defesas e, hoje, ninguém ousa apontar algo a Polga e Xandão. Tiveram muito bem, mas toda a equipa fez para que se sentissem o mais confortável possível.
- Ataque pela certa. Excelente Matias, Izmailov e João Pereira. Primeira construção com segurança, velocidade e excelente desdobramento que permitiu chegar à frente com bola e gente. Grande ausência de cruzamentos, o que foi bom, pois seria entregar a bola ao adversário. Uma melhor qualidade no último passe e na recepção (principalmente na 1ª parte, com destaque negativo para Schaars e Wolfs - mas só neste aspecto) poderia ter levado mais perigo a zonas de finalização na área do City e, talvez, mais um golo. E temos que melhorar o remate. Tivemos, muitas vezes, bem enquadrados mas o remate nem à baliza foi (ou sequer perto). Lá, iremos ter menos oportunidades e teremos que ter um maior rendimento destas situações.
- Falhanço de Wolfswinkel. Não creio que, pela forma como chutou, ele acreditasse que a bola ia para golo. Precisa rapidamente de um golo. Mas não podemos esquecer o excelente trabalho defensivo que fez.
- O golo de Xandão. Por onde começar? Pelo livre muito bem executado (cheguei a temer que fosse o Polga a bater) ou pelo oportunismo de Xandão que, falhando à primeira recarga, não se desligou do lance e fez uma obra de arte? Momento especial do jogo. Poucos dias depois de terem estado ligados directamente à derrota em Setúbal, Matias e Xandão ofereceram-nos a sua redenção.
- Últimos 20 minutos. Compreendo a opção e talvez tenha sido a correcta para se defender um resultado. E também é certo que Matias e Izmailov já não podiam mais. Apesar das boas entradas de Pereirinha e Neto, fica a noção que não pode ser assim que terá de abordar a 2ª mão. Não é uma critica, só uma constatação de um facto.
- Marcámos todos os livres e cantos directamente para dentro da área. O City raramente o fez. Quem teve mais perigo com isso?

Destaques individuais (um pouco injusto, quando se tratou de uma grande vitória colectiva):
- Patrício. Dos melhores da Europa. Um grande guarda-redes é aquilo. Portou-se como Capitão na conferência de imprensa antes do jogo e como um Leão durante o jogo. Tanto tempo para se renovar... Admito que seja para vender, mas com contrato até 2013, começamos a perder a margem negocial perante Patrício e perante os potências compradores.
- Xandão. Pelo golo e pela forma como "secou" Dzeko, um dos melhores avançados do Mundo. Muito bem ajudado por Polga.
- Matias e Izmailov. Um regalo. Classe pura. Drible curto, bola segura, tabelas letais e falsamente lentas. Simplesmente, futebol. Enquanto tiveram em campo o jogo esteve controlado. Isso quer dizer muito. Uma palavra especial para Izmailov. É um crime para o futebol estarmos tanto tempo privados dele.
- Sá Pinto. A tua primeira grande conquista. A partir de hoje comentarei o teu trabalho porque agora sei que ele começa a ser visível no campo. Tivemos o melhor do modelo de Domingos no jogo de ontem. Mas tem de existir muito de ti nesta Vitória. Ainda terás de me explicar como é que o André Martins não entra nas tuas contas, mas isso será para outro dia.

O Sporting precisa destas vitórias. Precisa de se mostrar e ganhar respeito. Engrandece o clube e valoriza os seus jogadores e técnicos. Foram poucas as vezes que, na nossa História recente, vencemos grandes clubes (o Inter, talvez seja a excepção).

Parabéns Sporting! Como prenda espero, já no domingo, pelo menos, 40 mil adeptos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Poder dizer que é Possível

(imagem retirada do http://armazemleonino.blogspot.com/)

Este é 11 inicial de um jogos de pré-época que o Sporting fez na Holanda no Verão de 1993.
Sob o comando de Bobby Robson, e tendo como adjuntos Manuel Fernandes e José Mourinho, o Sporting partiu para essa época com uma esperança e crença que há muito não se via. Para isso, além do valor elevado de Figo, Balakov, Cherbakov, Valckx, Juskowiak, Peixe, Nélson, Paulo Torres, Vujacic e Cadete, juntavam-se ao plantel os jogadores Paulo Sousa e Pacheco.

