domingo, 22 de janeiro de 2017

Não é sorte nem é azar, é ROUBO!


Não há nenhuma equipa no Mundo que alcance os seus objectivos goleando sempre.
Não há uma única equipa no Mundo que chegue ao 1º lugar sem, pelo menos uma vez, ter jogado muito mal, mas ter ganho esse jogo.
Da mesma forma, não há uma única equipa do Mundo que mantenha a confiança própria, no trabalho que produz, e que se mantenha motivada se não consegue vencer.

Vencer. O Sporting precisa de vencer. Não é no final da época, é agora. Só vencendo é que TODOS passam a acreditar que podem ser e fazer melhor.

Ontem o Sporting não merecia perder. Talvez não merecesse ganhar. Mas jogou, dominou e marcou mais que o adversário, e tudo de forma legal. Ainda assim, mais uma vez, não chegou para vencer.

Isto não é uma competição, é um circo. E fizeram do Sporting o palhaço principal.

Não gosto de circos e, muito menos, de palhaços. 
Não contem comigo para esta merda.


ps: perdoem-me, apesar de manter-me coerente com a minha posição sobre estas matérias, hoje não é dia de "joguem à bola", "pusemo-nos a jeito" ou "o plantel é fraco". Guimarães, Nacional, SLB, Braga e Marítimo. Esta época não fazemos mais que o 5º lugar.

sábado, 14 de janeiro de 2017

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

3 pontos (ao menos isso)


"Na parte final, o Feirense acreditou no empate" - Nuno Manta, treinador do Feirense.

Pois é, tudo acabou assim. O Sporting estava recolhido e intranquilo e o Feirense (sim, o Feirense, equipa com 10 derrotas na Liga e 32 golos sofridos), acreditava que podia empatar, depois de ter estado a perder por 2-0 ainda antes dos 20 minutos.
 
Mas como é que isto foi possível?
Simples. Adrien teve de abandonar o jogo a 10 minutos do fim da 1ª parte e o Sporting deixou de controlar o adversário, assim como de ter o número necessário de jogadores para realizar jogo ofensivo.
O problema nem sei se está na entrada de Elias (quem é que podia entrar?), o problema está em que o Sporting não pode depender, assim, de um jogador que nem sequer está em boa forma.

O jogo tinha tudo para ser excelente e que podia ajudar a construir-se uma nova narrativa para a 2ª parte da época:
- o 11 estava bem escalado (e com 6 portugueses, sendo 5 da formação);
- Bruno César a defesa-esquerdo dando qualidade a atacar;
- muito jogo interior;
- A. Ruiz a aparecer como ainda não tinha aparecido;
- menos dependência de Gelson (muito bem Campbell);
- Dost a fracturar o que lhe ofereciam (tem tudo para ficar nas nossas boas memórias);
- golos cedo e futebol atacante;
- Matheus e Palhinha no banco com grandes possibilidades de jogarem;

Mas não. Isto ainda é o Sporting. Adrien sai e o Sporting, até ao intervalo, podia ter fechado o jogo mas Gelson achou que fazer uma assistência (fácil) para Dost era pouco eficaz e decidiu rematar. Errado. Aliás, como erradas são quase todas as decisões que este jogador toma. Há poucos como ele na Liga a arranjar espaço e forma de tirar os adversários do caminho, mas depois... Está num movimento descendente de forma. É normal, tendo em conta a sua idade e número de jogos que já fez. O que não é normal é que não haja quem o substitua. 

A 2ª parte foi a antítese dos primeiros 45m. Um Sporting sem bola, com menos pessoas no processo ofensivo e a voltar a isolar os extremos quando estes têm a bola. Lá está, faltava Adrien. Elias não está para isso (embora tenha técnica para isso) e William tinha, agora, de jogar por dois (sim, o Elias também não consegue recuperar uma bola). O Sporting deixava o Feirense respirar e começava a fazer aquilo que melhor sabe: dar esperança a adversários (fracos). 
Aos 60m, o 2-1 apareceu. Bruno Esteves viu o que ninguém viu, bola na área e B.César apanhado a dormir. O 1º remate do adversário à baliza, dava lugar ao 1º golo. 
 
Alvalade começa a reviver os fantasmas que tardam em desaparecer e a incerteza instalou-se até ao final.
Se na frente a equipa era inofensiva, cá atrás os centrais já jogavam em desespero e até Beto falhava numa das suas maiores virtudes, o jogo de pés.
Por momentos, a partir dos 80m a equipa começou a congelar bem a bola (muito bem Esgaio, B. Ruiz, William e Gelson), mas Alvalade, nervoso, não entendeu e começou a assobiar. Claro que lances como o de B. Ruiz (mete o "chapéu" no c###### que ta f###) ou de Gelson no último minuto (pó c******, no mínimo), tiram qualquer um do sério.

Tudo acabou com os 3 pontos no bolso. Ao menos isso. Aquilo que podia ser uma (primeira) etapa para a reabilitação, talvez tenha sido mais um passo para a depressão.
 
