domingo, 4 de dezembro de 2016

Leão sabe rugir


Missão cumprida.
Oportunidade aproveitada.
Dependemos de nós.
Estamos de volta à disputa da Liga.
Próxima jornada podemos alcançar o 1º lugar.

Tudo isto pode ser verdade (ainda tenho dúvidas quanto à disputa da Liga, mas já lá vamos - já sabem que sou um pessimista por natureza - muito por culpa do Sporting), mas o que importa destacar de ontem é o jogo de grande qualidade que fizemos nos primeiros 45 minutos, quando decidimos com quem ficariam os 3 pontos.
Uma exibição cheia, com grande controlo sobre o adversário (que nada fez), grande envolvimento de todos os jogadores (até o Patrício estava nervoso e a querer participar), rapidez de execução e pensamento, à imagem da 1ª parte no Bessa e mostrando que a equipa, quando está bem montada, corresponde em grande nível. Acima tudo, sentiu-se que no campo existia um total sentido de responsabilidade e compromisso para com a oportunidade que tinha pela frente.
Ganhar era o único e desejado caminho. E o Sporting quis isso, desde do 1º minuto.
Porquê que não é sempre assim?

Finalmente, após variadas experiências com algumas amostras de jogadores (quase todos "reforços"..), Jorge Jesus encontrou um 11. Ainda não está perfeito, pois Campbell deveria ser titular no lugar deste B. Ruiz e só uma lesão conseguiu devolver J. Pereira a um lugar que só pode ser seu. Na esquerda, lá terá de continuar o Marvin (uma vez que Jefferson já desistiu de ser jogador profissional), pois o Bruno César é preciso lá na frente.
Este 11 dá todas as garantias. Um guarda-redes dos melhores da Europa (não sou só eu que o digo), centrais de grande qualidade (então o Coates... compra obrigatória!!), um meio-campo de luxo (que delícia, este William e Adrien - como cresceram com JJ), e uma frente de ataque que tem em Gelson o factor "desequilíbrio" e "magia", em Bruno César o pragmatismo e a fiabilidade táctica e em Dost um complemento final, num tipo de ponta de lança que vale todo o dinheiro pago (um, claro, reforço - ontem, mais um grande jogo. O que ele salta e como permite esticar a equipa e desmobilizar toda uma defesa com os apoios frontais que oferece. Grande jogador..).

O pior é que 11 podem ganhar jogos, mas não conseguem ganhar títulos. E se é verdade que poderemos contar com as opções que existem para defesa-central e guarda-redes, mais Campbell, Matheus (se contar..), Esgaio e, talvez, André, tudo o resto é um deserto. É (muito) pouco.
Quando vemos Adrien sair por 15m, sabemos que o controlo do jogo terminou. Quando vemos o 5º amarelo a aproximar-se de William, rezamos para que seja num jogo em casa, contra um adversário em dia não. E quando reparamos que B. César e Gelson estão perto de jogar no limite das capacidade físicas, percebemos que as dificuldades vão aumentar. E isto tudo quando sabemos que, até ao fim, só há um único caminho, vencer todos os jogos.

Estamos a 2 pontos da liderança e vamos, na próxima jornada, a casa do 1º. Mas, infelizmente, a Liga não acaba aí e haverá muitas finais pela frente. Quem viu o SLB no Funchal, rapidamente perceberá que aquela qualidade (e diversidade atacante - o "banco" deles dava-nos muito jeito), dificilmente perderá (mais) pontos contra adversários "não grandes". 
E ainda há o FCP, bem colado à frente. Quem diria que uma equipa com Maxi, Layun, Brahimi, André Silva, Óliver, Corona, Jota e Otávio (e ainda com R. Neves no banco e, agora [finalmente], Rui Pedro), conseguiria jogar bem e vencer? Uau, que surpresa...

Com este 11, o Leão ruge bem alto.
Em Varsóvia, não espero menos que o 11 que jogou contra o Arouca, para a Taça da Liga (com o Matheus no lugar do Campbell). O jogo na Luz é que é, realmente, importante.

ps: porra, ontem gostei mesmo muito da nossa 1ª parte - importam-se de repetir (daqui a uma semana)?

domingo, 27 de novembro de 2016

Futuro garantido


Não dá. Eu bem queria escrever sobre a excelente 1ª parte de ontem do Sporting no Bessa. Escrever sobre o bom 11 apresentado (B. Ruiz no banco, Campbell no centro e direita - só o Schelotto destoou...), na forte dinâmica, variadas formas de chegar ao último terço e, até, da forma sublime e madura com que se geriu os últimos 15 minutos do jogo (que estava a ficar complicado). A sério que queria. 
Queria escrever que William é um grande jogador, que Coates é o melhor defesa-central desde André Cruz, que Adrien é o motor e que Gelson, quando conseguir definir melhor (e, ontem, esteve muito bem nesse registo, mas para o que produz tem de criar mais), vai dar ainda mais golos a Dost que é, simplesmente, um avançado brutal... (e comprometido com o Sporting).

Mas o jogo não foi só isso. O jogo foi mais complicado e esteve tremido porque alguém, vestido de vermelho (como é óbvio), tinha outra missão. Esse alguém é Fábio Veríssimo, um ilustre produto da EtarLab, um prodígio que garantirá à arbitragem nacional a manutenção da sua elevada qualidade e reconhecimento internacional, não levando nenhum árbitro a uma grande competição. Fábio é um fiel espelho desta realidade, uma valente merda.