O resultado dessa época já todos sabemos e não é isso que importa referir, no dia de hoje.

Nessa pré-época (sem certeza que essa imagem corresponde a esse jogo, mas há essa hipótese), o Sporting defrontou o Manchester City.

Ao intervalo, o Sporting perdia por 3-0. No final do jogo, o Sporting venceu por 5-3, com 3 golos de Cadete.

Questionado sobre o que tinha dito aos jogadores ao intervalo para tamanha mudança de atitude e qualidade, Bobby Robson, no seu português "arranhado" que nunca quis aprender disse: "Joguem à bola!"

Tão simples quanto isso.

Sei que isso (de jogar à bola), para hoje, pode não chegar. Mas tenho a certeza que deve ser por aí que se deve começar a ganhar um jogo, sempre.

domingo, 4 de março de 2012

Alguém que me explique (que eu não consigo perceber)


Como é que uma equipa de (pseudo) milhões, internacionais por vários países, pagos (?? - até aqui desconfio) a peso de ouro, não consegue ganhar a uma equipa de tostões, reformados, com salários em atraso e sem qualidade no seu futebol?

Como é que, contra um Vitória demasiado fraco, o Sporting só tenha criado 3 oportunidades de golo e já nos últimos 10 minutos?

Como é que Arias é titular, depois de informar, via Twitter, a sua titularidade 5 horas antes do jogo? Para todos (até o adversário) saber?

Como é que se pode afirmar que Capel é bom jogador se não levanta a cabeça uma única vez? Para quê tanta correria, dribles, desgaste (que ele até faz bem) se está condenado ao fracasso pois é tudo inconsequente?

Como é que um jogador de futebol, avançado (Ribas) consegue passar 90 minutos em que só toca UMA vez na bola (cabeceamento na área vitoriana) e é para enviá-la para perto da bandeirola de canto?

Como é que se insiste num 6 que não tem qualidade de construção?

Como é que 10 dias de lesão (medida prevista para a lesão de Rinaudo, no dia 19/2/2012), já vão em 14?

Como é que, em jornada onde os 2 primeiros jogam entre si e os rivais directos também (Marítimo e Guimarães - triste realidade...), logo alguém vai perder pontos, não se joga, desde do 1º minuto, para GANHAR?

Como é que é possível que, esta época, eu já tenha ido mais vezes a Alvalade (e até suado), que o Jefren e o Rodriguez?

Como é que é possível estar em Março e, mais uma vez, desejar que a época acabe?

Que futuro está a ser preparado?

Que base e modelo de jogo/equipa está a ser preparado?

Vive-se o dia (mas mal), ou prepara-se o Futuro?

Como é que é possível que uma equipa que jogue tão mal, que na próxima jornada vai disputar o 5º lugar (sem uma série de jogadores) ainda incomode tanta gente a ponto de ser brindada com uma arbitragem digna dos saudosos Mário Leal ou Isidoro Rodrigues?

Como é que é possível o jogador Suswam ter estado mais de 20 minutos em campo sem ser expulso?

Como é que é possível o Bruno Severino não ser expulso?


Isto tudo já cansa. Ano a após ano chega-se à conclusão que é mais um ano perdido. O destino já todos sabemos, mas vamos adiando com crença e uma fé cega. Mais um ano em que os nossos jogadores se vão desvalorizando, em que os adeptos se afastam e o clube empobrece. Sem Champions ou receitas extraordinárias, teremos que vender activos. Com a nossa frágil posição venderemos à melhor oferta que será sempre uma miséria. O fosso para os rivais (históricos e não na competição) vai-se cavando cada vez mais.
Anos de incompetência resultaram no triste clube em que nos tornámos.

Na próxima semana virá a Liga Europa onde, infelizmente, tenho a certeza que faremos, mais uma vez, História...


ps: o Sporting não perdeu pela arbitragem. Perdeu porque jogou muito mal, mas o árbitro sabia ao que ia. As suas diversas falhas não são incompetência. O amarelo ao Insua (de fora no próximo jogo) é divinal.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Reencontro marcado para dia 20 de Maio


O Sporting vai estar no Jamor!