A equipa não está bem e dos próximos 6 jogos, só 5 serão em casa (sorteios, dizem eles..).
Não há prognósticos, só o receio que o Sporting continue a ser Sporting.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Descontrolo total


A Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD informa que chegou a acordo com Ezequiel Schelotto para a renovação do seu contrato. O jogador mantém o vínculo até 30 de junho de 2019, ficando a Sporting SAD com mais duas épocas de opção. A cláusula de rescisão está fixada nos 45 milhões de euros.
A Sporting SAD deseja as maiores felicidades profissionais e pessoais a Ezequiel Schelotto.


Será tão difícil arranjar alguém que pense e que saiba de futebol neste clube?
Que mensagem se passa quando se contrata e renova com este jogador?
Bem sei que as contratações desta época reforçavam a ideia de que a característica "Qualidade" não era essencial para um jogador ser do Sporting. Mas isto assim já assume contornos dantescos.

Já há muito tempo que considero terminar a minha ligação ao futebol do Sporting (via Gamebox). Hoje consegui mais um argumento para ir ao encontro dessa inevitabilidade.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Tradição do Leão


O Sporting é um clube conservador. Gosta pouco de mudar, de seguir outro rumo em vez do único que conhece. É monótono, previsível. Para ele, tradição é tradição:

- chegar a Dezembro arredado do título (mas alguma vez fomos candidatos?);
- sofrer um golo do Wilson Eduardo;
- sofrer uma humilhação por um ex-funcionário, que tenha saído a mal do clube (Abel, já podes ir ao jantar de Natal da "empresa" com o Pedro Martins, Couceiro, Capucho, Mourinho, etc);

Sinceramente, o resultado de hoje foi um alívio. O apito final de Hugo Miguel, após uma sucessão de malabarismos nossos para oferecer ao Braga o 2º golo (tentámos tudo...), foi libertador.
Agora, para todos, já não há dúvidas. Já fomos e começa hoje mais um ano Zero nesta instituição.
Hoje acabaram as ilusões.

Mas vale a pena (voltar a) questionar:
- valeu a pena o Adrien e William só terem 2 semanas de férias? 
- valeu a pena começar a ser humilhado logo na pré-época (foi para nos preparar..)?
- valeu a pena dispensar a única alternativa credível ao Gelson (Iuri) e renunciar a outra (Matheus) e, hoje, não ter ninguém?
- foi intencional isto de se ter um plantel só com 11 jogadores?
- para quê que serviram 20M (só esta época), se não há alternativas aos (esgotados) titulares? Ou há e eu é que estou a ser muito mau e obtuso?

Depois de irmos buscar o Jorge Jesus quando o rival o largou. Depois de andarmos em campanha constante contra o SLB, FCP, FPF, Liga, Fundos, APAF, denunciando a corrupção nesta competição (vouchers), sendo alvos, diariamente, de campanhas rasteiras e mentirosas em todos os órgãos de comunicação social, tendo uma direcção que só sabe falar no momento errado e festejar tão cedo na festa, acordamos e estamos igual ou, até mesmo, pior, se considerarmos todo o investimento feito para dar em Nada.

A sério, deve ser brutal ser adepto de um rival do Sporting. Será difícil encontrar algo mais cómico (e trágico).

(tenho pena dos outros 42 mil tal adeptos que hoje foram a Alvalade. De todos, menos eu. É que eu já vivi o suficiente para não me sentir enganado.)

domingo, 11 de dezembro de 2016

(Des)equilibrado


Caro Jorge Jesus,

Numa Liga onde temos o pior plantel dos 3 candidatos, onde a nossa participação no mercado (ao nível de contratações), foi desastrosa (então comparando com os rivais...), após perdermos 2 dos melhores jogadores da época passada, tu, e somente tu, eras o nosso factor "extra". Tu representavas, para nós, aquele elemento que seria capaz de (des)equilibrar uma competição onde teríamos grandes dificuldades em acompanhar a excelente qualidade que existe nos rivais. Eras o nosso Jardel, aquele que faz a diferença e que, perante uma oportunidade, não perdoa.

Mas quem fez o que fez em Varsóvia sabendo da importância do jogo de hoje (o Adrien aos 20m já estava roto), do jogo já desta quarta-feira para a Taça (a única salvação... em Dezembro...), e quem tira B. César, mantendo B. Ruiz e, depois, coloca A. Ruiz (fez alguma coisa? nem os livres/cantos marca!!), e ainda tira Dost (ainda marcava...), leva-me a crer que há virtudes a desfazerem-se. 
O que é incrível, é que os processos de jogo (excelentes) estão lá. Somos uma equipa grande na casa do tri-campeão. E isso é quase inédito na nossa história dos últimos 35 anos. 