Quando aos 3 minutos, Gelson vai embalado e é travado com uma pisadela e o amarelo fica no bolso, já sabíamos como seria o resto do jogo. Depois, ainda antes do intervalo, nova entrada por trás a Bruno César (outra excelente exibição! - mais uma), e o amarelo fica ao pé do Red Pass, no bolso.
Inicia-se a 2ª parte e Coates é brindado com uma cotovelada. Segue jogo.
O jogo esmorece, o Sporting não o "mata" e Fábio vai à procura do empate. Aos 82 minutos, depois de Semedo ter abordado mal um lance (mas sem atingir o adversário ou colocando em causa a sua integridade física), num espaço distante da sua área e perante um adversário que estava longe de ter a bola controlada, Fábio, após confirmar, pelo seu auricular, a reserva (para 4), no Museu da Cerveja, expulsa Semedo e vai em busca do merecido prémio de jogo.
Felizmente (para nós), o Sporting conseguiu travar as suas investidas. Mas como diz bem (geralmente é assim), o Rui Monteiro, "[Fábio Veríssimo] Criou as oportunidades. Foi o melhor avançado do Boavista. Não lhe peçam é que seja ponta-de-lança também.". Resumindo, houve pouco Boavista para tanto Fábio.

O Fábio é um artista que precisa de outro tipo de companheiros para brilhar. Colegas de equipa muito mais qualificados do que aqueles que o Boavista tem. Na época passada, em Braga, auxiliado por um colectivo melhor, Fábio foi a estrela da vitória do Sporting local, perante o Sporting (Clube) de Portugal, nos 8avos da Taça de Portugal. Quem não se recorda do 1º golo do Braga, após falta (para vermelho) sobre William? E dos golos mal anulados a Slimani e William em pleno prolongamento? Um grande internacional...

Quem, há muito tempo, acompanha e sofre pelo Sporting sabia que Semedo iria para a rua, à mínima coisa. É assim, está escrito nas regras do jogo. Fez-me recordar uma situação semelhante passada há duas épocas em Setúbal (aqui descrita), mas agora protagonizada por outro "senhor" da arbitragem de Leiria, Olegário Benquerença (tio do Fábio, coincidências...). Na 2ª parte, o Sporting vencia por 1 golo e Ewerton, amarelado minutos antes, "faz" uma falta numa disputa de bola pelo ar. Olegário nem perdoou: "toma lá o 2º amarelo!". Claro que o jogo ficou perigoso e a vitória esteve quase a fugir. 

Na altura, como hoje, as principais críticas foram para o Ewerton (hoje para Semedo), porque "se pôs a jeito". Mas pôs-se a jeito do quê? Mas agora falta (quando é...), é logo sinónimo de amarelo?
Claro que isso aconteceu porque o prejudicado é o Sporting!
Alguém duvida que o Fábio expulsaria o Lindelöf numa situação semelhante ao Semedo? Alguém duvida que o Boavista, na 1ª parte, já estaria carregado de amarelos, sendo mais macio nas marcações na 2ª parte ou viria alguém expulso se mantivesse o mesmo registo faltoso, se o adversário fosse o "dono disto tudo"?

Quem assistiu à forma como este jogo foi conduzido, à dualidade de critérios, aliando à vergonhosa arbitragem do jogo contra o Praiense (de mais um grande produto do Seixal), acredita que é o Futebol que prevalece nas competições nacionais? É, somente, a qualidade do jogo e dos intervenientes (jogadores e treinadores)?

Por favor... Com este nível, o futuro está garantido. É que é tão evidente, que até para quem já só via o futebol como uma distracção, perdeu essa ilusão.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Sorte, o que é isso?


Um Leão que tem Patrício, Coates, William, Adrien, B. César, Dost e Gelson, ainda mais orientados de maneira primorosa pelo melhor treinador português (e o melhor que o Sporting teve desde que me conheço), tem de ser feliz. Merece ser feliz. Merece não sofrer golo em cada oportunidade concedida. Merece vencer os "grandes". Merece sorrir.

Claro que este Leão também tem Marvin e Schelotto (e B. Ruiz, André, etc, etc). E é isso que (de)equilibra tudo.

Por outro lado, este Leão anda afastado das conquistas há demasiado tempo. E, também por isso, ninguém o respeita. Fazem o que querem dele, quando querem, onde querem e como querem.
A Liga dos Campeões é uma palhaçada. Mas estamos lá e jogamos-la com o respeito que ela não nos merece. Quando Gelson dribla Marcelo e vai para a área, é rasteirado e o brasileiro não leva amarelo, sabemos como vai acabar este jogo. Estou desejoso que comece a SuperLiga ou lá o que é essa merda que coloca os "grandes da Europa" a competir entre si. Pelo menos, assim, será oficial. É competição de ricos e para ricos. O resto é "lixo" que ali anda só para os entreter.

O Sporting, mais uma vez (e sempre contra o Real), jogou muito. William, Coates e B. César foram, simplesmente, enormes. A nossa ala direita é fogo, ainda mais comparada com ala contrária, onde nada de bom acontece (há muito tempo). William e Coates foram gigantes e Portugal é um palco pequeno para eles. Adrien, enquanto houve pernas foi muito importante e Dost tem muita qualidade (é pena é ter pouco jogo nas zonas de finalização). Gelson foi importante mas muito inconsequente. O jogo que produz tem de levar mais perigo e golo. O seu último passe/cruzamento é péssimo. Vai (ter de) crescer (e não sou só eu que digo isso...).

Mas o ego... como é que se alimenta um ego que perde sucessivamente quando não o merece? Esta competição passará demonstrando um desnível pontual que nunca existiu. Também isso é injusto.

Jogámos sempre futebol. Empatados, a perder, com 11, com 10. Sempre. E é isso que levo de melhor deste jogo. Jogámos pelo meio, apoiado, em tabelas, pelas alas quando houve esse espaço e oportunidade. Subimos no terreno, soubemos defender, ser solidários e com níveis de concentração altíssimos que impediam as grandes figuras do Real brilhar. Nós também jogámos. Não foram só eles.

