quarta-feira, 26 de abril de 2017

Preparar o Futuro


Em abaixo, apresento duas sugestões daquilo que considero que deveriam ser os 11s titulares do Sporting até ao final da presente época. De igual modo, acrescenta-se os restantes elementos que devem constar na convocatória oficial de 18 jogadores.
A ideia, ao surgir nesta fase, não tem origem naqueles lugares-comuns como, "já que a época está perdida" ou "agora devia-se dar oportunidade aos miúdos". Não, nada disso. A sugestão resulta da tentativa de se começar a resolver duas questões que, creio, serem muito importantes:

- preparar o futuro imediato (próxima época);
- jogar bom futebol (marcar mais, controlar mais, defender melhor);


Uma vez que acredito que tanto Adrien como William devem sair  no final da época, essas posições devem sofrer mais rotação, a fim de se procurar alternativas internas. No mesmo sentido, as laterais devem ser profundamente reformuladas mas seria importante, nesta fase, testar (definitivamente) o André Geraldes e Esgaio, assim como dar uma última oportunidade ao Marvin (só porque foi o último lateral contratado). Visto que Spalvis tem vindo a treinar com a equipa principal, se estiver fisicamente apto, creio que deveria constar das convocatórias para ir tendo minutos. Se não for o caso, então que se troque por Gelson Dala que tem estado em destaque na, bem orientada, Equipa B.

Os 11s correspondem, igualmente, a dois dispositivos tácticos diferentes, tentando tirar maior rendimento dos melhores atributos dos jogadores seleccionados.

Para mim, todos os elementos que não figurem nos 19 (e que fazem parte do plantel principal actual), devem ser, no final da época, vendidos ou dispensados.


 suplentes. Beto; Semedo; Marvin; Adrien; B.César; Matheus; Spalvis  


suplentes. Beto; Semedo; William; A. Geraldes; Gauld; F. Geraldes; Spalvis 

domingo, 23 de abril de 2017

Não se vislumbra qualquer luz


Se quiserem uma crónica curta, incisiva e que consegue espelhar o que se passou no derby de ontem, sugiro um salto a este post do blog És a nossa Fé. Está aí tudo.
 
Se optarem por uma visão mais longa (mas duvido que seja mais acertada), então convido-vos a ler o que vem a seguir.


Vamos iniciar pelo óbvio. Do nosso 11 titular, quantos é que encaixariam no 11 do SLB?
Num dia normal do SLB: William, Gelson e Dost.
Num dia mau do SLB: Coates, William, Gelson e Dost (Adrien é excelente para nós mas, neste momento, não é melhor que Pizzi).

Temos de começar por aqui. A nossa equipa tem menos excelentes jogadores que o adversário (não há Jonas, joga Mitroglou. Cansa-se o grego, entre Jimenez. Qualquer um seria bem-vindo ao nosso plantel). Estamos logo em desvantagem. E pior ficamos quando nem sequer usamos os melhores. 
Ontem, Jorge Jesus voltou a insistir em duas nulidades: Schelotto e Jefferson.
Se um nem sequer é jogador de futebol, o outro já há muito que desistiu de tal ofício. É o típico caso de um funcionário que está de baixa mas que tem de ir trabalhar só por um dia para, assim, poder renovar a baixa. E é o que acontecerá com Jefferson.
 
Depois, uma vez mais, ficou provado que Bruno César é uma excelente opção (mas é só isso), fazendo um jogo péssimo (ausente na 1ª parte; horrível na 2ª), e que Alan Ruiz serve para os Feirenses e Boavistas desta vida. Uma total inutilidade (na 2ª parte esteve um pouco melhor, mas já tinha estado 45m parado na 1ª, e sabemos como isso cansa... teve sair quando já participava no jogo). A isso acresce-se uma total incompetência na hora e na forma como foram feitas as substituições.
JJ resolveu dar o jogo aqueles que "sabem tudo sobre futebol" e que devem ter "cultura táctica defensiva". O resultado foi um jogo medíocre, o pior contra o SLB na era JJ, em que fomos melhores durante os primeiros 15m de cada parte. E é só.

Se colocar em jogo Bryan Ruiz é, neste momento, um gozo, colocar (este) Campbell é um insulto (ao restante plantel e adeptos). Se adicionarmos a entrada de Podence a, somente,10m do fim... então o desastre foi completo. 
Podence tem lugar de caras neste Sporting e ontem, principalmente na 2ª parte, teria sido muito importante, numa altura em que tivemos espaço para matar o jogo. B.César não conseguiu ultrapassar Semedo por uma única vez. Depender unicamente de Gelson para desequilibrar não chega... Podence, em 10m, fez aquilo que os Ruizes e B.César nunca conseguiram fazer - jogar à bola. Jogou entre linhas, ultrapassou adversários, fazendo tudo aquilo que precisávamos para contornar um adversário que sabe (sempre) defender muito bem.

Se este Sporting sofresse um golo de penalti aos 4m e ficasse, aí, em desvantagem no marcador, dificilmente não perderia o jogo. E isso aconteceria-lhe em qualquer estádio desta nossa Liga.

É preciso perceber que, uma vez mais, os nossos melhores jogadores foram os defesas-centrais. Isto quer dizer muito... Gelson e Adrien também estiveram muito bem (mas o físico ressente-se). Os outros excelentes jogadores que o Sporting tem (William e Dost), estiveram muitos furos abaixo e a equipa sentiu a sua falta. Como é tradição, Patrício também esteve bem, num jogo com pouco trabalho... mas sofreu mais um grande golo, numa bola parada (até isto é tradição).

Pois é, as bolas paradas... Foi assim que o SLB empatou. O Sporting não sabe o que isso é. Ninguém sabe marcar um livre, um canto, um livre lateral ou, até mesmo, um lançamento de linha lateral. Os cantos de B.César foram deprimentes e não há palavras para o balão que William enviou na última jogada do jogo. Uma total banalidade que, em muitas alturas, custa pontos e campeonatos.