Mas, depois, em tudo o que cai fora do processo de treino (onde tu és e o melhor em Portugal), como as contratações, substituições, competições europeias, "pancas" por certos jogadores, ausência de oportunidades a outros, etc, tu já não és especial. E são estas pequenas variáveis, que interferem no nosso jogo, a causa de tanto desequilíbrio, levando à consequente derrota (uma velha amiga que conhecemos bem) .

domingo, 4 de dezembro de 2016

Leão sabe rugir


Missão cumprida.
Oportunidade aproveitada.
Dependemos de nós.
Estamos de volta à disputa da Liga.
Próxima jornada podemos alcançar o 1º lugar.

Tudo isto pode ser verdade (ainda tenho dúvidas quanto à disputa da Liga, mas já lá vamos - já sabem que sou um pessimista por natureza - muito por culpa do Sporting), mas o que importa destacar de ontem é o jogo de grande qualidade que fizemos nos primeiros 45 minutos, quando decidimos com quem ficariam os 3 pontos.
Uma exibição cheia, com grande controlo sobre o adversário (que nada fez), grande envolvimento de todos os jogadores (até o Patrício estava nervoso e a querer participar), rapidez de execução e pensamento, à imagem da 1ª parte no Bessa e mostrando que a equipa, quando está bem montada, corresponde em grande nível. Acima tudo, sentiu-se que no campo existia um total sentido de responsabilidade e compromisso para com a oportunidade que tinha pela frente.
Ganhar era o único e desejado caminho. E o Sporting quis isso, desde do 1º minuto.
Porquê que não é sempre assim?

Finalmente, após variadas experiências com algumas amostras de jogadores (quase todos "reforços"..), Jorge Jesus encontrou um 11. Ainda não está perfeito, pois Campbell deveria ser titular no lugar deste B. Ruiz e só uma lesão conseguiu devolver J. Pereira a um lugar que só pode ser seu. Na esquerda, lá terá de continuar o Marvin (uma vez que Jefferson já desistiu de ser jogador profissional), pois o Bruno César é preciso lá na frente.
Este 11 dá todas as garantias. Um guarda-redes dos melhores da Europa (não sou só eu que o digo), centrais de grande qualidade (então o Coates... compra obrigatória!!), um meio-campo de luxo (que delícia, este William e Adrien - como cresceram com JJ), e uma frente de ataque que tem em Gelson o factor "desequilíbrio" e "magia", em Bruno César o pragmatismo e a fiabilidade táctica e em Dost um complemento final, num tipo de ponta de lança que vale todo o dinheiro pago (um, claro, reforço - ontem, mais um grande jogo. O que ele salta e como permite esticar a equipa e desmobilizar toda uma defesa com os apoios frontais que oferece. Grande jogador..).

O pior é que 11 podem ganhar jogos, mas não conseguem ganhar títulos. E se é verdade que poderemos contar com as opções que existem para defesa-central e guarda-redes, mais Campbell, Matheus (se contar..), Esgaio e, talvez, André, tudo o resto é um deserto. É (muito) pouco.
Quando vemos Adrien sair por 15m, sabemos que o controlo do jogo terminou. Quando vemos o 5º amarelo a aproximar-se de William, rezamos para que seja num jogo em casa, contra um adversário em dia não. E quando reparamos que B. César e Gelson estão perto de jogar no limite das capacidade físicas, percebemos que as dificuldades vão aumentar. E isto tudo quando sabemos que, até ao fim, só há um único caminho, vencer todos os jogos.

Estamos a 2 pontos da liderança e vamos, na próxima jornada, a casa do 1º. Mas, infelizmente, a Liga não acaba aí e haverá muitas finais pela frente. Quem viu o SLB no Funchal, rapidamente perceberá que aquela qualidade (e diversidade atacante - o "banco" deles dava-nos muito jeito), dificilmente perderá (mais) pontos contra adversários "não grandes". 
E ainda há o FCP, bem colado à frente. Quem diria que uma equipa com Maxi, Layun, Brahimi, André Silva, Óliver, Corona, Jota e Otávio (e ainda com R. Neves no banco e, agora [finalmente], Rui Pedro), conseguiria jogar bem e vencer? Uau, que surpresa...

Com este 11, o Leão ruge bem alto.
Em Varsóvia, não espero menos que o 11 que jogou contra o Arouca, para a Taça da Liga (com o Matheus no lugar do Campbell). O jogo na Luz é que é, realmente, importante.

ps: porra, ontem gostei mesmo muito da nossa 1ª parte - importam-se de repetir (daqui a uma semana)?

domingo, 27 de novembro de 2016

Futuro garantido


Não dá. Eu bem queria escrever sobre a excelente 1ª parte de ontem do Sporting no Bessa. Escrever sobre o bom 11 apresentado (B. Ruiz no banco, Campbell no centro e direita - só o Schelotto destoou...), na forte dinâmica, variadas formas de chegar ao último terço e, até, da forma sublime e madura com que se geriu os últimos 15 minutos do jogo (que estava a ficar complicado). A sério que queria. 
Queria escrever que William é um grande jogador, que Coates é o melhor defesa-central desde André Cruz, que Adrien é o motor e que Gelson, quando conseguir definir melhor (e, ontem, esteve muito bem nesse registo, mas para o que produz tem de criar mais), vai dar ainda mais golos a Dost que é, simplesmente, um avançado brutal... (e comprometido com o Sporting).

