domingo, 8 de abril de 2018

"Quem conta um conto, acrescenta sempre um ponto" (como foi o SLB, foram 3 pontos)


(para quem ainda não sabia, esta imagem ilustra a merda que destruiu o futebol português)


Vamos fazer uma pequena analogia, para tentar perceber o que se passou, ontem à noite, no Bonfim

Vamos imaginar que o Record (Vitória de Setúbal) está a competir com ABOLA (SLB), pela liderança de vendas de jornais.
ABOLA, com melhores e mais caros jornalistas, além de ser o vencedor das últimas edições dessa competição, é o favorito. No entanto, para o surpresa de muitos, o Record está-se a bater muito bem e está, a breves instantes (só falta um número, uma última tiragem), de garantir o sucesso para a sua redacção. Quem está atento aos últimos números (leia-se, minutos de jogo), percebe que dificilmente ABOLA levará de vencido o Record, que defende muito bem.

Com o "jogo na mão", o director do Record (o treinador do Setúbal), toma uma decisão para o último número. O que decide ele? Decide, então, chamar um jornalista estagiário (Luís Filipe) que, até então, só tinha servido cafés pelos seus pares (0 minutos de competição), para fazer a capa da próxima/última edição. E, não contente com a pressão que lhe coloca, o director ainda dá ao estagiário a coluna de opinião de abertura dessa mesma edição. A 1ª e 2ª página..

Estranho? No mínimo, sim, é estranho. E mais estranho fica quando todos sabem que o estagiário em causa foi "cedido", há 4 meses, pelo rival ABOLA, sendo que esta ainda lhe deve pagar o ordenado (ou parte dele, uma vez que detém 50% do seu passe).

A aparição do estagiário foi fulminante e decisiva. Borrou a capa e espalhou-se ao comprido na crónica. De forma incrível (mas não inesperada...), ABOLA, já quase derrotada, conseguiu "virar o jogo" no último instante e, assim, venceu mais uma vez.

Conclusão dos analistas desta competição, e dos próprios elementos do Record:
- "É jornalismo..."
- "Eles foram mais fortes e mereceram vencer."
- "No fim, o vencedor é sempre justo." 



Nota do autor: Nesta obra, não pense, o caro leitor, que há derrotados. No fim, uma vez mais, todos ficaram felizes. ABOLA celebrou, juntamente com os seus leitores (adeptos), de forma orgulhosa a sua proeza. No Record, apesar da derrota (será que a viram dessa forma? O leitor que descubra..), também se celebrou, pois viram garantida a regularização de 1 ano de salários e adiaram, por mais uma época, a sua extinção.
E o estagiário? Bem, esse o mais certo é abandonar o Record e rumar a um qualquer Correio da Manhã, sempre disposto a "competir" com ABOLA. O ordenado e os "prémios de jogo" estão sempre garantidos, nem que tenha de tirar cafés a época inteira, tendo a garantia que, pelo menos duas vezes por ano, terá de fazer a capa.
Embora não precise de dizer, tudo isto é ficção. Pois num Mundo normal, ético e cumpridor de leis, jamais se festejariam (sem vergonha) vitórias destas, nem se entregava um título desta forma.
 

1 comentário:

luis.garcia garcia disse...

este post esta desatualizado devia ai falar do geraldes compra jogos aos molhos-.....