A primeira alegria de 2012 merece umas breves notas:

- vitória justa;
- vitória sofrida;
- futebol? Só a partir do grande golo de Rinaudo e até ao golo do empate do Nacional;
- longa lista de maus resultados, pressão do jogo e opções muito discutíveis de Domingos ajudou a um Sporting muito limitado na construção de jogo atacante, mesmo jogando com mais um;
- golo do Nacional é digno do INATEL;
- grande regresso de Rinaudo;
- grande estreia de Xandão (a maneira como festejou os golos e um desarme limpinho perto do fim, demonstra que estava bem enquadrado com a importância do jogo e com as consequências do mesmo para o nosso clube);
- grande golo de João Pereira, das poucas coisas que fez de jeito nos últimos meses;
- frieza e sentido de responsabilidade de Wofswinkel; um grande jogador também é isto;
- Izmailov, Jefren, Rodriguez, Schaars continuam longe... longe;
- Pedro Proença e seus pares são uns incapazes;
- 2º amarelo a Rondon é forçado; é igual ao amarelo de Xandão, a muitos que Rinaudo viu durante esta época e ao 1º de Onyewu contra o Gil Vicente;
- não gostava de ver ser marcado um penalty daqueles contra o Sporting; apesar de tudo, o jogador do Nacional foi burro;
- 0-2 anulado de forma limpa ao Sporting e mais um par de outras situações semelhantes; Caixinha esqueceu-se desse lance na sua, encomendada, conferência de imprensa; aliás, porquê que este lance não aparece em nenhum dos resumos passados, tardiamente, nas TVs portuguesas?


Estamos no Jamor! (apesar da tristeza dos grandes "sportinguistas" Venâncio e Ribeiro Cristóvão)

Que a vitória seja um bom trampolim para as próximas batalhas.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Um pedido de desculpas será sempre pouco


O Primeiro Jornal de hoje, emitiu uma reportagem que tinha como objectivo central a existência de uma câmara de TV que teve a filmar, unicamente, Domingos Paciência durante o jogo de ontem, a contar para a Taça da Liga.

Além da anormalidade desta ideia pois Domingos é uma "valente seca" no banco, ao contrário do seu colega Jorge Jesus que sempre manda os seus jogadores se atirarem para o chão ou provoca o banco adversário, a peça jornalistica teve umas orientações pré-definidas: provocar e humilhar, ainda mais, o treinador leonino, os seus jogadores (principalmente Wolfswinkel) e a instituição Sporting Clube de Portugal (onde estamos todos nós).

Convido-vos a ver (mais ou menos a partir do minuto 10; mas deve repetir no Jornal da Noite), para perceberem como é o nosso clube é atacado em sua própria casa, por gente que envergonha toda uma classe profissional que se quer séria e isenta.

As provocações começam com o aquecimento da equipa, sendo Wolfswinkel o principal visado, e prosseguem com a performance nervosa de Domingos no banco. Um gozo!!

Espero que o Sporting tome uma posição (forte) relativamente ao esterco que ali foi concebido e que, esta reportagem, ajude, no mínimo, a motivar a nossa equipa para o que ainda resta para lutar.

Estou convencido que este trabalho promovido pela SIC só pode ser feito em Alvalade. Pois é ali que reside um clube fraco atacado por dentro e por fora. Se o mesmo tivesse sido feito para os lados do Dragão, estou certo que o futuro reservado aos "jornalistas" geraria imagens proibidas de ser utilizadas no túnel de Alvalade.

Se a equipa não se sentir "picada" por esta corja, então já nada a puxará para a VITÓRIA.

Obrigado por Setembro, Outubro e Novembro

Cheguei, mesmo, a acreditar que ia ser diferente.

Este é o Sporting da minha geração. O Sporting que não nos para de surpreender pela negativa. O Sporting que tem erros difíceis de prever mas que acontecem sempre, e quando o cenário já é bem negro.

Ontem fez-se o melhor jogo desde da Luz e perdeu-se. Não chega. É pouco, muito pouco.