Mas o jogo não foi só isso. O jogo foi mais complicado e esteve tremido porque alguém, vestido de vermelho (como é óbvio), tinha outra missão. Esse alguém é Fábio Veríssimo, um ilustre produto da EtarLab, um prodígio que garantirá à arbitragem nacional a manutenção da sua elevada qualidade e reconhecimento internacional, não levando nenhum árbitro a uma grande competição. Fábio é um fiel espelho desta realidade, uma valente merda.

Quando aos 3 minutos, Gelson vai embalado e é travado com uma pisadela e o amarelo fica no bolso, já sabíamos como seria o resto do jogo. Depois, ainda antes do intervalo, nova entrada por trás a Bruno César (outra excelente exibição! - mais uma), e o amarelo fica ao pé do Red Pass, no bolso.
Inicia-se a 2ª parte e Coates é brindado com uma cotovelada. Segue jogo.
O jogo esmorece, o Sporting não o "mata" e Fábio vai à procura do empate. Aos 82 minutos, depois de Semedo ter abordado mal um lance (mas sem atingir o adversário ou colocando em causa a sua integridade física), num espaço distante da sua área e perante um adversário que estava longe de ter a bola controlada, Fábio, após confirmar, pelo seu auricular, a reserva (para 4), no Museu da Cerveja, expulsa Semedo e vai em busca do merecido prémio de jogo.
Felizmente (para nós), o Sporting conseguiu travar as suas investidas. Mas como diz bem (geralmente é assim), o Rui Monteiro, "[Fábio Veríssimo] Criou as oportunidades. Foi o melhor avançado do Boavista. Não lhe peçam é que seja ponta-de-lança também.". Resumindo, houve pouco Boavista para tanto Fábio.

O Fábio é um artista que precisa de outro tipo de companheiros para brilhar. Colegas de equipa muito mais qualificados do que aqueles que o Boavista tem. Na época passada, em Braga, auxiliado por um colectivo melhor, Fábio foi a estrela da vitória do Sporting local, perante o Sporting (Clube) de Portugal, nos 8avos da Taça de Portugal. Quem não se recorda do 1º golo do Braga, após falta (para vermelho) sobre William? E dos golos mal anulados a Slimani e William em pleno prolongamento? Um grande internacional...

Quem, há muito tempo, acompanha e sofre pelo Sporting sabia que Semedo iria para a rua, à mínima coisa. É assim, está escrito nas regras do jogo. Fez-me recordar uma situação semelhante passada há duas épocas em Setúbal (aqui descrita), mas agora protagonizada por outro "senhor" da arbitragem de Leiria, Olegário Benquerença (tio do Fábio, coincidências...). Na 2ª parte, o Sporting vencia por 1 golo e Ewerton, amarelado minutos antes, "faz" uma falta numa disputa de bola pelo ar. Olegário nem perdoou: "toma lá o 2º amarelo!". Claro que o jogo ficou perigoso e a vitória esteve quase a fugir. 

Na altura, como hoje, as principais críticas foram para o Ewerton (hoje para Semedo), porque "se pôs a jeito". Mas pôs-se a jeito do quê? Mas agora falta (quando é...), é logo sinónimo de amarelo?
Claro que isso aconteceu porque o prejudicado é o Sporting!
Alguém duvida que o Fábio expulsaria o Lindelöf numa situação semelhante ao Semedo? Alguém duvida que o Boavista, na 1ª parte, já estaria carregado de amarelos, sendo mais macio nas marcações na 2ª parte ou viria alguém expulso se mantivesse o mesmo registo faltoso, se o adversário fosse o "dono disto tudo"?

Quem assistiu à forma como este jogo foi conduzido, à dualidade de critérios, aliando à vergonhosa arbitragem do jogo contra o Praiense (de mais um grande produto do Seixal), acredita que é o Futebol que prevalece nas competições nacionais? É, somente, a qualidade do jogo e dos intervenientes (jogadores e treinadores)?

Por favor... Com este nível, o futuro está garantido. É que é tão evidente, que até para quem já só via o futebol como uma distracção, perdeu essa ilusão.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Sorte, o que é isso?


Um Leão que tem Patrício, Coates, William, Adrien, B. César, Dost e Gelson, ainda mais orientados de maneira primorosa pelo melhor treinador português (e o melhor que o Sporting teve desde que me conheço), tem de ser feliz. Merece ser feliz. Merece não sofrer golo em cada oportunidade concedida. Merece vencer os "grandes". Merece sorrir.

Claro que este Leão também tem Marvin e Schelotto (e B. Ruiz, André, etc, etc). E é isso que (de)equilibra tudo.