Mas perdemos. Como sempre. Perante 50 mil, num ambiente fantástico, contra "o melhor clube do mundo" que não tem mais de 500 adeptos a apoiar. Perdemos porque um ressalto nunca é para nós. Perdemos porque os avançados deles custam mais de 100M. Perdemos. É essa nossa História.

Perdemos mas nunca fomos vencidos. É isso que nos distancia de outros (não interessa quais). 
E é este Amor que temos pelo Sporting que jamais nos levará a ver um Fim. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Puzzle (quase) completo - vitória tranquila


Não gosto quando os adeptos escolhem patinhos feios. - Jorge Jesus

O meu caro Jorge Jesus, confesso que já ando um pouco cansado com tanta "pressão" sobre os adeptos e sócios do Sporting. A equipa joga mal, mas colocam-se vídeos motivacionais para os... adeptos. Há jogadores sem qualidade para jogar no Sporting, mas os adeptos é que são injustos e não percebem a dificuldade que é substituir um Teo (apesar dos 8M gastos em A. Ruiz e os 5M gastos em André e Castaignos + o empréstimo milionário de Markovic). Aliás, somos uns ingratos porque apesar de ganharmos "bola" desde 2002 (e de já termos f***** 9 pontos em 10 jornadas nesta Liga de m**** - entregando o título), continuamos com médias de 40 mil espectadores, continuamos a seguir a equipa enquanto visitantes, silenciando até estádios emblemáticos como o Bernabéu ou o Signal Iduna Park (coisa pouca...).

Não fomos nós que escolhemos os "patinhos feios". Não fomos nós que achámos que Schelloto é um jogador de futebol, ainda mais em detrimento do João Pereira. Não fomos nós que achámos que Elias ou Petrovic seriam substitutos de alguém, ou que Marvin saiba, sequer, o que é um jogo de futebol e que tipo de relação se deve ter com um colega durante esse mesmo jogo. Aliás, os "patinhos feios", foi a direcção e tu que escolheram. Foram vocês que deixaram sair o André Martins, o Geraldes e o Wallyson (este sem qualquer oportunidade) e, hoje, não temos quem substitua o Adrien. Foram vocês que, desprezando Iuri e Matheus Pereira, fizeram que o nosso futebol seja previsível e sem dinâmica. Aliás, não fomos nós que elevámos as "contratações" a patinhos, pois jogadores como A. Ruiz, Markovic, André, Castaignos, Elias, etc, nunca se vão comprometer com o clube que, hoje, representam.

A responsabilidade do estado em que estamos tem vários culpados. E, desculpa, não somos nós.

Ontem vencemos. Vencemos com 6 portugueses (coisa rara... vê lá ao que chegámos), com 5 da formação (devia ser por aqui o nosso caminho), e com os melhores no sítio certo. Tirando Marvin, ontem jogaram os melhores. E ganhámos. Com tranquilidade. Acaso? Óbvio que não.
A diferença de um João Pereira para um Schelotto é por demais evidente. Um é jogador, o outro é uma lebre. Um sabe controlar uma bola, fazer tabelas, temporizar, cruzar e defender. O outro... bem... 
Usemos a estatística. O Schelotto participou em 8 jogos esta época. No 1º, contra o Marítimo, entrou aos 84 minutos. Ganhámos. Nos restantes 7, foi titular jogando os 90m. Sabes quantos é que ganhámos? UM!! (1 vitória - Moreirense; 3 derrotas - Rio Ave e Dortmund; 3 empates - Guimarães, Tondela, Nacional). O João Pereira também participou em 8 jogos nesta época, cumprindo sempre os 90m. Sabes quantos é que ganhámos? 7 (um deles contra o FCP)!! Perdemos 1, com o Real Madrid...
Estatística, não serve para nada e deve ter aí variantes que explicam estes resultados. Coincidências, nada mais.

Adiante. Adrien é Adrien. Mesmo sem estar em forma, pressiona, ocupa bem o espaço a defender, aproxima-se da área e, vê lá, faz faltas. Depois houve Campbell. O Campbell dos últimos 5 minutos com o FCP. Um Campbell dinâmico, com técnica, sem estar preso a um espaço e quando jogou no meio e na direita (sim, direita), foi dos melhores. E, vê lá tu, é daqueles que se aproxima da baliza. Em menos de 300 minutos na Liga, já leva 3 golos (tem menos tempo de jogo que o Alan Ruiz...).

Claro que ontem não foi perfeito. B. Ruiz continua a descer de rendimento (mas não tem substituto no "melhor plantel de sempre"), Marvin continua a "encurralar" colegas junto à  linha lateral e final, há pouco jogo para Dost (grande jogador!!), e ainda se mantém uma grande aversão ao remate. No entanto, há muito tempo que os nossos centrais não estavam tão seguros, deixando aquela exposição louca dos últimos jogos. Até o Marvin não parecia um corpo estranho (mas é). É esta a base, Jorge. Os melhores (daqueles que tu queres usar), são estes. Estabiliza e fá-los crescer. Não pela Liga (essa já foi), mas por nós. Vamos deixar-nos de "patinhos feios" e vamos jogar futebol. 
Mas repara, não tens substituto para o William, Adrien, Gelson, B. Ruiz, J. Pereira e Dost. Porra, após 28M em contratações, este plantel é tudo menos "o melhor de sempre". E a época é longa, muito longa.


ps: agora lá vão o Ruiz e o Campbell para a brincadeira das selecções sul-americanas. A eles juntam-se o Coates, depois o Dost, o Marvin (enfim...), o Gelson, o Patrício, William e o Adrien (só pode ser brincadeira). 9 titulares. Se não existir um particular contra um qualquer MTK desta vida, pode ser que o Esgaio e o Matheus possam ir para o banco contra o Praiense, para e ver in loco o Alan Ruiz e o Petrovic...

sábado, 29 de outubro de 2016

Surpresa?