Começam a faltar razões para defender Domingos. Quero acreditar que ele sabe avaliar a situação e que trabalha para a corrigir. Quero acreditar... (mas começo a duvidar).
Não encontro explicações que levem Domingos a não colocar André Martins, a tirar Carrillo e manter Capel (na direita, para os seus inúteis cruzamentos de frente para a área, para as "referências aéreas" Wolfs e Rubio...), não arranjar uma alternativa a João Pereira, ainda mais quando este não vai poder jogar contra o Marítimo e numa semana que se exige o máximo de concentração e exigência física.
Não consigo perceber como se muda o que esteve muito bem a partir dos 10 minutos, para se voltar aos erros de sempre. O Sporting, na 1ª parte, jogou mais pelo meio, "tabelinhas", passe curto e apoios. Jogou bem. Na 2ª parte, voltou à lateralização em demasia e salvou-se o individual (Carrillo e Matías) face ao colectivo.

Para quê se usar os supostos melhores para uma competição que não serve para nada? O que se ganhou com este jogo? Expulsões e cansaço e físico e, sobretudo, anímico e psicológico.

Alvalade já perdeu a Paciência.

Infelizmente, Domingos começa a dar razão aos carpinteiros e fadistas (por muito que me custe)...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Alguém que nos faça sorrir e acreditar


Começam a existir poucos motivos para se ir a Alvalade ver o Sporting. E isso, nesta fase da época, é algo que eu já não contava viver, ainda mais depois de ter sentido um Sporting diferente (para bem melhor) na jornada inaugural contra o Olhanense. Agosto já lá vai longe...

Ontem o jogo valeu pelos 3 pontos e pelos 20 minutos finais. E estes dois aspectos são insuficientes para um clube como o Sporting e para a qualidade existente no plantel. E estes pequenos fios que ainda me mantêm agarrado à equipa, acreditando que é possível voltar à qualidade, anteriormente, demonstrada, devem-se a dois jogadores e não ao trabalho do treinador.

Onyewu e André Martins, de maneira diferente, mostraram aquele que pode ser uma das vias para se sair da espiral negativa e perigosa em que a equipa se meteu: um com Golos (ingrediente essencial) e o outro com Futebol (que tem andado tão longe da nossa Praça).

E numa maneira totalmente contra-natura, o que ontem foi possível constatar é que a existência de um desses elementos (o golo) pode ser produzido sem a presença do seu elemento essencial, o Futebol.
Mas isto é errado e é uma excepção bem longe da regra. É uma ilusão e uma mentira.

Se, na primeira jornada, afirmei que o Sporting a jogar daquela maneira iria ganhar mais vezes do que empatar ou perder, hoje, tenho de dizer exactamente o contrário. Apesar de ter ganho o jogo, o Sporting a jogar assim, irá perder ou empatar mais vezes. E ontem foi exactamente igual a todo este o mês de Janeiro que teima em não acabar, o Sporting jogou mal. Não cria jogo ofensivo, mantém o futebol tipificado, não varia as saídas para o ataque, os jogadores estão muito afastados e entregues à sua qualidade individual em prol do colectivo e continua-se a deixar o adversário jogar e aproximar-se facilmente das zonas de perigo.

Domingos quer mudar alguma coisa?
Quem mantém André Martins tanto tempo no banco, ainda mais quando há tantas ausências e tão pouco futebol, não pode querer mudar nada.

E isso é o mais preocupante de tudo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Estas são as imagens que eu gostava de ver no túnel de Alvalade


Reprovei as imagens entretanto retiradas, pois abomino qualquer ligação com violência e facções políticas que estão relacionadas com os episódios mais tristes da História da Humanidade.

Quanto às novas imagens, só as consigo entender se, por acaso, foram colocadas por alguém com uma idade compreendida entre os 10 e os 14 anos de idade. Como eu acho que ninguém com essa idade (biológica) tem cargos de direcção no Sporting Clube de Portugal, então só posso concluir que as imagens são ridículas, patéticas e que nada ajudam à credibilização e valorização do nosso clube, quer em Portugal, quer no resto do Mundo (principalmente perante a UEFA).

Apesar de discordar do conteúdo das imagens (algumas das antigas e de todas, relativamente às recentes), não posso estar ao lado do timing escolhido pelo jornal "Público" (propositado para destabilizar) e pela posição da UEFA, ainda mais quando as mesmas estiveram cerca de 6 meses expostas, sem que ninguém se tenha sentido insultado e incomodado (incluindo delegados da UEFA e muitos árbitros internacionais).