Por outro lado, este Leão anda afastado das conquistas há demasiado tempo. E, também por isso, ninguém o respeita. Fazem o que querem dele, quando querem, onde querem e como querem.
A Liga dos Campeões é uma palhaçada. Mas estamos lá e jogamos-la com o respeito que ela não nos merece. Quando Gelson dribla Marcelo e vai para a área, é rasteirado e o brasileiro não leva amarelo, sabemos como vai acabar este jogo. Estou desejoso que comece a SuperLiga ou lá o que é essa merda que coloca os "grandes da Europa" a competir entre si. Pelo menos, assim, será oficial. É competição de ricos e para ricos. O resto é "lixo" que ali anda só para os entreter.

O Sporting, mais uma vez (e sempre contra o Real), jogou muito. William, Coates e B. César foram, simplesmente, enormes. A nossa ala direita é fogo, ainda mais comparada com ala contrária, onde nada de bom acontece (há muito tempo). William e Coates foram gigantes e Portugal é um palco pequeno para eles. Adrien, enquanto houve pernas foi muito importante e Dost tem muita qualidade (é pena é ter pouco jogo nas zonas de finalização). Gelson foi importante mas muito inconsequente. O jogo que produz tem de levar mais perigo e golo. O seu último passe/cruzamento é péssimo. Vai (ter de) crescer (e não sou só eu que digo isso...).

Mas o ego... como é que se alimenta um ego que perde sucessivamente quando não o merece? Esta competição passará demonstrando um desnível pontual que nunca existiu. Também isso é injusto.

Jogámos sempre futebol. Empatados, a perder, com 11, com 10. Sempre. E é isso que levo de melhor deste jogo. Jogámos pelo meio, apoiado, em tabelas, pelas alas quando houve esse espaço e oportunidade. Subimos no terreno, soubemos defender, ser solidários e com níveis de concentração altíssimos que impediam as grandes figuras do Real brilhar. Nós também jogámos. Não foram só eles.

Mas perdemos. Como sempre. Perante 50 mil, num ambiente fantástico, contra "o melhor clube do mundo" que não tem mais de 500 adeptos a apoiar. Perdemos porque um ressalto nunca é para nós. Perdemos porque os avançados deles custam mais de 100M. Perdemos. É essa nossa História.

Perdemos mas nunca fomos vencidos. É isso que nos distancia de outros (não interessa quais). 
E é este Amor que temos pelo Sporting que jamais nos levará a ver um Fim. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Puzzle (quase) completo - vitória tranquila


Não gosto quando os adeptos escolhem patinhos feios. - Jorge Jesus

O meu caro Jorge Jesus, confesso que já ando um pouco cansado com tanta "pressão" sobre os adeptos e sócios do Sporting. A equipa joga mal, mas colocam-se vídeos motivacionais para os... adeptos. Há jogadores sem qualidade para jogar no Sporting, mas os adeptos é que são injustos e não percebem a dificuldade que é substituir um Teo (apesar dos 8M gastos em A. Ruiz e os 5M gastos em André e Castaignos + o empréstimo milionário de Markovic). Aliás, somos uns ingratos porque apesar de ganharmos "bola" desde 2002 (e de já termos f***** 9 pontos em 10 jornadas nesta Liga de m**** - entregando o título), continuamos com médias de 40 mil espectadores, continuamos a seguir a equipa enquanto visitantes, silenciando até estádios emblemáticos como o Bernabéu ou o Signal Iduna Park (coisa pouca...).

Não fomos nós que escolhemos os "patinhos feios". Não fomos nós que achámos que Schelloto é um jogador de futebol, ainda mais em detrimento do João Pereira. Não fomos nós que achámos que Elias ou Petrovic seriam substitutos de alguém, ou que Marvin saiba, sequer, o que é um jogo de futebol e que tipo de relação se deve ter com um colega durante esse mesmo jogo. Aliás, os "patinhos feios", foi a direcção e tu que escolheram. Foram vocês que deixaram sair o André Martins, o Geraldes e o Wallyson (este sem qualquer oportunidade) e, hoje, não temos quem substitua o Adrien. Foram vocês que, desprezando Iuri e Matheus Pereira, fizeram que o nosso futebol seja previsível e sem dinâmica. Aliás, não fomos nós que elevámos as "contratações" a patinhos, pois jogadores como A. Ruiz, Markovic, André, Castaignos, Elias, etc, nunca se vão comprometer com o clube que, hoje, representam.

A responsabilidade do estado em que estamos tem vários culpados. E, desculpa, não somos nós.

Ontem vencemos. Vencemos com 6 portugueses (coisa rara... vê lá ao que chegámos), com 5 da formação (devia ser por aqui o nosso caminho), e com os melhores no sítio certo. Tirando Marvin, ontem jogaram os melhores. E ganhámos. Com tranquilidade. Acaso? Óbvio que não.
A diferença de um João Pereira para um Schelotto é por demais evidente. Um é jogador, o outro é uma lebre. Um sabe controlar uma bola, fazer tabelas, temporizar, cruzar e defender. O outro... bem... 
Usemos a estatística. O Schelotto participou em 8 jogos esta época. No 1º, contra o Marítimo, entrou aos 84 minutos. Ganhámos. Nos restantes 7, foi titular jogando os 90m. Sabes quantos é que ganhámos? UM!! (1 vitória - Moreirense; 3 derrotas - Rio Ave e Dortmund; 3 empates - Guimarães, Tondela, Nacional). O João Pereira também participou em 8 jogos nesta época, cumprindo sempre os 90m. Sabes quantos é que ganhámos? 7 (um deles contra o FCP)!! Perdemos 1, com o Real Madrid...
Estatística, não serve para nada e deve ter aí variantes que explicam estes resultados. Coincidências, nada mais.