Uma nota adicional para Soares Dias. Esteve à altura do derby: uma valente bosta.
Avisou tudo e todos, para a porcaria que ia fazer, quando não admoestou Ederson no lance do penalty. Não havia mais ninguém na área. No mínimo, cartão amarelo. Relembro que, na época passada, Patrício foi expulso, na 1ª parte, contra o Tondela por um lance onde tocou na bola, com defesas por perto, e em que a bola não ficou jogável. Critérios..
Depois, perdoou um penalty a um burro italiano sobre Grimaldo e um outro a B.César, em mais um lance de grande incompetência. 
Na 2ª parte, empurrou o Sporting para a sua área e ajudou a defender o empate do SLB. Deixou de ver faltas no meio-campo do SLB e marcou tudo o que caía de vermelho (no estádio, o lance que dá o empate não me pareceu falta. Na Tv, só dá livre).
Uma incompetência total, naquilo que é o "melhor árbitro português". Está tudo dito.


Um plantel mal construído, uma pré-época cheia de equívocos, dispensas em Janeiro sem sentido (meu querido João Pereira...), o abusar fisicamente de jogadores que, agora, não conseguem dar tudo (Adrien, William, Gelson, B. César - até contra o Praiense ou Famalicão tiveram de jogar..), a recorrente utilização e insistência em jogadores que são claramente inferiores a outros que existem nos nossos quadros, e o desprezo revelado por jogadores da formação que jogam muito e que teriam sido úteis na gestão física da equipa (Matheus, Palhinha, Geraldes, Gauld e, até, Podence), correndo o risco de lhe conferir mais qualidade, são as causas para uma época perdida e sem qualquer objectivo atingindo.
 
Não sei o que se trabalha, diariamente, em Alcochete. Não sei o que se prepara para a próxima época (e isso preocupa-me... e muito).
Em tempos, tivemos um treinador com garra, vontade, determinação e que venceu muitos jogos pela sua qualidade maior face aos seus pares e pela leitura excelente que fazia a partir do banco. Não sei se lembram dele:


Sinceramente, gostava de o ter de volta...

domingo, 16 de abril de 2017

Não vi o jogo...


... por isso só posso "falar" do que me contaram:



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Falar do quê? E para quem?


Segunda-feira.
O normal seria escrever algumas coisas sobre a jornada que findou. Deveria vir para aqui dizer que, com a vitória sobre o Boavista, estamos cada vez mais perto de garantir o 3º lugar (mas ainda falta... Setúbal, SLB e Braga - temos tudo para perder pontos.. para Braga e Vitória de Guimarães). Deveria igualmente recordar que, com Podence em campo a equipa tende a ser mais rápida, criativa e imprevisível. Elogiaria a estreia de Geraldes em Alvalade, e rendia-me (novamente) a Dost, à sua qualidade como jogador e ao alto compromisso que tem com o clube e, acima de tudo, com a sua profissão.
De igual modo, seria expectável que voltasse a "bater" em Schelotto e na sua incapacidade para jogar futebol de alto nível (apesar da assistência no 1º golo). Guardaria algumas palavras para a surpreendente exibição (defensiva) de Marvin e, até, alguma esperança em ver em Alan Ruiz um jogador de futuro (quem sabe?). Por fim, os elogios reverteriam para grande utilidade em se ter Bruno César no plantel, para a sorte que temos por existir um jogador de classe mundial como o William Carvalho, e para dizer que Adrien acrescenta muito à nossa equipa.
E sendo quem sou - exigente - no final lamentaria uma goleada que ficou por acontecer, questionava Jorge Jesus por ter excluído Matheus em troca de um (caso) perdido Campbell e o porquê de não se ter forçado o Gelson para levar o 5º amarelo em Arouca.
Tudo isto aconteceria, se houvesse interesse em discutir futebol, só futebol.

Mas o futebol (nomeadamente em Portugal), já não é táctica, jogadores, treino, criatividade, sorte e azar.

O Futebol (português) é isto:

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E é isto que vale. É isto que Vence. Foi sempre este o "trabalho táctico" de eleição.
Um país que idolatra símbolos de merda e que nos "impõe" um só clube, uma só cor. Uma impunidade total, à vista de todos, elogiada como um sendo ilustre sinal de "Competência", "Organização" e "Estrutura". No fundo, não passam de uns criminosos. Todos, quem pratica e quem assiste feliz, contente e, especialmente, consciente. 

Esta merda nunca terá fim, pelo menos neste país.

Escolhi o país errado para gostar de Futebol..

segunda-feira, 3 de abril de 2017

De costas voltadas à Ambição (e ao Futuro)


Caro Jorge Jesus, já que não te posso pedir para que uses os melhores jogadores, que lhes tentes incutir o mínimo de respeito pelo Sporting Clube de Portugal (adeptos e História), e porque não, à sua própria profissão, peço-te que não nos consideres iguais aos adeptos do teu anterior clube. Nós não somos nenhuns acéfalos. Não nos tornes por parvos, pode ser?

É preciso destacar três pormenores fundamentais. Primeiro, a vitória. Segundo, de uma série sete jogos conseguimos seis vitórias e um empate. Terceiro, o Arouca no seu terreno é difícil e começamos a perder. - Jorge Jesus

Vamos lá ver. Ok, a vitória é sempre muito importante. Se é oficial que renunciámos ao Futebol, então que venham as vitórias. Ao menos isso. 
Uau, que registo impressionante. 6 vitórias em 7 jogos. Moreirense, Rio Ave, Estoril, Guimarães, Tondela, Nacional e Arouca. Nunca pensei... Isto era de uma exigência brutal... Adversários poderosíssimos. Claro que foi impossível vencer o Vitória de Guimarães, em casa. Eu compreendo, é uma equipa que sabe fazer 2 passes seguidos e está, minimamente, bem orientada. Faz toda a diferença.
É verdade. O Arouca em casa é terrível. Contando com o jogo de ontem, os últimos 5 jogos em casa, venceu 1 e perdeu 4... Impressionante. Aliás, todo o registo actual do Arouca é brutal. Nos últimos 10 jogos, venceu 1 e empatou outro. Imagina qual terá sido o resultado obtido nos restantes 8 jogos...