Desta forma, proponho uma nova alteração. A proposta foca episódios e imagens que nunca feriram susceptibilidades no passado, pois os intervenientes nunca foram punidos ou, em muitos casos, acusados. Se não houve qualquer acção ou punição por parte da justiça desportiva e/ou civil, então é porque nunca houve motivo para tal.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Nós não merecemos isto...

(a imagem é uma, mera, coincidência [in]feliz...)

"O Sporting está de volta!" (confesso que não tinha saudades)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Déjà vu ou, simplesmente, uma lição mal estudada?


“Não era isto que pretendíamos e temos de reconhecer que chegámos ao empate por mérito. A equipa só acordou quando sofreu o golo e a partir desse momento assumiu o controlo da partida e criou oportunidades. Acabámos por ser castigados por aquilo que devíamos ter feito e não fizemos.”

- Domingos Paciência, 2-1-2012, após Rio Ave - Sporting.



"Foi evidente o que não conseguimos fazer na primeira parte. Com aquela atitude e aqueles erros, não ganhamos a ninguém. Na segunda parte tudo foi diferente, viu-se uma equipa mais desinibida e conseguimos recuperar. Pena é que não tivéssemos aproveitado as outras oportunidades."
- Domingos Paciência, 11-1-2012, após o jogo de hoje, Sporting - Nacional.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Insonso


Esperava mais. Esperava mais apesar da ausência de Rodriguez, Rinaudo e Jefren (3 titulares). Esperava mais, mesmo sabendo que Matías só podia jogar 35 minutos e Izmailov menos do que isso. Ainda assim, esperava mais, mesmo tendo em conta que iniciaríamos o clássico, contra o Campeão Nacional, com 8 jogadores novos.

E é isto que este Sporting nos devolveu, a esperança e, acima de tudo, a Confiança e a Exigência.
Queremos (sempre) mais, apesar de se saber que esta (ainda) é uma fase embrionária da construção de uma grande equipa.

Quando vi o Elias a fazer uma falta estúpida e agressiva, aos 2 minutos de jogo, sem qualquer razão, percebi que não estávamos preparados para um jogo deste grau. Esta equipa está pressionada desde da 3º jornada e o desgaste de quem corre atrás é sempre muito maior. Ao desgaste físico de uma equipa que descansa pouco (lesões, lesões e mais lesões), acresce a normal quebra mental de quem já não pode falhar.

O Sporting não jogou mal, mas também não jogou bem. Entrou muito mal no jogo e teve demasiado respeito por Hulk. As abordagens ao seu jogo e figura foram sempre feitas com medo do que é que podia sair dali. E, fosse Hulk um jogador de top-mundial (não o é, mas pode muito bem vir a ser, pois tem características muito especiais e únicas), os danos para a nossa baliza podiam ter sido outros. Nesta fase, convém destacar a presença de Neto. Foi dos poucos que não se intimidou com Hulk e que permitiu ver à equipa que, ali, só estava um jogador, nada mais. Mas, por outro lado, a presença de Neto retirou, à equipa, a existência de uma saída com a bola controlada, desde da defesa para o meio-campo atacante. O abuso do jogo directo (que algumas vezes saiu bem) foi um dos pontos negativos, pois tipificou o nosso jogo, castigou fisicamente Wolfswinkel (e como ele necessitava de pernas mais frescas na 2ª parte) e entregou a bola de frente ao adversário, que usava as transições rápidas como forma primordial de abordar o ataque.

A saída de Neto (à qual, no estádio, torci o nariz, pois ainda via a equipa com pouco "nervo" e garra) permitiu ao Sporting reentrar no jogo e, finalmente, controlá-lo. O recuo de Schaars para 6 permitiu que este aparecesse no jogo e o encara-se de frente para o meio-campo adversário. Aliado à entrada de Matías, agora, as jogadas começaram a ser mais rápidas na sua execução, a bola foi jogada por mais jogadores e a presença em zonas mais próximas da finalização começou a ser uma realidade.
Só que, nesta fase, o desgaste do trio mais avançado era muito notório e quando iam, finalmente, ter jogo nos pés, eles já não estavam lá. Não sei se Capel e Carrillo jogaram mal ou não. Sei que, a 30 minutos do fim, o jogo começava a ser nosso e eles já não podiam corresponder a essa nova situação. Foram vítimas do sistema da 1ª parte, ou foram parte do problema? Não me compete responder pois não sei avaliar tal situação.

E foram nestes 20 minutos que podíamos ter virado a nossa história neste campeonato. A forma como Izmailov falha o golo é uma excelente metáfora da sua presença no Sporting. Depois de ultrapassar tudo e estar perto de ser feliz, há um bloqueio de força ou de sorte que o impede (e a nós) de ser feliz. Aquela bola tem de entrar...

Creio que, ainda assim, demos mais um passo na nossa evolução. Há, claramente, dificuldades na eficácia, na criação de jogo atacante e no domínio do adversário. Capel, Wolfs, Elias e outros, já jogaram melhor. E, também por isso, sabemos que uma recuperação exibicional e pontual é uma realidade tão possível como desejável.

Só espero que a força e entusiasmo que o Sporting irracional (nós, os sócios e adeptos) tem revelado nos últimos meses não esmoreça. Porque também é isso que nos permite crescer.


ps: ontem no metro, quando regressava a casa, percebi que ainda não estamos todos em sintonia. Um adepto dizia para outro que não tinha nada a apontar ao Rui Patrício (também era melhor!!), mas que preferia o Marcelo Boeck porque "é mais tranquilo e não treme tanto" (adepto dixit). Quando é que vamos acabar com este sentimento corrosivo?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O Marítimo é que é importante

O Sporting não vai ser campeão. E não é por não ter ganho em Coimbra (ajudou, mas não foi aí que o título se foi). Ao perder na Luz, melhor, ao permitir que o Benfica conquistasse os 3 pontos naquelas situações, o Sporting demonstrou que ainda não consegue ser campeão. Depois, se observarmos o calendário do Sporting, o calendário do Benfica e a motivação de um em relação à incapacidade do outro, facilmente percebemos que a vitória estará longe de nos abraçar.

Mas o Sporting não "perde" o campeonato na Luz, nem em Coimbra. Tem vindo a perdê-lo desde há uns meses atrás. Quem viu o jogo com o Feirense, Leiria e Nacional, cedo percebeu que o um maus resultado em Coimbra não seria surpreendente.
O Sporting para vencer um Campeonato Nacional tem de ter (sempre) os melhores. Ou, pelo menos, o maior tempo possível. E isso não tem vindo a acontecer. O futebol é treino, táctica, modelos de jogo, capacidade técnica, motivação e, entre outras coisas mais, momento de forma dos jogadores. Os jogadores passam por vários momentos de forma (que conjuga a capacidade física, a motivação, a sorte, etc) durante a temporada. E, quando uns jogadores estão num processo descendente (que, posteriormente, será seguido de um novo trajecto ascendente), normalmente, existe outro jogador que compensa essa "descida de forma", mantendo a equipa equilibrada e, geralmente, na senda das vitórias. Pois o Sporting não tem esses jogadores que podem compensar as baixas de forma (normais) dos outros.

Capel, Schaars, Elias, André Santos e João Pereira já jogaram muito melhor do que estão a fazer actualmente. É compreensível. Mas, onde é que estão quem os possa substituir? Adaptações são remendos. Jovens com menos de 20 anos e menos de 6 meses de Europa ou 1ª equipa são pouco confiáveis e é injusto sobrecarregarem uma equipa e muita responsabilidade. Então, quem é que sobra? Ninguém.

Quando, em Coimbra (como em Famalicão e Roma), se tem de colocar alguém ofensivo nas laterais atacantes e coloca-se Evaldo (que até resultou, mas é um recurso facilmente anulável pelos adversários), percebe-se que falta muita coisa a este Sporting.
E é simples. Falta Rinaudo, Izmailov, Jefren, Rodriguez e Matías Fernandez. São cinco titulares. Só. Imaginem o Benfica sem Javi Garcia, Aimar, Gaitan e Bruno César (o Luisão tem estado fora). E, agora, imaginem, o Porto sem Otamendi, Fernando, James, Belluchi e Hulk. E imaginem estas ausências, ao mesmo tempo, durante vários meses (mais de 10 jogos). Haveria liderança no Campeonato para Benfica e Porto? Haveria 2ª fase da Liga dos Campeões? Tenho dúvidas...