Adiante. Adrien é Adrien. Mesmo sem estar em forma, pressiona, ocupa bem o espaço a defender, aproxima-se da área e, vê lá, faz faltas. Depois houve Campbell. O Campbell dos últimos 5 minutos com o FCP. Um Campbell dinâmico, com técnica, sem estar preso a um espaço e quando jogou no meio e na direita (sim, direita), foi dos melhores. E, vê lá tu, é daqueles que se aproxima da baliza. Em menos de 300 minutos na Liga, já leva 3 golos (tem menos tempo de jogo que o Alan Ruiz...).

Claro que ontem não foi perfeito. B. Ruiz continua a descer de rendimento (mas não tem substituto no "melhor plantel de sempre"), Marvin continua a "encurralar" colegas junto à  linha lateral e final, há pouco jogo para Dost (grande jogador!!), e ainda se mantém uma grande aversão ao remate. No entanto, há muito tempo que os nossos centrais não estavam tão seguros, deixando aquela exposição louca dos últimos jogos. Até o Marvin não parecia um corpo estranho (mas é). É esta a base, Jorge. Os melhores (daqueles que tu queres usar), são estes. Estabiliza e fá-los crescer. Não pela Liga (essa já foi), mas por nós. Vamos deixar-nos de "patinhos feios" e vamos jogar futebol. 
Mas repara, não tens substituto para o William, Adrien, Gelson, B. Ruiz, J. Pereira e Dost. Porra, após 28M em contratações, este plantel é tudo menos "o melhor de sempre". E a época é longa, muito longa.


ps: agora lá vão o Ruiz e o Campbell para a brincadeira das selecções sul-americanas. A eles juntam-se o Coates, depois o Dost, o Marvin (enfim...), o Gelson, o Patrício, William e o Adrien (só pode ser brincadeira). 9 titulares. Se não existir um particular contra um qualquer MTK desta vida, pode ser que o Esgaio e o Matheus possam ir para o banco contra o Praiense, para e ver in loco o Alan Ruiz e o Petrovic...

sábado, 29 de outubro de 2016

Surpresa?


Surpresa seria se ganhássemos.
Surpresa seria se apresentássemos futebol digno desse nome.
Surpresa seria se o Treinador assumisse que há jogadores que não o são, mesmo que tenham sido escolhidos por ele (especialmente esses).
Surpresa seria se Alan Ruiz se mexesse e Marvin e Schelotto conseguissem desequilibrar (ou serem minimamente úteis e inteligentes).
Surpresa seria se Markovic e Campbell estivessem, um pouco, preocupados com o rumo das suas carreiras e imagem enquanto profissionais.
Surpresa seria se o Bryan Ruiz não se arrastasse em campo.
Surpresa seria se Esgaio não estivesse na bancada e se Matheus não estivesse em estágio com a equipa B.
Surpresa seria se William soubesse rematar uma bola (quanto mais um penalti e quanto mais o penalti mais importante da história recente deste clube).
Surpresa seria se o Presidente desse a cara no final do jogo, e fosse agradecer aos "seus adeptos", os mesmos que lhe ofereceram o maior cargo da sua vida e que em Março vão, novamente, renovar essa (cega) confiança.

Se outros têm o "toque de Midas", e conseguem transformar qualquer jogador ou situação aparentemente adversa em força e em sucesso, no Sporting consegue-se exactamente o inverso. É o denominado "toque de M****", pois é assim que geralmente ficamos.

O Sporting definha e Maio (ainda) está longe. Tudo aquilo que, hoje, podemos imaginar que vai acontecer até lá, sabemos que vai ser sempre pior. É o Sporting, não se esqueçam.

Eu desisti em Guimarães. 
Não deixa de ser curioso que Guimarães seja um local "clássico" para fins de época antecipados. 
Há 2 anos, foi ali que o Presidente "perdeu" a equipa, o treinador e, assim, a hipótese de lutar pela Liga. 
Na última época, tivemos lá uma das últimas hipóteses de sermos campeões. Falhámos (claro). 
Este ano, foi lá que entregámos o título. E, desta vez, pior que a exibição, foi o deitar da toalha ao chão, por parte do treinador.

Quem viu o final do jogo de ontem sabe que, agora, é oficial: já todos desistimos.

domingo, 23 de outubro de 2016

Antijogo?