Entrámos com pouca competência defensiva e sofremos um golo. Depois, foram 30 minutos de grande qualidade, com dois golos e boas jogadas. 

Isso nem parece nosso. Entrar com "pouca competência defensiva" e sofrer logo um golo na 1ª jogada (e na pequena área)? Deve ser inédito. 
Sim, reagimos. O nosso avançado (com números ao nível dos melhores da Europa) teve uma única oportunidade. Houve outra do Gelson e... os golos. Avassalador. E na 2ª parte?

Após o intervalo, o Sporting regressou a vencer e poderia dar alguma segurança em termo emocionais, mas era preciso ter mais bola. (...) A segunda parte foi sofrível, mas fico satisfeito por ter ganho, só que queria que a equipa tivesse revelado na segunda parte o mesmo comportamento da primeira.

Bola? Então mas o Alan, Bryan, e Bruno César não são jogadores feitos, com enorme cultura táctica, com um momento defensivo brutal? 2ª parte sofrível? Nem parece nosso... Pelo segundo jogo consecutivo, o nosso melhor jogador foi o Coates. Contra o Arouca, que fez todos os remates enquadrados da 2ª parte. Sabes quantos fizemos? ZERO. A única "oportunidade" ocorreu aos 90m, num lance em Gelson quase chega à bola... Um rolo compressor autêntico.

O Sporting não está a lutar pelo título, mas pressão do título ainda está nestes jogadores, porque parece que têm medo de ganhar.

Jorge, Jorge. Não gozes com um gajo... Mas qual título? Aquele que deixámos de disputar em Dezembro? Medo de ganhar? Não foi isso que eu vi em Tondela. Não é isso que vejo, agora, na equipa B, que estava em posição de descida há cerca de 1 mês. Na equipa não há medo de ganhar. O que tu tens no plantel, é jogadores que não sabem jogar e/ou estão-se a cagar.

Em Tondela jogaste com miúdos com grande qualidade e, acima de tudo, motivados. A bola circulou com rapidez, houve movimentações, imprevisibilidade e a exploração de todos os espaços do terreno. Os que entraram na 2ª parte desse jogo, não foram já acomodados com o resulto feito. Foram atrás de mais futebol e golos.

O 11 de ontem é uma vergonha e é um insulto para quem trabalhou bem em Tondela. Esse foi o nosso melhor jogo em meses!! E tu voltaste a colocar o entulho que só tu achas que serve para o Sporting. Não há razão desportiva que tenha levado à saída de Podence e Matheus da equipa. Não há razão desportiva que leve a que Schelotto e Marvin continuem a vestir a nossa camisola (ontem foi mais uma exibição enorme destas pérolas). Não há razão desportiva para não se dê oportunidades reais a Geraldes e Gauld. Não há substituto para Adrien porque tu não queres.

Quem tem medo de ganhar não são os jovens "sem cultura táctica defensiva" (o Alan defende "pa caralho"). Quem tem medo de ganhar, és tu!!

Nós somos muito, mas mesmo muito tolerantes. Em Janeiro, apesar da vergonha que foi esta época (altamente dispendiosa e que vai demorar muito tempo a equilibrar), nós metemos na cabeça que já se devia preparar a próxima época. Voltaram alguns dos que não deviam ter saído e saiu parte que não devia, nunca, ter entrado. Mas o marasmo é o mesmo e o tempo vai-se esgotando sem qualquer sinal que se está a preparar o futuro. Tondela foi uma excepção. Foi um doce que nos deste, mas ficaste com medo que virássemos diabéticos e voltaste a tirar da nossa boca. Tondela aconteceu porque Adrien, Alan e B. César estavam impedidos de jogar. Só por isso.

O Sporting (e eu) quer que tu sejas o seu treinador. Mas, e isso custa-me muito, eu acho que tu não queres ser o treinador do Sporting.


ps: na próxima jornada o Boavista vem a Alvalade. Espero que deixem o Iuri Medeiros jogar. Tenho saudades de ver futebol.


domingo, 19 de março de 2017

Falamos de Dost ou inventamos algo para falar


Calhou no calendário que Sporting recebesse o Nacional da Madeira à 26º jornada, um adversário que vinha de uma onda de resultados positivos e de excelentes exibições (atingindo o auge no Dragão, há 2 semanas atrás), impondo o normal respeito aos leões, ainda mais quando apresentavam, antes deste jogo, a maravilhosa contabilidade de 17 golos marcados e 41 sofridos (em 25 jogos).
Acrescido deste incontestável poderio do seu adversário, impunha-se uma dificuldade adicional ao Sporting, uma vez que vinha de mais uma jornada europeia, a meio da semana, prática comum às grandes equipas a que este clube e jogadores estão mais que habituados. Se a experiência desta equipa tranquiliza qualquer adepto, a verdade é que já estamos em Março e as competições e sucessivos jogos já se vão acumulando nas pernas dos jogadores.
Mas o Sporting, ao saber que ia ser assim, dotou o plantel de variadas e válidas soluções para fazer face a estes calendários sobrecarregados. Como dizem outros sábios: "tomara muitos chegarem aqui".

Jorge Jesus, para dar o necessário descanso aos mais utilizados, gerir a equipa e manter os níveis de confiança e de compromisso de todos perante os objectivos do clube, resolveu fazer algumas alterações face ao jogo de quarta-feira. Alan Ruiz e Schelotto, muito pouco utilizados nesta época, tiveram nova oportunidade, ocupando as vagas normalmente utilizadas por Podence e Esgaio (este último com merecida folga, nem ao banco foi). Francisco Geraldes, que tem surpreendido no lugar do lesionado Adrien, por precaução também acabou por ficar a descansar, levando JJ a ir ao baú, reabilitando Bryan Ruiz que, normalmente, só joga (e muito pontualmente), nas ressacas europeias no sentindo de gerir o 11 titular.