O facto de ainda respirarmos é sinónimo da nossa qualidade e grande trabalho de Domingos e da sua equipa técnica. E este texto só pretende valorizar, ainda mais, esse trajecto. Aliás, estamos a cumprir aquilo que acho ser o necessário para esta fase da nossa evolução.

Nesta fase, o Sporting precisava de alternativas. Precisava que Capel e Wolfs não fossem tão importantes. Que a ausência de Elias ou Schaars não se fizesse notar sempre que não jogam. Mas, o que acontece, é que quando estes falham não há quem os substitua.

O Porto e Benfica estão na frente porque há quem compense as baixas de forma dos outros, outrora importantes. Há Nolito onde já houve Gaitan. Há Saviola onde já houve Bruno César. Há Cardozo onde já houve Rodrigo. Há Hulk onde já houve Kleber, Belluchi onde já houve James, etc, etc.


O próximo jogo é que é a nossa "praia". É aí que se pode tirar um título a sério, nesta época. Este sim, é o jogo mais importante do ano. Sejamos realistas, na Liga Europa, a nossa viagem já não terá muitas mais paragens (passando o Légia, virá um Porto que derrotou o Man City ou um City que, ao vencer o Porto, demonstra que quer ganhar a Liga Europa). A Taça da Liga? Bem, essa está feita sempre para os mesmos...

O Marítimo é o jogo. Equipa forte que se viu forçada a poupar jogadores no Dragão e que vê nesta prova o acesso à Europa. É este o jogo que temos de ganhar. E vamos jogá-lo, mais uma vez, sem muitos titulares e com jogadores longe da sua plenitude. Mas eu acredito.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Mais um degrau


3 pontos. Resumir-se-á a isto o que de positivo se retira do jogo de ontem? Creio que não. Mas, sejamos justos, tivemos longe da superioridade e qualidade de outros jogos.

O onze inicial tinha de ser aquele. Não havia outro e os que iniciaram o jogo eram os melhores.
A primeira meia-hora foi boa. Controlo da bola, subida dos laterais, movimentos em posições centrais, bola na posição 8 e 10 e inexistência ofensiva do Nacional da Madeira. Neste período destacam-se André Martins (como é que, face a tantas ausências, só agora aparece na equipa?), Elias, Capel e Carrillo, que ofereceram ao jogo ofensivo uma série de alternativas e variações que podiam e deviam ter sido traduzidas em mais situações de finalização (pois Wolfs esteve sempre muito bem a ganhar posição aos centrais).

Creio que o resume este jogo foram as más opções tomadas no último terço do campo. E esta situação aplica-se a ambas as equipas. Na generalidade, tanto o Sporting como o Nacional, decidiram mal. No último passe, nas desmarcações, na hora de soltar a bola e no individualismo de alguns jogadores, no geral, decidiu-se mal. E, aqui teve a razão porque se sofreu tanto (não houve o 2º golo) e porquê que o Nacional não conseguiu empatar (foram várias as situações de 1x1 entre os avançados madeirenses e Onyewu e Polga, mas que estes conseguiram sempre o desarme).

Merecemos ganhar. Isso é inequívoco. Mas, na 2ª parte, houve pouca equipa. Houve jogadores, mas não houve conjunto. Tornámos a revelar os mesmos problemas do jogo com o Belenenses. A má decisão no último passe, com os laterais subidos (principalmente João Pereira), descompensou a equipa quando havia perda de bola, deixando ao Nacional (a perder o jogo) espaço para o contra-ataque e atacar de frente os nossos centrais. Nestes casos, valeram as várias antecipações de Polga e Carriço, com destaque para este último que permitiu que a equipa estivesse subida, recuperando a bola ainda no meio-campo adversário.