Surpresa seria se ganhássemos.
Surpresa seria se apresentássemos futebol digno desse nome.
Surpresa seria se o Treinador assumisse que há jogadores que não o são, mesmo que tenham sido escolhidos por ele (especialmente esses).
Surpresa seria se Alan Ruiz se mexesse e Marvin e Schelotto conseguissem desequilibrar (ou serem minimamente úteis e inteligentes).
Surpresa seria se Markovic e Campbell estivessem, um pouco, preocupados com o rumo das suas carreiras e imagem enquanto profissionais.
Surpresa seria se o Bryan Ruiz não se arrastasse em campo.
Surpresa seria se Esgaio não estivesse na bancada e se Matheus não estivesse em estágio com a equipa B.
Surpresa seria se William soubesse rematar uma bola (quanto mais um penalti e quanto mais o penalti mais importante da história recente deste clube).
Surpresa seria se o Presidente desse a cara no final do jogo, e fosse agradecer aos "seus adeptos", os mesmos que lhe ofereceram o maior cargo da sua vida e que em Março vão, novamente, renovar essa (cega) confiança.

Se outros têm o "toque de Midas", e conseguem transformar qualquer jogador ou situação aparentemente adversa em força e em sucesso, no Sporting consegue-se exactamente o inverso. É o denominado "toque de M****", pois é assim que geralmente ficamos.

O Sporting definha e Maio (ainda) está longe. Tudo aquilo que, hoje, podemos imaginar que vai acontecer até lá, sabemos que vai ser sempre pior. É o Sporting, não se esqueçam.

Eu desisti em Guimarães. 
Não deixa de ser curioso que Guimarães seja um local "clássico" para fins de época antecipados. 
Há 2 anos, foi ali que o Presidente "perdeu" a equipa, o treinador e, assim, a hipótese de lutar pela Liga. 
Na última época, tivemos lá uma das últimas hipóteses de sermos campeões. Falhámos (claro). 
Este ano, foi lá que entregámos o título. E, desta vez, pior que a exibição, foi o deitar da toalha ao chão, por parte do treinador.

Quem viu o final do jogo de ontem sabe que, agora, é oficial: já todos desistimos.

domingo, 23 de outubro de 2016

Antijogo?


O empate do Sporting com o Tondela deveu-se ao antijogo?
Confirmo. Estive lá e vi. A forma como o Sporting se exibiu durante 96m não tem outra denominação que não seja "antijogo".

Aliás, tudo o que saiu dos pés e da cabeça de Schelotto, Marvin, Elias, André e (imagine-se...), Bryan Ruiz só pode ser "antijogo".
Este "antijogo" é o resultado da planificação desta época. É a imagem de um plantel mal pensado e muito mal preparado. 
"Antijogo" é encher a equipa de estrangeiros e emprestados que estão aqui de passagem e nem sabem avaliar o impacto que um resultado destes tem no Sporting e na Liga.
"Antijogo" é ter um plantel descaracterizado, cheio de erros (não se aprendeu nada a olhar para os planteis do FCP com Lopetegui? e os resultados que obtiveram?), onde os jogadores se centram em si e nada mais. Exemplos? Vejam a forma como Campbell festejou o empate contra o Tondela. O Sporting ficou triste, o Campbell não (marcou um golo!!).
"Antijogo" é à 8ª jornada ter já desperdiçado 7 pontos... (contra equipa banais...).
"Antijogo" é terminar a última Liga em excelente forma (mas sem a ganhar) e, depois, mudar tudo, sem razão para tal. Saíram 3 jogadores titulares. Entraram 12!!!!
"Antijogo" é jogar ZERO em Vila do Conde, é ser RIDÍCULO em Guimarães e Famalicão e levar um BAILE com o Dortmund e continuar a insistir nos mesmos erros (e até mesmo piorá-los).
"Antijogo" é ter um plantel cheio de entulho (caro e bem pago).

Hoje é fácil abater este Sporting. Basta marcar William e Gelson. Tudo o resto é um deserto.
É um plantel à imagem de quem o construiu e dirige: Arrogante, Egocêntrico, Orgulhoso, Vazio e, juntando tais "qualidades", um Triste.

Os responsáveis pelo "antijogo" que vai levar o Sporting a mais um ano de desilusões estão identificados. Cabe a eles reagir. Quererão mudar a sua maneira de "jogar"? Duvido.
De fora, vê-se um massa associativa e adepta que eleva as assistências acima dos 40 mil espectadores. Em todas as zonas do país, adeptos seguem a equipa para a apoiar (como sempre). A união e o apoio colectivo em torno de um objectivo comum é a mensagem e a imagem que os adeptos enviam para o Sporting. Infelizmente, no Sporting os objectivos são pessoais e os Egos gladiam-se por protagonismo e riqueza.

Esta história já sabemos como vai terminar (falta saber quando). Já todos a vivemos. Há mais de 30 anos que é assim. 
Como é que pensámos que desta vez seria diferente? 
E esse dia, alguma vez chegará?

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Too much Champions will kill you


Não vamos, mais uma vez, continuar a ignorar o óbvio e tentemos ser como a equipa do Dortmund: directos, práticos e eficazes.

O Sporting da época passada tinha plantel para ganhar a Liga. Disputou-a até à última jornada, perdeu-a por 1 ponto e fez o máximo número de pontos na sua História.
Esse mesmo plantel consegui vencer, de forma brilhante, a Supertaça, mas esta é uma competição de um único jogo. No entanto, esse mesmo plantel, foi insuficiente para vencer a Taça de Portugal, para competir na Taça da Liga e para jogar na Liga Europa, onde fez o mínimo exigível.
Desse plantel, titulares, saíram 3 jogadores: Teo, Slimani e João Mário.

Para esta época, o Sporting achou que, mesmo sem Slimani e João Mário [e Teo], era possível subir a exigência. Além da Liga era, agora, possível disputar a Liga dos Campeões. Só que o Sporting, na sua planificação para esta época, esqueceu-se de fazer uma pergunta obrigatória:

Se o plantel da época passada só deu para a Liga e foi insuficiente para as restantes competições, o que é que ele terá de ter (a mais) para subirmos de nível de exigência?

A não fazer esta pergunta, os responsáveis pela planificação desta temporada cometeram um erro tremendo: não dotaram o plantel com a qualidade (e quantidade de qualidade, não só quantidade por si só), exigível e compatível com o publicitada subida de exigência.
Ao plantel da época passada que, como já referimos, só deu para vencer a Supertaça e disputar a 1ª Liga, o Sporting não só perdeu 2 titulares indiscutíveis (mais o Teo), como acrescentou (quase) ZERO ao seu plantel.

O Sporting só fez uma contratação de qualidade exigível para a subida de exigência que apregoou: Bas Dost.
Tudo o resto, é NADA.
Petrovic, Markovic, Campbell (na esquerda...), Marvim (contratado há menos de 1 ano), Alan Ruiz (8M...), Schelotto, André, Douglas, Meli, Paulista e Castaignos, não fizeram subir a nossa qualidade técnica. O que fazem é subir a tabela salarial e ainda mais prejuízo quando jogam (e muitos jogam bastantes vezes!!!).

Não é possível fazer MELHOR (ou sequer IGUAL), relativamente à época passada, se o que temos é PIOR do que se tinha na época passada.

Sem João Mário, Slimani (e Adrien), o comportamento defensivo desta equipa não é muito melhor que o dos tempos de Paulo Sérgio, Sá Pinto ou Vercauteren. Tem é William (coitado, ontem teve de ser 6, 8 e 10), e dois bons centrais. De resto, o vazio e as condições que oferece ao adversário para ser feliz são as mesmas.

A equipa quase imbatível, segura e confiante que terminou a época passada, já não existe.

Ontem, em campo, estavam jogadores que não seriam titulares em alguns 11s do tempo de Leonardo Jardim e Marco Silva (atenção, não estou a comparar a qualidade futebolística que cada treinador trouxe: Jorge Jesus é melhor). E a Evolução não devia ser esta. Era suposto melhorar o 11, não piorá-lo.

Sinceramente, acho que o Sporting não convive bem com a (falsa) riqueza. Ao menos, quando o Sporting era pobre, um "Magrão" não custava 8M. E nessa situação de pobre, o Sporting foi "forçado" a usar (e, dessa forma, crescer) um Cédric, um Dier, um William e um João Mário. 

Se hoje ainda fossemos pobres, talvez tivéssemos de ser "forçados" a recorrer a Esgaio (em vez de Schelotto, Marvim, Jefferson, etc), a Wallyson e Geraldes (em vez de Meli, Elias e Paulista), a Palhinha (em vez de Petrovic), ou, quem sabe (vejam lá a ousadia), a Matheus Pereira e Iuri Medeiros (em vez de A. Ruiz, Markovic ou Campbell [na esquerda...]).

Porra... ainda corríamos o risco de evoluir ("Lagarto, lagarto, lagarto!").


ps: ontem, com excepção e Coates, os melhores foram Patrício, William e Gelson. Há aqui um padrão, não? Acresce a isto, a época que Adrien estava a fazer e a sua importância na equipa. Isto é uma evidência e não uma casualidade.

domingo, 9 de outubro de 2016

30 anos de Formação (de Aurélio Pereira, César Nascimento, Osvaldo Silva e muitos mais...)


Retomando a "saga" das minhas memórias de 30 anos de Sporting, procurei construir aquilo que, nesse espaço de tempo, corresponde ao melhor plantel oriundo da nossa Formação, a principal fonte de orgulho do Sporting Clube de Portugal no que diz respeito à modalidade Futebol.

Confesso que na construção dessa equipa (30 jogadores, 1 por cada ano), os critérios tiveram que mudar um pouco. Ou, melhor, foi a união de distintos critérios (basicamente, o critério é, somente, "foi eu que escolhi assim"). Tentou-se manter o critério de "vi jogar pelo Sporting". E isso conseguiu-se em grande parte das escolhas. Por outro lado, visto que a nossa Formação é uma referência Mundial, tive que homenagear essa componente, introduzindo elementos que, não tendo visto a jogar "de leão ao peito" vi, depois, a alcançarem um enorme sucesso internacional contribuindo, dessa forma, para a "exportação" da marca Sporting, para a sua visibilidade, com o devido selo de Qualidade (aqui estarão incluídos o guarda-redes Beto, Paulo Futre e Luís Boa Morte - este último ainda o vi, ao vivo, pelo Lourinhanense, mas nunca pelo Sporting). Depois há aqueles que, por alguma razão não tiveram uma carreira brilhante nem alcançaram grande sucesso dentro do Sporting mas, a jogar, foram dos que mais me encantaram sendo, assim, dignos de constarem nesta equipa.
Mais uma vez não cedi à Emoção em detrimento da Razão. Assim, é normal verificarem-se jogadores que se tornaram "bandeiras" de clubes rivais sem que, no entanto, consigam renegar as origens (Moutinho, Simão...). Uma coisa é certa, e por isso é que aqui constam: enquanto jogadores do Sporting, dentro do campo, foram sempre dos melhores.

Tiveram que, obviamente, ficar jogadores de fora: Nuno Valente, Ilori, Venâncio, Mário Jorge, Litos, André Martins, Carlos Martins, Esgaio, Caneira e Mané, entre outros.
Por outro lado, constata-se uma enorme facilidade em encontrar jogadores para as alas, num claro contraste com a posição de Avançado/Ponta de Lança onde, para mim, só existe uma referência: Jorge Cadete. Por isso é que tive de "deslocar" Cristiano Ronaldo para esta posição, que não lhe é estranha, e que permite equilibrar um pouco o plantel.

Bem, é uma equipa talentosa, com muita técnica individual, inteligência, que permite, também, muita verticalidade, mas que será, essencialmente versátil e pouco monótona (na óptica do adversário), na forma como atacará a baliza contrária.
Aqui está o plantel, sujeito a todas as críticas e disponível para, uma vez mais, recuperar as nossas memórias e sentirmos orgulho pelo enorme trabalho que, diariamente se tem desenvolvido na Formação do nosso grande clube:


sábado, 1 de outubro de 2016

Caro rival,


É vosso. Embrulhadinho com as vossas cores. Nós não o queremos. Aliás, nem sabemos para que serve porque raramente temos um.
Temos outras competições para jogar. Esta é chata e não dá prestígio nem estilo. 

Podíamos era ter avisado os nossos sócios e adeptos. É chato. Acho que eles queriam mesmo isto. Paciência. 

Parabéns!!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Ressaca de uma saída à noite (em semana de trabalho)


Ontem o Sporting, como um jovem universitário imprudente em plena época de exames, decidiu sair à noite.
Ah, mas o exame é só daqui a 4 dias, dá bué tempo para estudar e preparar-me.
Ok, até se podia dar essa abébia se, há duas semanas, não tivesse feito já a mesma brincadeira, culminando num chumbo (fatal?), no exame realizado em Vila do Conde (que, apesar de ser complicado, nem era assim tão difícil).
A isto o jovem Sporting ainda pode contrapor com: Mas eu no exame de sexta-feira até saquei boa nota e, ontem à noite, ainda me "orientei" e levei para casa uma bela companhia avaliada em 1.5M de euros. Nada mau.
Sim, nada mau. Mas terá valido a pena? Uma coisa já sabemos, para o importante exame de Guimarães (que antecede uma longa pausa de 3 semanas sem exames - pelo meio há 1 exame mas é para um curso livre, conta pouco para a nota), o Sporting não vai poder se recorrer de todos os apontamentos (mais) importantes, tendo que usar alguns que ainda denotam pouca preparação e atenção nas aulas teóricas:

Jogar na terça e depois no sábado. Como é normal, alguns jogadores ficam fatigados não só fisicamente, mas também psicologicamente, por causa da responsabilidade que provoca desgaste. Cada jogador é diferente, mas temos a certeza que temos de mexer na equipa para lhe dar alguma recuperação em termos de intensidade para o jogo com o Guimarães - Jorge Jesus.

Vamos ver o que nos reserva este Sporting. Um aluno que anda na Universidade há tanto tempo e, incrivelmente, ainda não deu conta que, apesar das muitas boas notas que já teve, dos variados trabalhos de grupo e excelentes fichas de leitura que conseguiu, aliado a uma boa imagem que vai deixando em muitas aulas, ainda não alcançou o mais importante: o canudo (aliás, é para isso que, todos os anos, o ajudamos no pagamento das propinas, que até estão cada vez mais caras).

Sporting, estudar e conquistar o canudo é a tua profissão. A tua única responsabilidade. Há tempo para tudo. Ninguém se vai lembrar da polaca de Erasmus que agasalhaste ontem à noite (também era o mínimo, estava tão "disponível"), se, neste sábado, não passares no exigente exame de Guimarães (na última época não passaste e, depois, reprovaste).
É que além de ficares cada vez mais longe do objectivo principal, depois serão 3 semanas em que os teus colegas/inimigos vão cair em cima de ti, sem piedade (é triste mas é verdade, a competição pouco saudável começa logo na Universidade).

Deixa-te de brincadeiras e vai estudar. Se o fizeres sem te desviares desse (único) compromisso, vais ver que a verdadeira recompensa é teres o nosso canudo na mão, finalmente.


ps: não penses que não fico contente com estas tuas conquistas ou boa imagem que vais deixando a meio da semana. Não me interpretes mal. Mas cada coisa a seu tempo. Repara que "sacaste" a polaca mas tiveste de dar tudo. Como será para "sacares" uma alemã ou uma madrilena? A exigência é ainda maior e a desilusão também. Ainda não estás preparado. Havemos de lá chegar, um dia.

domingo, 18 de setembro de 2016

E ser campeão, não?


Antes de se (tentar) ser uma equipa de Champions, tem de se ser uma equipa Campeã.
As prioridades não podem estar trocadas.

3 defesas-esquerdos contratados em 3 épocas, mas o titular é um médio.
Um defesa-direito que é uma comédia (e que se contratou), quando um outro que sabe muito mais do jogo e da posição tem de jogar na equipa B.
2 avançados titulares que até na América do Sul seriam considerados lentos.
Uma das principais contratações que, em 15 minutos no jogo de estreia (com 1 treino), a jogar na direita, fez muito mais do quem 2 jogos a titular na esquerda.

Um enorme mar de equívocos só podia dar no que deu. Claramente, até pelos discursos prévios dos seus treinadores, se constatou que houve uma equipa que se preparou para este jogo, e para o vencer. Já a outra, optou só por, simplesmente, jogá-lo.

Este início de época, pelo calendário favorável, pela indefinição e crescimento lento do FCP, e pela onda de lesões no SLB (que já tinha perdido pontos), tinha de ser melhor rentabilizado. Era possível (e obrigatório) fazer uma enorme sequência de vitórias e "cavar um fosso" para os rivais que podia ser decisivo. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

terça-feira, 6 de setembro de 2016

O Sporting que eu não queria (mas vi)


Na continuação do último post, agora surge o plantel com 30 nomes que eu não queria ter visto no meu clube.
Infelizmente, este plantel foi muito difícil de construir. Os 30 nomes são poucos. Nomes como Vinicius, Balajic, Boulahroz, Torsiglieri, Farnerud, Spehar, Rui Bento, Gelson Fernandes, Manoel, Peter Houtman, entre outros, tiveram de ficar de fora, com muita pena minha.

O critério de escolha foi fácil: falta de qualidade futebolística (principalmente ao serviço do Sporting Clube de Portugal). É óbvio que um critério tão lato arrisca a algumas injustiças. Por exemplo, houve jogadores, que estão lista, que nunca descobri se tinham qualidade futebolística (ou não). As óbvias dificuldades motoras (conseguir andar, por exemplo), poderão ter sido fortes entraves a uma (eventual) explosão futebolística (ex: Had e Purovic), que nunca veio a acontecer. Se estiver a ser injusto e se, de facto, eles conseguem ser jogadores futebol, apresento já aqui as minhas sinceras desculpas.

Tal como no post anterior, a lista final vai suscitar críticas mas, acima de tudo, um avivar de memórias que desejaríamos já ter eliminado. Um dado curioso, sempre fomos uns "nabos" a contratar no mercado interno e, especialmente, jogadores portugueses.
Estes são os 30, aqueles que me levaram a abanar a cabeça, a rogar pragas e a perder anos de vida.

Em primeiro plano está o 11 desse plantel. 
Os treinadores: Paulo Sérgio, Vercauteren, Waseige, Cantatore e Pedro Rocha.
O equipamento: Oficial e Alternativo da Macron (2014-2015)

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O "meu" Sporting - 30 anos de memórias

(adoro esta imagem. Além de pertencer ao plantel do 1º título que "vivi", é impossível não rir com as montagens nos reforços de Janeiro: Mpenza, César Prates e André Cruz)


Na ressaca de um dia em que só se falou de "contratações", "vendas", "empréstimos", decidi apresentar o meu plantel. Procurei e revirei 30 anos de memórias (o ponto de partida é a época 1986/87) e construí um plantel com 30 jogadores (excessivo, eu sei. É que é para apostar, também, na Champions League), 1 jogador por cada ano.

Tentei adoptar algum critério lógico. O 1º critério é a Qualidade Futebolística. Tentei centrar-me na Razão e não na Emoção. Critérios como "amor à camisola", "um verdadeiro leão", não entram. Aqui só entra a boa arte de praticar Futebol, puro e duro.
Um outro critério, difícil de seguir foi o de, por exemplo, que os 30 tenham jogado, pelo menos, uma época inteira e que eu os tenha visto ao vivo algumas vezes. Assim, admito que há 3 jogadores que quase não cabiam nesses requisitos: Vítor Damas, Manuel Fernandes e Cristiano Ronaldo
O dois primeiros estavam de saída, pela avançada idade. E não foi fácil vê-los tantas vezes ao vivo, pois eu ainda era muito novo para ser uma presença constante em Alvalade (6 anos). Já Ronaldo entra por ser o jogador mais mediático (e até o Maior) que o Sporting ajudou a produzir. Ainda o vi no velhinho Alvalade (Boloni podia tê-lo usado muito mais vezes...) e despedi-me dele, como todos, naquele dia quente de Agosto, em que inaugurámos a nova casa.  
Os 3, por aquilo que simbolizam dentro do clube, e porque os vi (uma vez que fosse), ao vivo, tinham mesmo de constar.

A lista final vai suscitar críticas mas, acima de tudo, um avivar de memórias. Isso é o mais importante. Admito que as laterais defensivas não serão consensuais e pode faltar aí um ou outra referência (Cadete, Oceano, Iordanov, Rui Jorge). Mas eram 30, não 50 (esse dia vai chegar, espero eu).

Estes são os 30, aqueles que me encheram as medidas e que gostaria que nunca tivessem saído.
 

Em primeiro plano está o 11 desse plantel. 
Os treinadores: Marinho Peres, Jozic e Jorge Jesus.
O equipamento: Stromp da Reebok e o Oficial da Umbro ou da Le Coq Sportif

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Do 8 ao 80 (e de volta ao 8, já de noite)


Ontem, de partida para a Alvalade, confesso que a confiança não ia em alta (mas eu sou sempre pessimista - também culpa tua, Sporting). A saída de J. Mário, a quase certa de Slimani e o bom jogo do FCP em Roma (com os jogadores certos), deixavam-me apreensivo.
Já sentado, vejo os jogadores a irem para o aquecimento. Mais preocupado fiquei: 3 alterações face ao Paços e, pior, o regresso de Marvim ao 11 e de B. César a uma posição adiantada; e mais, B. Ruiz ia para o meio, onde não gosto nada de o ver, tal é o número de bolas que perde.
Reforços no 11? Zero, sintomático da cinzenta abordagem ao mercado (Schelotto, Petrovic, Meli, André/Castagnos - digo aqui abertamente: não precisávamos de nenhum deles; no final da época eu quero ver o que vamos fazer com tanto jogador para dispensar... não se esqueçam do Teo, Barcos, Slavchev e outros afins...).

Os primeiros 30 minutos deram-me razão: Marvim foi um desastre com bola e a defender; Bruno César não é explosivo encostado a uma ala e Ruiz esteve ausente, a não ser no número de bolas que perdeu. Neste capítulo, temos de acrescentar as péssimas saídas de bola de Coates, Adrien e Gelson (este último tão escondido, sem ser uma referência ou linha de passe). Graças a isto, o FCP jogava no nosso meio-campo, de forma mais agressiva e com um claro plano de jogo. 
O golo de Felipe foi quase óbvio à nossa péssima entrada. Na minha cabeça, uma questão: se isto é assim sem o J. Mário, como será também sem o Slimani?

2 golos caídos do céu. Foram estes que permitiram uma reviravolta injusta até então, nas únicas verdadeiras subidas à área contrária. E a partir daí o Sporting muda, construindo uma vitória justa e conseguindo, finalmente, um domínio do jogo que durou até Tiago Martins querer.
William e Adrien cresceram, B. Ruiz voltou à sua posição e Bruno César aproximou-se de Slimani, fugindo das alas. Cá atrás, Semedo e Coates iam subindo muito de produção, ao lado de laterais contidos mas cada vez mais sólidos (Marvim cresceu muito com jogo mas está longe de convencer).

Ao intervalo a diferença da qualidade dos treinadores sentiu-se. Enquanto Jesus corrigiu erros e mandou o Sporting dominar e procurar o 3º golo, Nuno deve-se ter preocupado em dizer ao André André (incrível como acaba o jogo sem cartões), ao Danilo e ao Otávio para procurarem as simulações e, assim, as expulsões de Adrien, William e J. Pereira. Resumindo, JJ apostou no futebol, NES procurou estragá-lo (um pouco a imagem dos clubes que representam). Aqui, o Sporting teve, mais uma vez, sorte, pois Corona saiu lesionado, dando lugar a um Óliver ainda fora da boa forma (e ainda bem).

Até aos 60 minutos o Sporting foi excelente. Futebol mais largo, boas trocas de bola, subidas dos laterais criando superioridade, aproximação de sectores e recuperações em zonas altas, não deixavam o FCP respirar. No entanto, Tiago Martins tinha uma ordem expressa: o campeonato não podia ter um líder isolado; se o patrão não era líder, então não era mais ninguém!
De uma falta inexistente, dá um amarelo a William (já vai em 2, sem nada ter feito). No minuto seguinte, uma carga para amarelo de André André e o amarelo fica no bolso. Alvalade explode e JJ e o médico são expulsos. De repente, a equipa que está por cima do jogo e resultado enerva-se. 
Os amarelos continuam a saltar só para um lado, apesar das constantes "obras" de André André, Otávio, Teles, Herrera, Layun e Oliver. Mas Tiago Martins só vê listas verdes e brancas.
Jesus tem de reformular tudo. Troca um apagado Ruiz por Campbell e Gelson por Paulista. O brasileiro tinha ordens usar o corpo (esteve muito bem a nível posicional, surpreendeu-me) e Campbell ajudava a manter a equipa subida e perigosa.

Até ao fim, maus passes impossibilitavam a criação de perigo e só um Tiago Martins conseguia empurrar um FCP sem ideias e esgotado fisicamente.
A vitória chegou, sem que, antes, João Pereira culminasse mais uma grande exibição com um desarme decisivo a Adrian Lopez.

Num dia de festa, Semedo e William foram enormes, numa despedida em grande de Slimani (mais um golo de crença) e onde Bruno César revelou toda a sua utilidade (livres e cantos é com ele, ok JJ? Não queremos o Ruiz a marcar livres), Gelson voltou a ser determinante mas deve perder o lugar para o 1º grande reforço deste plantel: Campbell. A forma como usou o corpo e a técnica foram suficientes para me encantar. Quantos minutos queimou o Sporting com ele? Grande maturidade e experiência. 

Grande vitória e 2 semanas sem Liga, onde somos líderes justos e isolados. Agora vão todos para as selecções. Com pena minha, Bas Dost está convocado para a selecção. Devia cá ficar, pois o lugar tem de ser dele, já com o Moreirense. Acredito que será o nosso 2º grande reforço.
2 grandes reforços e 1 reforço (Beto), parece-me pouco, visto que foram contratados 11 jogadores (tudo "cirúrgico", dizem...).

Durante 1 hora, o Sporting mostrou ser a melhor equipa da Liga (já na época anterior tinha sido assim). Um treinador equilibra planteis e campeonatos. O Sporting tem o melhor dos treinadores. Mas, mesmo sendo Jesus (e isto não é piada religiosa), não faz milagres. À noite, o Sporting ameaçava regressar ao "8" depois de ter sido um grande "80". A notícia da possível saída de Adrien é um duro golpe e, a confirmar-se, tem uma mensagem clara: O Sporting não quer ser Campeão.

Ainda não vencemos nada. Ou, pior, já não vencemos nada há 14 anos. Desmontar equipas e rotinas não é caminho para o sucesso. Podemos enriquecer, mas perdemos o mais importante.
Já saíram Slimani e J. Mário. Se sai mais alguém (Adrien, Patrício, Semedo e William), então não andamos aqui a fazer nada.

E, por favor, façam favor de não estragar dinheiro em jogadores do Braga ou em sul-americanos que ninguém quer. Há Wallyson, Esgaio e F. Geraldes. E agora que o Mané vai sair (se vai sair, porque jogou?), aposte-se definitivamente em Iuri e Matheus (com Gelson à cabeça).

ps: a saída de J. Mário é uma fatalidade. No entanto, não gosto da opção tomada por parte do jogador. O que eu penso já está aqui bem descrito. Só acrescento: quem conhece a história do Sporting, jamais escolheria o Inter como clube.
ps2: durante décadas, os clássicos foram jogados com os equipamentos oficiais. Nos últimos tempos, o Sporting facilitou usando os aberrantes calções verdes e/ou brancos. Agora foi o FCP a inovar: o amarelo. Enfim... 
ps3: o ambiente em Alvalade é brutal!!!