Perante este cenário (cansaço, gestão do 11, qualidade do adversário), havia por isso algumas condicionantes que podiam dificultar o jogo e a obtenção da vitória. No entanto, aqui sabe-se o que se faz. Dizem as "leis do futebolês" que, nestes casos, a melhor táctica consiste em entrar forte e resolver o jogo bem cedo para, depois, descansar. E o Sporting levou isso à letra. Aos 35 minutos já vencia por 2-0, graças aos golos do inevitável Dost, garantindo os 3 pontos. De destacar as "jogadas de laboratório" que dão origem aos golos - as grandes equipas são assim. Ao longo dos jogos Bas Dost é tantas vez servido com bolas de golo que os números que apresenta só surpreendem por serem tão poucos.

Como seria de esperar, a entrada de jogadores que, habitualmente, não jogam fez-se notar. Alan Ruiz andou um pouco perdido, sem o óbvio entrosamento perante as dinâmicas mais que batidas de Matheus, Gelson e Dost, assim como Schelotto que, raramente, conseguiu combinar com o seu parceiro de ala, quer a atacar quer a defender. Desta forma, foi com naturalidade que, passado um quarto de hora do início do jogo, tanto Alan como Schelotto já acusavam algumas debilidade físicas (o ritmo que os titulares impõem não é para qualquer um). No meio-campo, a alta rotação de William e Bryan não deixava o jogo morrer e o adversário respirar, empurrando-o sempre para o seu último terço.

Com o jogo resolvido e controlado, a 2ª parte foi mais calma. Jogou-se muito longe das balizas, com o Sporting a "descansar com bola" (dizem que nossa % de posse foi de 51%; é óbvio que isso está errado). Acusando a falta de ritmo, Alan Ruiz teve de ser o primeiro a sair, dando entrada a Podence. Poucos minutos depois, sai Matheus, um dos mais utilizados nesta época, não se entendendo como é que JJ o deixou lá tanto tempo, pois é dos jogadores mais "exprimidos" fisicamente. Para o seu lugar, entrou Bruno César. Se a entrada deste último serviu para ter minutos, já a entrada de Podence e, depois, Palhinha, foram na lógica de fazerem um treino de recuperação, mas jogando. Ao longe, vê-se que são jogadores que estão no limite das suas forças. Neste capítulo, Jesus tem sido excelente na sua gestão, pois são elementos essenciais para as duras batalhas que se advinham até Maio.

O Sporting soube escrever a sua história num jogo potencialmente perigoso. A confiança e qualidade do plantel é contagiante e até o mais incómodo adversário sucumbe perante tamanha superioridade, demonstração de bom futebol e grande controlo táctico (e físico) do jogo.
É incrível como esta equipa, com tantos objectivos para concretizar, e com cerca de 72h de descanso entre jogos, consegue manter níveis de intensidade altíssimos, sempre na busca de mais um golo, como que a querer retribuir, de forma incessante, a presença dos mais de 40 mil adeptos que, altamente motivados, continuam a rumar a Alvalade, a cada 15 dias. Tenham calma rapazes! Não têm de nos agradecer. Nós é que temos de dizer "Obrigado", por tudo o que nos têm oferecido. O nosso "Obrigado" e presença constante será sempre pouco para tanta demonstração de respeito da vossa parte. Nós entenderemos se vocês, nesta fase, tiverem de "levantar o pé".

Mais uma jornada que passou e o sonho continua vivo. Venham as selecções, as merecidas viagens para outros continentes bem distantes e regressos a 2 dias do próximo jogo. O descanso está aí e, mais importante de tudo, os objectivos estão intactos. 

Sem dúvida, uma época para não esquecer...

domingo, 12 de março de 2017

O elixir da eterna juventude


A "coisa" hoje é simples e directa:

- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting marcar tantos golos num jogo esta época.
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting criar tantas situações de golo.
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Dost ter tido mais bolas de golo do que é "normal".
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting ter conseguido pressionar melhor na frente, logo jogar mais no campo adversário e, mais importante, ter defendido melhor e mais longe da sua baliza.
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting ter tido menos cartões do que é normal.
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting não ter dependido tanto da presença dos "laterais" (ou lá o que aquilo é), no momento ofensivo.
- Que ninguém considere que foi mero acaso o Sporting ter conseguido controlar o jogo, na última meia-hora. Mas controlar mesmo, no meio-campo contrário.


Num plantel muito mal construído, e sem que houvesse razões (técnicas) para isso, o Sporting apresentou um 11 mais próximo daquilo que considero ser o melhor. A equipa teve aquilo que já não tinha desde da 2ª parte em Moreira de Cónegos: velocidade, intensidade, dinâmica, jogo interior, qualidade técnica e jogadores de cabeça levantada. E mais, teve algo que até nem dou muito valor, mas é importante também, tinha jogadores com disponibilidade física para encurtar o campo ao adversário e pressioná-lo. 

A vitória de ontem não resulta da fragilidade do adversário. Já esta época empatámos com o Tondela, Nacional, Chaves, Marítimo e Vitória, perdendo com Rio Ave. O resultado surge da qualidade dos jogadores, independentemente da sua idade.

Na época passada, os melhores foram J. Mário, Adrien, William e Patrício, aos quais se juntou um enorme Slimani. Esta época, já sentimos muita falta de Adrien, vivemos ao ritmo da forma de Gelson e Patrício já nos tirou de vários buracos. Se hoje não há Slimani, há um grande Dost.
Na época de Marco Silva, os melhores foram Nani, Cédric, Patrício, J. Mário, ao qual se juntou Carrillo, no Sporting desde dos 18 anos.