Quando saiu André Martins (amarelado, aspecto que não notei no estádio) queria que tivesse saído Capel. Porque além de trazer Pereirinha para a direita (porquê que jogou [ou não jogou] na esquerda?), permitia tirar o que, para mim, estava a ser a uma unidade inconsequente. Capel (sei que vou ser criticado), na 2ª parte resolveu sempre mal e as suas acções foram sempre sem sentido. Joga mal na direita porque não tem pé direito e porque todos os defesas sabem o que vai fazer. Joga de cabeça no chão e refugia a bola em zonas muito longe da baliza. Percebo a sua colocação para forçar a expulsão do jogador do Nacional, mas deu pouco ao jogo, na 2ª parte.

Agora, temos de sobreviver a Roma (evitar humilhações) e "aguentar" até ao Natal. Ontem senti a equipa no limite e Onyewu referiu isso na comunicação social, pois a cabeça pode já estar nas festas natalícias.
Ontem ganhámos porque esta equipa cresce todos os dias, mesmo quando não joga (o jogo todo) bem. Mas é urgente o regresso de mais 2 jogadores do lote de lesionados, independentemente de quem seja. A equipa precisa de mais opções para uma melhor gestão.

ps1: grande Rui Patrício! Um guarda-redes de topo de uma equipa de topo é aquilo.
ps2: Ínsua: o pior elemento leonino. Má colocação a defender, promoveu muitos lances de perigo, principalmente o que levou ao cruzamento para a cabeça do nacionalista, levando Patrício a salvar a noite.
ps3: grande ambiente em Alvalade!
ps4: Domingos nunca sentiu o jogo controlado. Esperou e esperou pela 3ª substituição, aguentado Rubio e Bojinov para a eventualidade do empate do Nacional (que podia acontecer).
ps5: o mau relvado está de volta.
ps6: o Marítimo não é o Nacional...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Futebol a mais...


... para ser desperdiçado.

Agora que já fizeste 90 minutos, espero ver-te mais vezes. Que grande personalidade e qualidade.

E já agora, na segunda-feira, demonstra ao Belenenses o que eles perderam em não te ter dado oportunidades na época passada.

Boa vitória e muito boa a gestão que Domingos está a fazer destes novos jogadores. Para não falar da atenção que está a dar a Carriço e à evolução na sua carreira (que, infelizmente, parecia estagnada).

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Será que Eusébio concorda?

(Imagem retirada de http://arttedofutebol.blogspot.com/)

Será este o local destinado aos nossos adeptos, que vão apoiar a nossa equipa de futebol profissional no próximo sábado.
Foi esta a resposta que o "clube do povo" encontrou para dar ao clube da "Pide e dos Polícias", depois de este último ter sido racista para com o seu melhor jogador de futebol, ao ponto de o levar a odiar-nos.

Bonito exemplo de tolerância...

Sugiro à direcção do Sporting Clube de Portugal que arranje umas estruturas semelhantes (mas com tecto incluído, se puder ser) para colocar nos lugares destinados a Luís Filipe Vieira, João Gabriel, Rui Gomes da Silva e Rui Costa, quando visitarem Alvalade, na 2ª volta do Campeonato.
E, já agora, porque não, uma igual para colocar à volta do banco de suplentes do "clube do povo"?

Não pensem que é ofensivo. Só estou a sugerir isso porque, nesse jogo em Alvalade, vão estar mais de 3500 sportinguístas. E nós sabemos como eles são perigosos (nunca mataram ninguém com um very-light nem apertaram o pescoço a um fiscal-de-linha, nem esfaquearam ninguém de outro clube à saída de um Estádio, mas são perigosos). É uma questão de segurança, protecção, para quem sofreu com o racismo imposto pelo nosso clube e pelas perseguições policiais (e políticas) que os pídes (obviamente, sportinguístas) impuseram durante décadas.

Não queremos que vos aconteça nada. Porque são pessoas como vocês, que têm estas medidas fantásticas de engavetar e colocar em guetos pessoas que pagam por um espectáculo que este Mundo precisa. Um Nobel da Paz ali para os lados do Colombo, ó se faz favor!!


ps: tinha vergonha de um dia pensar que esta solução é a "normal e a ideal".
ps2: e porque não uma gaiola igual, mas agora em volta da Leonor Pinhão? Mas não é para o jogo em Alvalade, é para sempre. Mais uma vez, por uma questão da sua segurança. Não tem nada relacionado com saúde pública... Nada.