quinta-feira, 9 de abril de 2015

"Vamos à final?"; "É pra Ja(,)Mor!"


O título do post não deve, seguramente, corresponder ao repto que Marco Silva lançou aos jogadores nos instantes que antecederam o jogo da 2ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. Mas, uma coisa é certa, independentemente do que terá sido dito, a Missão foi Cumprida.
O Sporting Clube de Portugal está na final da Taça!!


Aquilo que vi não gostei. Mas o que senti no final é o melhor de tudo, a Vitória (e era isso que exigia).

O jogo não foi bom. Não podia. Chuva o dia e jogo todo, Nacional na "retranca" à espera do nervosismo leonino, processos lentos, demasiado jogo pelas alas, muita falta de concentração (o número de perdas de bola foi bastante significativo) e, mais uma vez, falhanços incríveis de golo (praticamente) certo (João Mário e Slimani em destaque, com este último a tocar no ridículo em muitas acções). Valeu-nos a segurança de Rui Patrício (que defesa naquele canto!) e cabeçada tardia mas certeira de Ewerton (até ver, excelente contratação!) para nos tranquilizar.
(só dois apartes: se o Atlético Madrid tivesse o número de cantos que o Sporting tem por jogo, goleava em todos os jogos. Já o nosso aproveitamento desses lances...; o Nani deve ser um marcador de livres brutal... mas nos treinos, pois nos jogos...)


O perigo do Nacional (e foi algum; e teríamos muita dificuldade em marcar um golo, caso fosse necessário) resultou daquilo que não se permitiu em Paços de Ferreira (que é muito melhor equipa que o Nacional e muito melhor orientada; já agora Manuel "Mormente" Machado, quando te vi com o telemóvel, pensei que ias mostrar o "pau" do Zainadine deu ao J.Mário, quando este estava isolado): jogo entre a linha do meio-campo e defesa e aproximações à nossa área, já só com a linha defensiva pela frente. E isso está relacionado com uma coisa (ou duas): a presença de Adrien Silva e a ausência de André Martins. O lance, na 1ª parte, em que Tiago Rodrigues remata praticamente sozinho é ridículo. Estão 2 jogadores do Nacional (o Tiago e Matias) na jogada, contra 5 a 6 do Sporting. Matias cruza para o único jogador disponível. E não é que a bola chega lá? E ele está sozinho? E remata!! Onde é que estava o meio-campo? Com certeza estava em esforço ou a fazer "um carrinho" qualquer sem necessidade, numa zona qualquer que não era a dele...


Marco, para esta competição, meio-objectivo está cumprido: estamos na Final; falta Ganhar!
Agora, até lá, há 7 jogos para vencer na Liga para se alcançar o objectivo mínimo dessa competição: o 3º lugar.
Mas não é só isso que tem de acontecer. É, também, tempo de preparar a equipa e dotá-la de índices de concentração mais altos. Tens de mostrar que o plantel não tem só 11 jogadores. J. Mário, Slimani, Adrien e outros têm de perceber que não são indiscutíveis. Que descansem. André Martins, Montero (porra, agora até o Tanaka está à frente dele nas opções? Mas está tudo doido?), Mané, Jonathan, Cédric, Tobias, Rossel, são jogadores com quais podes e deves contar, recuperando a sua motivação e ajudando a gerir os, agora, titulares. Se, a cerca de 2 meses da final, já estás a mostrar qual será o 11 para o Jamor, então, até lá, isto será penoso e corre-se o risco da equipa poder chegar, a esse momento, fisica e emocionalmente desgastada.


Olha, aí vão umas dicas já para domingo:

Patrício
Cédric; Oliveira; Ewerton; Jefferson
William
Martins; Mané
Carrillo; Nani
Montero

e, depois, para o Boavista:

Patrício
M. Lopes; Oliveira; Ewerton; Jonathan
Rossel
Martins; J. Mário
Mané; Nani
Slimani


A vitória de ontem foi muito importante. Permite disputar uma final que é, ao mesmo tempo, umas meias-finais que dão acesso a outro troféu, a Supertaça. É também para isto que o Sporting vive, pela conquista de Vitórias.
(já agora, que se comece esta caminhada com mais uma vitória sobre o Vitória, no Bonfim)


1 comentário:

Fernando Pais disse...

Nós sportinguistas, somos sempre muito exigentes. Queremos ganhar, mas sempre com nota artística. Como disse o Nani «os jogadores estavam ansiosos». Estávamos em vantagem, e era um jogo a eliminar, convinha controlar e não ir á parva para o ataque. Estamos lá, como diz o outro «se não chegarmos lá, é que não temos nenhuma hipótese de a ganhar».