O empate do Sporting com o Tondela deveu-se ao antijogo?
Confirmo. Estive lá e vi. A forma como o Sporting se exibiu durante 96m não tem outra denominação que não seja "antijogo".

Aliás, tudo o que saiu dos pés e da cabeça de Schelotto, Marvin, Elias, André e (imagine-se...), Bryan Ruiz só pode ser "antijogo".
Este "antijogo" é o resultado da planificação desta época. É a imagem de um plantel mal pensado e muito mal preparado. 
"Antijogo" é encher a equipa de estrangeiros e emprestados que estão aqui de passagem e nem sabem avaliar o impacto que um resultado destes tem no Sporting e na Liga.
"Antijogo" é ter um plantel descaracterizado, cheio de erros (não se aprendeu nada a olhar para os planteis do FCP com Lopetegui? e os resultados que obtiveram?), onde os jogadores se centram em si e nada mais. Exemplos? Vejam a forma como Campbell festejou o empate contra o Tondela. O Sporting ficou triste, o Campbell não (marcou um golo!!).
"Antijogo" é à 8ª jornada ter já desperdiçado 7 pontos... (contra equipa banais...).
"Antijogo" é terminar a última Liga em excelente forma (mas sem a ganhar) e, depois, mudar tudo, sem razão para tal. Saíram 3 jogadores titulares. Entraram 12!!!!
"Antijogo" é jogar ZERO em Vila do Conde, é ser RIDÍCULO em Guimarães e Famalicão e levar um BAILE com o Dortmund e continuar a insistir nos mesmos erros (e até mesmo piorá-los).
"Antijogo" é ter um plantel cheio de entulho (caro e bem pago).

Hoje é fácil abater este Sporting. Basta marcar William e Gelson. Tudo o resto é um deserto.
É um plantel à imagem de quem o construiu e dirige: Arrogante, Egocêntrico, Orgulhoso, Vazio e, juntando tais "qualidades", um Triste.

Os responsáveis pelo "antijogo" que vai levar o Sporting a mais um ano de desilusões estão identificados. Cabe a eles reagir. Quererão mudar a sua maneira de "jogar"? Duvido.
De fora, vê-se um massa associativa e adepta que eleva as assistências acima dos 40 mil espectadores. Em todas as zonas do país, adeptos seguem a equipa para a apoiar (como sempre). A união e o apoio colectivo em torno de um objectivo comum é a mensagem e a imagem que os adeptos enviam para o Sporting. Infelizmente, no Sporting os objectivos são pessoais e os Egos gladiam-se por protagonismo e riqueza.

Esta história já sabemos como vai terminar (falta saber quando). Já todos a vivemos. Há mais de 30 anos que é assim. 
Como é que pensámos que desta vez seria diferente? 
E esse dia, alguma vez chegará?

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Too much Champions will kill you


Não vamos, mais uma vez, continuar a ignorar o óbvio e tentemos ser como a equipa do Dortmund: directos, práticos e eficazes.

O Sporting da época passada tinha plantel para ganhar a Liga. Disputou-a até à última jornada, perdeu-a por 1 ponto e fez o máximo número de pontos na sua História.
Esse mesmo plantel consegui vencer, de forma brilhante, a Supertaça, mas esta é uma competição de um único jogo. No entanto, esse mesmo plantel, foi insuficiente para vencer a Taça de Portugal, para competir na Taça da Liga e para jogar na Liga Europa, onde fez o mínimo exigível.
Desse plantel, titulares, saíram 3 jogadores: Teo, Slimani e João Mário.

Para esta época, o Sporting achou que, mesmo sem Slimani e João Mário [e Teo], era possível subir a exigência. Além da Liga era, agora, possível disputar a Liga dos Campeões. Só que o Sporting, na sua planificação para esta época, esqueceu-se de fazer uma pergunta obrigatória:

Se o plantel da época passada só deu para a Liga e foi insuficiente para as restantes competições, o que é que ele terá de ter (a mais) para subirmos de nível de exigência?

A não fazer esta pergunta, os responsáveis pela planificação desta temporada cometeram um erro tremendo: não dotaram o plantel com a qualidade (e quantidade de qualidade, não só quantidade por si só), exigível e compatível com o publicitada subida de exigência.
Ao plantel da época passada que, como já referimos, só deu para vencer a Supertaça e disputar a 1ª Liga, o Sporting não só perdeu 2 titulares indiscutíveis (mais o Teo), como acrescentou (quase) ZERO ao seu plantel.

O Sporting só fez uma contratação de qualidade exigível para a subida de exigência que apregoou: Bas Dost.
Tudo o resto, é NADA.
Petrovic, Markovic, Campbell (na esquerda...), Marvim (contratado há menos de 1 ano), Alan Ruiz (8M...), Schelotto, André, Douglas, Meli, Paulista e Castaignos, não fizeram subir a nossa qualidade técnica. O que fazem é subir a tabela salarial e ainda mais prejuízo quando jogam (e muitos jogam bastantes vezes!!!).