Há aqui um padrão. Só não vê quem não quer. Matheus, Podence, Gelson (quem achar que foi por acaso que a sua exibição foi inferior à de Podence e Matheus, ainda tem muito futebol para ver), Palhinha e Francisco Geraldes são muito melhores que Castaignos, André, Markovic, Alan Ruiz (sim, deste também), deste Campbell, Petrovic, Paulista e Elias (já para não falar de Esgaio face a qualquer lateral do plantel...).

Ontem não houve surpresa. Houve uma constatação. Ontem, o único risco que se correu, foi de ser feliz e vencer.

Se, no próximo sábado, Podence e Matheus não forem titulares e Geraldes/Palhinha voltarem para a bancada, então Jorge Jesus não faz parte da nossa solução. E isso custa-me muito (mais do que esta época totalmente desperdiçada).


ps: 7 portugueses usados, 10 na convocatória. 10 jogadores da formação nos 18 convocados. E surpresa das surpresas, vencemos! Este é o Sporting!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Férias, por favor...


Esta época, devido às alterações introduzidas pela Liga que projectaram a decisão de quem será o campeão num único jogo (disputado na Luz, no início de Abril - a escolha do campo é um pouco tendenciosa, não?), faz com que grande parte da temporada se assemelhe mais como uma pré-época ou como aquelas tournées de final de época, que visam, essencialmente, a angariação de mais uns recursos financeiros para os clubes e que fazem com que os jogadores não tenham 2 a 3 meses de férias. Sem motivação para se conquistar algo de concreto, tudo converge para uma valente seca.

Se SLB e FCP estão em modo "preparação" para o grande jogo (é bonito como tudo e todos tentam manter os níveis motivacionais em alta, levando a que ganhem sempre: golos precedidos de falta, penaltis contra por marcar, comportamentos intimidantes sobre os árbitros, agressões e expulsões poupadas ,etc), já o Sporting optou pela tournée de final de época.

Pessoalmente, teria preferido que se fizesse já uma pré-pré-época. Começava já a testar jogadores emprestados, dava minutos a apostas futuras, ensaiavam novos modelos de jogo (para se ter alternativas ao plano A), tentando ver as limitações do plantel para, desta vez, se atacar bem o mercado. De igual modo, aproveitava estes jogos como treinos, elemento determinante na evolução táctica da equipa.

Ao optar pela tournée, Jorge Jesus oferece-nos mais do mesmo. Uma equipa com pouca garra, muito presa e lenta, poucos movimentos interiores, pouco rasgo e, acima de tudo, a manutenção de jogadores no 11 que deveriam estar de saída, mas que ainda se mantêm como estivessem numa montra, expostos à (escassa) clientela. Só assim se entende que Schelotto, Jefferson, Bryan Ruiz, Alan Ruiz e Castaignos se mantenham a jogar, em detrimento de outros que deviam ser, reais e boas, apostas.
A verdade é que, olhando o nosso jogo, continuam lá as nossas "virtudes": demasiados passes falhados; um jogo controlado mas sem estar "morto", tal é o desperdício de jogadas; a eminência de sofrer um golo a qualquer momento, apesar das limitações óbvias do adversário.

Por outro lado, estes jogos geralmente trazem dois aspectos muito positivos: a continuada presença de uma massa adepta que apoia sempre (geralmente, jogos com os Grandes na Amoreira só acontecem na Taça de Portugal, logo é de aproveitar); os jogadores às vezes soltam-se e exploram locais e modos de jogar que julgavam totalmente inacessíveis.
Este último ponto ficou bem evidente no 1º golo do Sporting, neste particular contra o Estoril. Boa circulação de bola, esta entra em Gelson que está junto à linha, e Schelotto, pela primeira vez na vida, deixa a linha branca que o orienta em campo e pisa terrenos interiores. Bola segue para Alan Ruiz que se movimentou (??) e descaiu para a direita, cruzamento para Schelotto, num digno movimento à Maxi Pereira ou Dani Alves, superioridade na área, remate falhado, bola em Bryan Ruiz que, uma vez que é um jogo particular, a 1m da linha de golo não falhou.
Em poucos segundos, tudo aquilo que esta equipa não ofereceu nesta época (principalmente com os jogadores envolvidos), apareceu. Parecia até que tinha sido treinado. No 2º golo, algo semelhante aconteceu. Apesar da presença em campo de Bruno César, Jefferson e William (neste, estou a brincar...), foi Bas Dost quem marcou o penalti, algo que já não fazia há muito tempo... Só mesmo em treino é que isto é possível.

O resto do jogo, que andou à volta de uma letargia que não quero que se estenda para este post, não é digno de crónica.

Resta só dizer que ainda há 11 jogos até ao final da tournée. Parece que não, mas há um prémio envolvido (mais de cariz monetário, mas também com algum prestígio). Caso o Sporting vença 8 e empate 2 desses jogos, encaixará, de certeza, cerca de 3M de euros e vai jogar mais 2 jogos que podem valer cerca de 20M. Vale o esforço.
Esperemos que este ambiente de final de época em que nos encontramos desde Janeiro, aliado ao circo triste que tem sido a(s) campanha(s) para as eleições no clube, não condicionem o nosso destino.

Domingo há mais um jogo, e logo contra um adversário treinado por alguém que, mesmo num treino, tudo faz para nos vergar. Um dia ainda vou descobrir que mal é que fizemos ao Pedro Martins.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Isto hoje é só para ti


Esta pausa na Liga veio mesmo em boa hora. Deu para os dois melhores árbitros lusos - Jorge Sousa e Soares Dias - irem arbitrar para o Qatar, permitindo, também, para que o Cebola Mole tenha falado, pela primeira vez, de arbitragem, algo que nunca aconteceria em plena competição ou em vésperas de um jogo importante, uma vez que ele é a pessoa mais boa do Mundo e que só quer ajudar tudo e todos (é que não há igual; tanta bondade só faz com que abusem dele; até eu fico incomodado).
Mas, para nós sportinguistas, esta pausa serviu, particularmente, para fazer uma justa homenagem ao Rui Patrício, o nosso guarda-redes titular, há 10 épocas consecutivas.

O Sporting esteve à altura do evento. Convidou uma das equipas mais fortes do Mundo, também conhecida por ter uma massa adepta tão fiel e emotiva à imagem do que, semanalmente, se observa em Alvalade, ou nos outros espaços (campos e pavilhões), onde o Sporting joga. Aliás, o Sporting ao saber que tem adeptos tão dedicados, mesmo quando eles não comparecem, faz questão de denunciar a sua presença (porque, no fundo, sabe que eles "estão lá"), permitindo com que, ontem, estivessem presentes cerca de 40 mil adeptos quando, na verdade, fisicamente, estariam lá bastante menos.
Depois, na 1ª parte, junto à baliza Vítor Damas, além de possibilitar que Rui recebesse o carinho dos seus adeptos, os seus colegas de equipa foram de uma generosidade imensa, passando 45m a oferecer-lhe prendas. Coates, Jefferson, William, Schelotto (este como o mais generoso de todos, um verdadeiro "mãos largas" nestas, sucessivas, situações), foram enormes. As vezes que deixaram Aubameyang, Reus e Dembélé aproximarem-se da nossa baliza, quer isolados ou bem enquadrados para rematar, só para que o Rui brilhasse, foi muito emocionante, sinal de uma grande admiração que têm pelo companheiro. Eles claramente sabiam: aquela era a noite do Rui, só dele. Não era o sítio, nem o momento, para estarem bem posicionados, não perderem bolas comprometedoras, saírem bem para o ataque, controlar o espaço, etc. Não, nada disso. A festa era do Rui. Não falharam.

E quem não falhou mesmo, foi, como é óbvio, o Rui Patrício. Pelo menos por 4 vezes, negou o "normal" golo do Dortmund (que dinâmica, que ataque demolidor - só com sorte é que os adversários não são goleados). Patrício parecia que estava num déjà vu daquela enorme noite contra o Chelsea, onde evitou um score (e num jogo oficial, não era brincadeira), que ameaçava chegar à dezena.
Mas ontem era festa. E uma festa ao Rui, é uma festa ao Sporting. Por isso, a equipa alemã também ajudou um pouco. Sentido que os leões tinham poucas possibilidades em chegar à frente (é que o dia deve ter sido todo a festejar o jogo 400 do Rui, pois nenhum jogador conseguia correr mais que os adversários - que vieram da pausa de Inverno, o que explica uma melhor preparação física), aligeirou as marcações e, do nada, Gelson estava isolado, falhava o golo fácil da praxe e, na recarga, Alan Ruiz oferecia a sua prenda ao Rui, uma vitória. Que azar dos alemães. Em cima o jogo todo e, numa única ocasião, sofrem e perdem o jogo. Imaginem que isto seria numa competição oficial?

A festa praticamente terminou aí. Na 2ª parte, sentido que o Sporting, à falta de melhores recursos, começava a ser mais agressivo junto das pernas dos seus jogadores, Tuchel mandou a sua equipa abrandar. A festa já estava feita, o Rui já tinha brilhado e o Sporting até conseguia estar a vencer.
O jogo perdeu todo o interesse, só voltando a ameaçar alguma emoção quando Schelotto, sempre ele, tentava oferecer uma nova prenda ao homenageado. Mas o Rui já estava saciado e o italo-argentino compreendeu, mas prometeu continuar a dar prendas, numa próxima ocasião...


Grande Rui Patrício!! 
Parabéns pelo excelente número, junto daquele que é o Clube mais solidário e altruísta do Mundo, que não se importa de Não Vencer, deixando essa futilidade para outros (embora esses sejam sempre os mesmos, tendo já a barriga cheia).


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Leão longe da reabilitação


They tried to make me go to rehab
I said, no, no, no
Yes, I been black
But when I come back, you'll know, know, know
I ain't got the time
And if my daddy thinks I'm fine
He's tried to make me go to rehab
I won't go, go, go

(Amy Winehouse)


Pois é, mais um jogo, mais uma viagem, mais uma exibição ridícula e, quase, mais um resultado negativo. Aliás, esta última parte foi a única diferença face ao mês de Dezembro, Janeiro e, agora, Fevereiro. Vencemos. E isso, como é óbvio, é o mais importante de tudo.

Dizia ontem, que nunca tinha precisado de recorrer às drogas duras para alcançar a euforia e a depressão, de maneira tão súbita. É verdade. Para isso, basta-me assistir a um jogo do Sporting. Estão lá os ingredientes todos. São 30 anos seguidos a "dar na veia". Como dizia um amigo meu, "Alvalade é nossa Meia-Laranja".

O minuto 40 é o espelho do que tento dizer. Após 40 minutos de depressão, A. Ruiz empata, numa boa jogada com B. César e Dost (euforia!!). No minuto seguinte, Schelotto acha que deve ir responder a um cruzamento da esquerda de Adrien, e nem vê que, na área do Moreirense, ao lado dele, está também o Gelson, o seu companheiro da ala-direita. O cruzamento dá em nada e inicia-se, rapidamente, o contra-ataque pela nosso lado direito (onde não estava ninguém). William tenta tapar esse buraco, abrindo outro no meio-campo. Bola na área, Patrício lembras-se que o 13 de Maio está perto e mostra-se penitente por antecipação (sabia que ia pecar e, depois, arrepender-se), e... penalti para o Moreirense.... (depressão novamente...)

Na 2ª parte, a equipa cresce. Jorge Jesus mexe bem, tirando B. Ruiz (esteve lá?), colocando Podence, metendo, assim, aquilo que ainda não tínhamos tido (velocidade com a bola controlada e cabeça levantada - Gelson só consegue ter 3 estas características em separado, nunca em simultâneo), e a euforia regressa. Dá-se o empate pelo, inevitável, Dost. A euforia aumenta. Pouco depois, Schelotto descobre bem Adrien (sim, os cruzamentos rasteiros para trás são mais eficazes que os balões para área - cantos e livres é ZERO - e ontem marcámos 2 golos com "cruzamentos atrasados"), e concretizamos a reviravolta (euforia máxima!!).

Minuto seguinte, Schelotto volta a mostrar-nos a sua classe a defender, Dramé isolado... bola na barra e Semedo quase a ter uma (nova) paragem cerebral... f***sse, a depressão outra vez.

Desliguei a Tv do Inácio, cocei-me todo e disse para mim: "Esta foi a última vez. Juro. Eu consigo sair disto. É só eu querer. Eu tenho o controlo todo sobre isto. Começo já amanhã."

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"Sábado, é a que horas?"

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Liderança bipolar


Factos:
- em 33 jogos, o Sporting venceu 17 (51%), empatou 5 (15%), e perdeu 11 (34%);
- em 33 jogos, o Sporting tem 51 golos marcados e 34 sofridos (1 por jogo);
- para a Liga, em 20 jogos, o Sporting venceu 11 (55%), empatou 5 (25%), e perdeu 4 (20%);
- nesses 20 jogos, o Sporting tem 36 golos marcados e 22 sofridos (1,1 por jogo);
- o FCP tem 39 marcados e 11 sofridos, e o SLB tem 44 e 12 sofridos; 
- Braga. Marítimo, Chaves e Belenenses têm menos golos sofridos; Guimarães tem os mesmos 22;
- em 60 pontos em disputa, o Sporting conquistou 38; 22 pontos ficaram por conquistar...
- até ao final da época, o máximo que o Sporting pode alcançar é um total de 80 pontos;

Perante estes fracos números, torna-se obrigatório questionar as lideranças. Primeiro, a liderança do clube e, depois, a liderança técnica. É inevitável. Não podemos apontar o dedo a jogador X e Y sem, primeiro, pedir responsabilidades a quem manda. É assim em todo o lado.

Há coisas que gostava de ver respondidas e/ou explicadas:
- quantas 1ªs partes já foram oferecidas aos adversários?
- quantos golos/lances de perigo o Sporting já sofreu vindos do lado esquerdo da defesa?
- quantos destes últimos lances aconteceram nos primeiros minutos de jogo?
- quantos jogadores já foram usados na posição deixada vaga por Teo?
- quantos golos de cabeça é que o Sporting já sofreu ou em lances de bola parada?
- se estes problemas são uma constante, como é que ainda não estão resolvidos? Tem-se trabalhado nesse sentido? 
Depois, o que é que se leva a usar Marvin e Schelotto? Porquê que foram contratados e porquê que jogam? Quais são as suas verdadeiras qualidades e como é que isso se reflecte (em bom) no jogo do Sporting? O que fizeram de tão mal, Esgaio e Jefferson (eu até acho que Bruno César é o melhor defesa-esquerdo), em comparação com estes dois, contratados há 1 ano?

Vamos ver os números de cada um, para tentar perceber se há um critério:

Marvin - 1443m; 19 jogos; 7V; 4E; 8D - percentagem de vitórias - 37% (Golos: 25-22)

Jefferson - 710m; 11 jogos; 9V; 0E; 2D - percentagem de vitórias - 81% (Golos: 20-7)

Schelotto - 977m; 13 jogos; 4V; 4E; 5D - percentagem de vitórias - 30% (Golos: 20-18)

Esgaio - 1325m; 16 jogos; 10V; 2E; 4D (duas delas a entrar na 2ª parte, já a perder - Légia e Dragão, não se tendo sofrido mais golos); percentagem de vitórias - 62% (Golos: 28-15) 

Se o critério é a mediocridade, sofrer muitos golos, marcar menos e ganhar poucas vezes, então percebo que se use o holandês, e o italo-argentino. Se objectivo é Ganhar e sofrer menos golos, então as escolhas são mais que óbvias...
Já agora, porquê que Schelotto voltou à titularidade, tendo saído o Esgaio?


Eu entendo que se percam Ligas para Vítor Pereira ou Villas-Boas. Mas por outro lado, custa-me perceber (e aceitar) como é que se perdem Ligas para Rui Vitória e/ou Nuno Espírito Santo.
Claro que isto deixou de ser só Futebol, há muito tempo... Sabemos que há sempre algo mais que, por muitos que digam que não influencia (geralmente aqueles que têm a barriga cheia), influencia. E muito...

No mesmo sentido, começa-me a surpreender (muito) pouco os sucessos contra um Lopetegui, Paulo Fonseca (com Licás e afins), Paulo Bento/Carvalhal, Paulo Sérgio/Couceiro, Domingos/Sá Pinto, Sá Pinto/Oceano/Vercauteren/Jesualdo e, até Leonardo Jardim (visto que jogava com Maurício, Rojo, Capel, Heldon e Magrão, uma vez que J. Mário tinha de estagiar em Setúbal...).
Se juntarmos a esta incapacidade dos rivais, as ajudas externas que pautaram os últimos anos, ainda menos surpreende o registo de vitórias.

"Ah, mas e o futebol jogado?" 
Claro que há essa parte. E essa parte, na grande maioria das vezes, encantava e fazia crer que Jorge Jesus é/era, de facto, muito melhor que os outros. 
Então, se assim é, o que se passou esta época?

Bem, aí, melhor que ninguém, só Jorge Jesus pode responde.
E, perante essa resposta, Jorge Jesus terá de dizer, e demonstrar, se tem atributos e condições para fazer parte da solução, ou se prefere manter-se como parte do problema.
Se olharmos para o jogo de ontem, então a 1ª parte diz-no que é parte do problema. Mas se olharmos para a 2ª parte, então é mais que a solução.

Escolhe, Jorge Jesus
O Sporting não aguenta muito mais esta bipolaridade.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Seguros por Dost


Pensamento do dia:
Que Dost nunca se lesione ou seja castigado.


Após o 1º golo do Sporting e perante a facilidade com entrávamos no último terço do Paços de Ferreira, um amigo meu ao meu lado dizia: "Agora é marcar o 6º golo, para podermos descansar e gerir William, Adrien e Bruno César".
Sim, não me enganei (nem ele), escrevi mesmo o 6º golo. Já todos percebemos que marcar 3 golos pode não chegar para o Sporting vencer um jogo. Foi assim contra o Vitória de Guimarães, foi assim no Funchal contra o Marítimo, e ia sendo assim contra o Paços, uma das equipas mais fracas desta Liga.

O Sporting é uma equipa doente. Está viciada em sofrimento, dor e depressão. Vive um conflito enorme. Luta para sair disso, mas sabe que é esse o seu modo de vida, a razão porque ainda se mantém vivo. Mas não é saudável. E pode colapsar a qualquer momento. Não há corpo que resista a tamanha dependência nociva. A cada duas semanas, tem cerca de 40 mil apoiantes que o tentam ajudar a sair desta longa crise. Mas nem assim...

O jogo começou muito bem. A equipa jogava rápido, circulava a bola e tinha jogadores com muita técnica no 11. A presença de Alan Ruiz foi importante. Embora só jogue 45m (e fora de casa nem isso), é dos poucos que pensa. Talvez pressionado pela rapidez que o atraiçoou na Madeira, levando a que, de forma "admissível", lhe fosse negado um golo, Ruiz é um pouco lento a agir. Decide no tempo certo mas age, muitas vezes, no tempo errado. Ainda assim, deu muitas bolas de golo, o que é raro com o nosso futebol.
Gelson (que golo) e Dost foram os outros leões que se evidenciaram. É neles que reside a nossa esperança em criar e marcar golos.
Dost é aquele tipo de ponta de lança e coloca uma equipa no topo. O problema é que a nossa defesa (ou processo defensivo), é daquelas que nos tira pontos (e campeonatos). Com Dost e a defender bem, venceríamos muitas vezes pela margem mínima. E isso não teria qualquer mal.

Defender é, claramente, um problema. Mesmo a ganhar e mesmo jogando em casa, são sucessivas as jogadas que sofremos em contra-ataque (com superioridade numérica do adversário), e consentimos sempre golos. As bolas paradas são como penaltis contra nós. É fácil prever que, no próximo sábado, perante Marcano, Filipe e Danilo vamos sofrer.
Pois é, vamos ao Dragão. E foi no preciso momento que esse jogo (e a preocupação que o mesmo gera) ficou nas nossas cabeças, que a equipa, ontem, começou a jogar mal (e tinha feito 44m tão bons...). Aconteceu aos 45m, quando William levou o 5º amarelo.
Não critico o amarelo. Mas não consigo entender como, minutos antes, B. César é varrido e não é amarelo para o jogador do Paços, como B.Ruiz é agarrado e não é amarelo e muitas outras situações em que não houve amarelo e que em nada se comparam com o amarelo a William. Critérios... 
Todos sabíamos que isto ia acontecer. Aliás, os jogadores do Paços (também) iam com esse propósito. Era vê-los a abdicar de jogadas perigosas a seu favor para sacar uma falta, a atirarem-se para cima de Adrien em bolas dividas, simulando faltas perigosas, etc. Enfim, parecia que também jogavam com o Sporting na próxima jornada.
Mas neste caso tenho de criticar Jorge Jesus. Não consigo entender porquê que William não fez por levar o 5º amarelo no Funchal. Não entendo mesmo. 

Há pouco mais a dizer do nosso futebol. Adrien e William estão completamente esgotados. Ver Adrien a correr é penoso. Ver B. Ruiz a fazer um passe é penoso. Ver Paulo Oliveira e [este] Semedo é penoso. Uma nota para Oliveira: muito voluntarioso, mas estar no Sporting tem de ser mais que isso; 3º central, não pode aspirar a mais.
E, por fim, há Schelotto. Já sei, assistiu Dost no 2-0 e encarou a bancada como se fosse o Cantona. E então? Aquilo não é nada. Um jogador que só vê linha lateral, que só joga com um pé e que tem uma confiança inabalável em si, que o leva a perder bolas de forma estúpida e perigosa, não é algo que precisamos. Esgaio já foi afastado e vamos levar com esta amostra até ao fim. Incrível.

No próximo sábado há um jogo entre duas equipas perdidas e que jogam pouco. Vamos ver se entregamos já a Liga ao SLB ou se passamos a jogar para o 4º lugar. É só isso que está em jogo.

Se fosse eu a mandar, seria este o meu 11:
Patrício
Esgaio; Coates; Semedo; B. César
Palhinha
Geraldes; Adrien
Gelson; Podence
Dost

domingo, 22 de janeiro de 2017

Não é sorte nem é azar, é ROUBO!


Não há nenhuma equipa no Mundo que alcance os seus objectivos goleando sempre.
Não há uma única equipa no Mundo que chegue ao 1º lugar sem, pelo menos uma vez, ter jogado muito mal, mas ter ganho esse jogo.
Da mesma forma, não há uma única equipa do Mundo que mantenha a confiança própria, no trabalho que produz, e que se mantenha motivada se não consegue vencer.

Vencer. O Sporting precisa de vencer. Não é no final da época, é agora. Só vencendo é que TODOS passam a acreditar que podem ser e fazer melhor.

Ontem o Sporting não merecia perder. Talvez não merecesse ganhar. Mas jogou, dominou e marcou mais que o adversário, e tudo de forma legal. Ainda assim, mais uma vez, não chegou para vencer.

Isto não é uma competição, é um circo. E fizeram do Sporting o palhaço principal.

Não gosto de circos e, muito menos, de palhaços. 
Não contem comigo para esta merda.


ps: perdoem-me, apesar de manter-me coerente com a minha posição sobre estas matérias, hoje não é dia de "joguem à bola", "pusemo-nos a jeito" ou "o plantel é fraco". Guimarães, Nacional, SLB, Braga e Marítimo. Esta época não fazemos mais que o 5º lugar.

sábado, 14 de janeiro de 2017