Não é possível fazer MELHOR (ou sequer IGUAL), relativamente à época passada, se o que temos é PIOR do que se tinha na época passada.

Sem João Mário, Slimani (e Adrien), o comportamento defensivo desta equipa não é muito melhor que o dos tempos de Paulo Sérgio, Sá Pinto ou Vercauteren. Tem é William (coitado, ontem teve de ser 6, 8 e 10), e dois bons centrais. De resto, o vazio e as condições que oferece ao adversário para ser feliz são as mesmas.

A equipa quase imbatível, segura e confiante que terminou a época passada, já não existe.

Ontem, em campo, estavam jogadores que não seriam titulares em alguns 11s do tempo de Leonardo Jardim e Marco Silva (atenção, não estou a comparar a qualidade futebolística que cada treinador trouxe: Jorge Jesus é melhor). E a Evolução não devia ser esta. Era suposto melhorar o 11, não piorá-lo.

Sinceramente, acho que o Sporting não convive bem com a (falsa) riqueza. Ao menos, quando o Sporting era pobre, um "Magrão" não custava 8M. E nessa situação de pobre, o Sporting foi "forçado" a usar (e, dessa forma, crescer) um Cédric, um Dier, um William e um João Mário. 

Se hoje ainda fossemos pobres, talvez tivéssemos de ser "forçados" a recorrer a Esgaio (em vez de Schelotto, Marvim, Jefferson, etc), a Wallyson e Geraldes (em vez de Meli, Elias e Paulista), a Palhinha (em vez de Petrovic), ou, quem sabe (vejam lá a ousadia), a Matheus Pereira e Iuri Medeiros (em vez de A. Ruiz, Markovic ou Campbell [na esquerda...]).

Porra... ainda corríamos o risco de evoluir ("Lagarto, lagarto, lagarto!").


ps: ontem, com excepção e Coates, os melhores foram Patrício, William e Gelson. Há aqui um padrão, não? Acresce a isto, a época que Adrien estava a fazer e a sua importância na equipa. Isto é uma evidência e não uma casualidade.

domingo, 9 de outubro de 2016

30 anos de Formação (de Aurélio Pereira, César Nascimento, Osvaldo Silva e muitos mais...)


Retomando a "saga" das minhas memórias de 30 anos de Sporting, procurei construir aquilo que, nesse espaço de tempo, corresponde ao melhor plantel oriundo da nossa Formação, a principal fonte de orgulho do Sporting Clube de Portugal no que diz respeito à modalidade Futebol.

Confesso que na construção dessa equipa (30 jogadores, 1 por cada ano), os critérios tiveram que mudar um pouco. Ou, melhor, foi a união de distintos critérios (basicamente, o critério é, somente, "foi eu que escolhi assim"). Tentou-se manter o critério de "vi jogar pelo Sporting". E isso conseguiu-se em grande parte das escolhas. Por outro lado, visto que a nossa Formação é uma referência Mundial, tive que homenagear essa componente, introduzindo elementos que, não tendo visto a jogar "de leão ao peito" vi, depois, a alcançarem um enorme sucesso internacional contribuindo, dessa forma, para a "exportação" da marca Sporting, para a sua visibilidade, com o devido selo de Qualidade (aqui estarão incluídos o guarda-redes Beto, Paulo Futre e Luís Boa Morte - este último ainda o vi, ao vivo, pelo Lourinhanense, mas nunca pelo Sporting). Depois há aqueles que, por alguma razão não tiveram uma carreira brilhante nem alcançaram grande sucesso dentro do Sporting mas, a jogar, foram dos que mais me encantaram sendo, assim, dignos de constarem nesta equipa.
Mais uma vez não cedi à Emoção em detrimento da Razão. Assim, é normal verificarem-se jogadores que se tornaram "bandeiras" de clubes rivais sem que, no entanto, consigam renegar as origens (Moutinho, Simão...). Uma coisa é certa, e por isso é que aqui constam: enquanto jogadores do Sporting, dentro do campo, foram sempre dos melhores.

Tiveram que, obviamente, ficar jogadores de fora: Nuno Valente, Ilori, Venâncio, Mário Jorge, Litos, André Martins, Carlos Martins, Esgaio, Caneira e Mané, entre outros.
Por outro lado, constata-se uma enorme facilidade em encontrar jogadores para as alas, num claro contraste com a posição de Avançado/Ponta de Lança onde, para mim, só existe uma referência: Jorge Cadete. Por isso é que tive de "deslocar" Cristiano Ronaldo para esta posição, que não lhe é estranha, e que permite equilibrar um pouco o plantel.

Bem, é uma equipa talentosa, com muita técnica individual, inteligência, que permite, também, muita verticalidade, mas que será, essencialmente versátil e pouco monótona (na óptica do adversário), na forma como atacará a baliza contrária.
Aqui está o plantel, sujeito a todas as críticas e disponível para, uma vez mais, recuperar as nossas memórias e sentirmos orgulho pelo enorme trabalho que, diariamente se tem desenvolvido na Formação do nosso grande clube: